domingo, 16 de dezembro de 2012

A verdade é que os pássaros do céu ...


A verdade é que os pássaros do céu

Se sustentam no ar movidos pelos seus próprios sonhos

A verdade é que pisamos a terra do chão

Esmagando com nossos calcanhares nossos próprios destinos

A verdade é que esquecemos – constantemente -

De que somos feitos pra dar carinho
Marcos Freitas. Na curva de um rio, mungubas (cbje, rio de janeiro, 2006).




http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=9041236&sid=7691441671475632332035674

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Eduardo Rangel e Quarteto Sinfônico interpretam Chico Buarque




"Eduardo Rangel e Quarteto Sinfônico interpretam Chico Buarque"

√ Na semana de encerramento do projeto “Meu caro amigo Chico Buarque”, o Clube do Choro apresenta o show do cantor Eduardo Rangel que recentemente encantou as platéias cariocas: "Eduardo Rangel e Quarteto Sinfônico interpretam Chico Buarque” -19 de dezembro, quarta-feira, às 21h, no "Clube do Choro de Brasília".
Com uma abordagem camerística para a obra do maior compositor brasileiro da atualidade, o show apresenta a voz de Eduardo Rangel, na companhia do Maestro Joaquim França ao piano, arranjos e direção musical, Daniel Cunha no violino, Ocelo Mendonça no violoncelo, Ytto Morais na percussão, Oswaldo Amorim no contrabaixo e contando com a especialíssima participação da cantora Renata Jambeiro.

"Quem comparecer ao show verá a reinvenção de Chico. Eduardo Rangel é um artista que canta com o corpo inteiro, literalmente levando teatro ao tablado da música."
Ana Cristina Vilela - Portal BSB
"Delicada, afinada, aguda, personalíssima, sua voz reflete a inquietude que impele o compositor à fome por desvendar enigmas da criação.”
Aquiles Reis (MPB4) - Brazilian Voice

Serviço:
"Eduardo Rangel e Quarteto Sinfônico interpretam Chico Buarque"
Participação especial da cantora Renata Jambeiro
Data: Quarta-Feira, 19 de dezembro, 21:00h
Local: Clube do Choro de Brasília - SDC, Bloco G, Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções
Informações: 3224-0599
Ingressos: R$ 10,00 (meia) e R$20,00 (inteira)
Bilheteria: 2ª a 6ª: 10:00 às 22:00 - Sábado: 19:00 às 22:00.
Classificação Indicativa: 14 anos ou acompanhado dos pais
Músicos:
Eduardo Rangel - voz
Joaquim França – piano, arranjos e direção musical
Daniel Cunha - violino
Ocelo Mendonça - violoncelo
Oswaldo Amorim - contrabaixo
Ytto Morais - percussão

Trechos do show no Youtube:
“Valsa brasileira”: www.youtube.com/watch?v=zdl0zOpdidI
"O que será (À flor da pele)": www.youtube.com/watch?v=3DBffMcK-xY

Texto da jornalista Ana Cristina Vilela
“Entrar no mundo de Chico Buarque de Holanda, como se estivesse passeando pela própria casa, é um grande desafio. E é nesse universo feminino e poético que o cantor e compositor Eduardo Rangel tem o atrevimento de caminhar com passos seguros.
Acompanhado por instrumentistas da orquestra sinfônica de Brasília e do pianista Joaquim França, que assina arranjos e direção musical, o artista teve recorde de público em vários espaços da capital, como o Centro Cultural Banco do Brasil e Teatro Sesc.
Todo Sentimento, Futuros Amantes, Valsa Brasileira, Beatriz, Samba e Amor, Sem Fantasia, O que será (À Flor da Pele) e Mil Perdões são algumas das criações a serem interpretadas pelo cantor, que, no palco, sempre encena intensidade. Quem comparecer aos shows verá a reinvenção de Chico, tanto na voz quanto no estilo forte que são marcas de Eduardo Rangel, assim como nos arranjos criados por Joaquim França especialmente para o show.
Porque interpretar é recriar, e Eduardo Rangel é um artista que canta com o corpo inteiro, literalmente levando teatro ao tablado da música, incorporando diferentes personagens para cada composição. E a presença de cena do cantor não é à toa. Quando no Rio de Janeiro, onde morou na década de 1980, estudou teatro com nomes como Hamilton Vaz Pereira, Luiz Antônio Martinez Corrêa e Ivone Hoffman, entre outros. Quem ganhou, foi o público.
Intimidade
Nem mesmo a responsabilidade de dar voz às mais complexas criações de Chico Buarque parece intimidar o cantor.
Lirismo e sofisticação foram os critérios usados na escolha do repertório, com preferência para as composições mais românticas e poéticas, no lugar das discursivas e políticas. Segundo o maestro Joaquim França, “foram selecionadas músicas que, talvez pela complexidade harmônica e extensão melódica, raramente são executadas em apresentações ao vivo”.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vencedor do Prêmio Camões, Dalton Trevisan mantém tradição e não aparece

12/12/2012 - 19h54
CASSIANO ELEK MACHADO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Avesso a aparições públicas desde o início de sua carreira, o escritor Dalton Trevisan, 87, honrou sua tradição. O autor curitibano não compareceu nesta quarta (12) ao evento onde receberia a maior distinção literária da língua portuguesa, o Prêmio Camões, dado pelos governos de Portugal e Brasil desde 1988.
A vice-presidente da editora Record Sonia Machado recebeu o prêmio em nome do escritor e leu um fax enviado por ele.
"Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prêmio", diz Trevisan, em um trecho da carta, que manifestou espanto por receber o que chamou de "o prêmio dos prêmios", que lhe rendeu 100 mil euros.
Com a ausência do "Vampiro de Curitiba", como é apelidado, o evento na Biblioteca Nacional, no Rio, foi uma festa da editora Record, que o publica.
O grupo editorial, um dos maiores da América Latina, comemorou na ocasião seus 70 anos.
Além de exibir um vídeo em que várias personalidades da cultura brasileira falavam sobre a Record, foram feitas homenagens a alguns autores da casa, como Marina Colasanti e Eduardo Spohr, que ganharam o prêmio Recordista, dado pela editora aos que vendem mais de 100 mil exemplares por ano.
A editora anunciou no evento a doação de 70 mil livros para a Biblioteca Nacional e algumas ações, como a venda com preços promocionais de 70 livros de sucesso, como "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez.
A Record, que é composta hoje por 13 selos diferentes, fará ainda 70 debates em 7 capitais nacionais.

Amazon, Google Play, iBookstore ou Livraria Cultura: qual a melhor plataforma de ebooks?



Gizmodo | Por Rodrigo Ghedin e Giovanni Santa Rosa, Gizmodo
Amazon, Google Play, iBookstore ou Livraria Cultura: qual a melhor plataforma de ebooks?
  • Amazon, Google Play, iBookstore ou Livraria Cultura: qual a melhor plataforma de ebooks? - 1 (© Dmitry Lobanov Shutterstock)

Dmitry Lobanov ShutterstockMOSTRAR MINIATURAS

Brasileiros que gostam de ler livros ganharam um presentão de Natal antecipado. Semana passada AmazonLivraria Cultura e Google começaram a vender ebooks por aqui, as duas primeiras inclusive com e-readers próprios — Kindle e Kobo Touch por R$ 299 e R$ 399, respectivamente. Elas se somam à iBookstore da Apple, que começou a operar por aqui no final de outubro.

Com tanta oferta, é natural que a disputa se traduza em benefícios para o “e-leitor”. E não só em preços: com todo esse papo de ecossistema, ubiquidade e nuvem, os benefícios de se comprar em uma loja ou outra variam bastante. Dependendo de quais gadgets você tem, às vezes uma diferença de centavos ou poucos Reais não justifica a aquisição de um ebook em outra loja/plataforma.

Qual compensa? A gente tenta responder essa e outras perguntas nesse comparativo. Ele vai além dos preços: nós compramos livros em todas as lojas, experimentamos eles em várias plataformas, vimos o que é legal e o que é imoral, enfim, passamos um pente fino nas quatro já citadas. E de quebra, colocamos o livro físico (aquele de papel, lembra?) no rol também.

http://tecnologia.br.msn.com/fotos/amazon-google-play-ibookstore-ou-livraria-cultura-qual-a-melhor-plataforma-de-ebooks

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Na tarde que se avizinha e outros poemas, de Marcos Freitas



O livro 'Na tarde que se avizinha e outros poemas” enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.

Onde comprar:


Para los poetas y narradores el mejor regalo es un lector

APCA escolhe os melhores de 2012

A Associação Paulista de Críticos de Arte elegeu seus preferidos em 11 categorias; premiação deve ocorrer em março


11 de dezembro de 2012 | 15h 35
Ubiratan Brasil - O Estado de S.Paulo

'Avenida Brasil'. Novela que monopolizou atenção de público e crítica foi a melhor atração da TV
Das artimanhas de Carminha, na novela Avenida Brasil, à sensualidade de Hermila Guedes no filme Era Uma Vez Eu, Verônica, sem se esquecer da mostra do Impressionismo que lotou o Centro Cultural Banco do Brasil até de madrugada e o álbum Tudo Tanto, de Tulipa Ruiz - o melhor da produção cultural de 2012 foi escolhido, na noite de segunda-feira, por 61 profissionais que são membros da Associação Paulista de Críticos de Artes, a APCA.

Reunidos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, eles escolheram os melhores de 2012 nas seguintes categorias: arquitetura, artes visuais, cinema, dança, literatura, música popular, música erudita, rádio, teatro, teatro infantil e televisão. A cerimônia de entrega de todos os prêmios está marcada para 12 de março de 2013, às 20 horas, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Para dirigir a cerimônia, foi convidado o diretor Fernando Cardoso.

Como acontece desde 2009, a diretoria concede um troféu especial a uma personalidade com trabalho relevante na arte- neste ano, a homenagem será ao escritor, historiador e crítico Sábato Magaldi, pela contribuição às artes e à cultura brasileira.

Em algumas áreas, houve unanimidade, como a novela Avenida Brasil, exibida com grande sucesso pela TV Globo: além do grande prêmio da crítica (dividido entre o autor João Emanuel Carneiro e os diretores Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin), o folhetim das 21 horas teve também Adriana Esteves e José de Abreu como os melhores protagonistas do ano.

No cinema, os críticos preferiram dividir o prêmio especial entre dois documentários que trataram, com olhares bem distintos, do mesmo assunto: Tropicália, de Marcelo Machado, e Futuro do Pretérito - Tropicalismo Now!, de Ninho Moraes e Francisco César Filho. Por seu intenso trabalho em Era Uma Vez Eu, Verônica, Hermila Guedes foi escolhida a melhor atriz, enquanto Júlio Andrade faturou como ator pela incrível semelhança que conseguiu como Gonzaguinha em Gonzaga, de Pai pra Filho, filme de Breno Silveira.

Já os críticos de teatro preferiram diversificar a votação, permitindo que as melhores produções recebessem apenas um prêmio. Assim, a fantástica pesquisa e encenação promovida pelo grupo Teatro da Vertigem em Bom Retiro 958 Metros propiciou o prêmio de direção para Antônio Araújo.

Na atuação, houve empate entre atores (Eduardo Okamoto e Antônio Salvador dividiram o prêmio por Recusa), e Dani Barros, por sua vibrante interpretação no monólogo Estamira - Beira do Mundo, foi eleita como atriz.

Já Ricardo Lísias, por sua habilidade de criar situações narrativas muito originais, foi escolhido o autor do melhor romance do ano, O Céu dos Suicidas, editado pela Alfaguara.

Confira lista completa dos premiados:

ARQUITETURA
Homenagem pelo conjunto da obra: Paulo Mendes da Rocha

Cliente/promotor: Carlos Augusto Kalil - Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo

Obra de arquitetura: Praça das Artes - Brasil Arquitetura+Marcos Cartum

Fronteiras da arquitetura: 30ª Bienal de São Paulo - Metro Arquitetos

Revelação: Pavilhão Humanidades - Carla Juaçaba

Urbanidade: Hector Vigliecca

Projeto referencial: Hidroanel São Paulo - Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga

Votaram: Fernando Serapião, Guilherme Wisnick, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Adriana Varejão, por Histórias às Margens - MAM/SP
Exposição Internacional: Impressionismo: Paris e a Modernidade - Obras-Primas do Acervo do Museu D’Orsay/Paris
Exposição: Lígia Pape - Espaço Imantado - Pinacoteca do Estado

Obra Gráfica: Luzes do Norte - Desenhos e Gravuras do Renascimento Alemão - Coleção Edmond Rotschield - Museu do Louvre/Paris
Fotografia: Observadores: Fotografia da Cena Britânica de 1930 até Hoje - Centro Cultural Ruth Cardoso - Fiesp
Retrospectiva: Lygia Clark: Uma Retrospectiva - Itaú Cultural
Iniciativa Cultural: Heitor Martins - Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Votaram: Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim e Luiz Ernesto Machado Kawall

CINEMA
Prêmio Especial do Júri: Tropicália e Futuro do Pretérito - Tropicalismo Now

Diretor: Eduardo Nunes - Sudoeste
Roteiro: Rogérgio Sganzerla e Helena Ignez - Luz nas Trevas - A volta do Bandido da Luz Vermelha

Ator: Júlio Andrade - Gonzaga, de Pai para Filho
Atriz: Hermila Guedes - Era uma Vez eu, Verônica
Fotografia: Mauro Pinheiro - Sudoeste
Votaram: Luiz Carlos Merten, Neusa Maria Barbosa, Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo


DANÇA
Grande Prêmio da Crítica: Luís Arrieta
Espetáculo: Baderna - Núcleo Luís Ferron
Bailarina: Paula Perillo - Ballet Stagium
Projeto Artístico: Piranha - Wagner Schwartz
Coreógrafo: João Saldanha - Núcleos
Trajetória de pesquisa em dança: Grupo Cena 11 - Carta de Amor ao Inimigo

Elenco: Cia. Dani Lima - 100 Gestos: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton

Votaram: Ana Teixeira, Christine Greiner, Flávia Couto, Joubert Arrais, Helena Katz e Renata Xavier

LITERATURA

Romance: O Céu dos Suicidas - Ricardo Lísias (Alfaguara)

Ensaio/Crítica: O Som da Revolução - Uma História Cultural do Rock 1965/1969 - Rodrigo Merheb (Ed. Civilização Brasileira)
Infanto-Juvenil: A Máquina do Poeta, Nelson Cruz (Ed. SM)

Poesia: Um Útero é do Tamanho de um Punho - Angélica Freitas (Ed. Cosac-Naify)
Contos/Crônicas/Reportagens: Aquela Água Toda - João Anzanello Carrascoza (Cosac-Naify)
Tradução: Ulysses - Caetano W. Galindo (Cia. Das Letras/Penguin)
Biografia: Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo - Mário Magalhães (Cia. Das Letras)

Votaram: Amilton Pinheiro, Dirce Lorimier, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior, Ricardo Nicola, Sérgio Miguez e Ubiratan Brasil

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Paulo Vanzolini (pelo conjunto da obra)
Álbum: Tudo Tanto - Tulipa Ruiz
Cantor: Silva
Cantora: Gaby Amarantos
Compositora: Badi Assad
Show: Verdade uma Ilusão - Marisa Monte
Revelação: Jair Naves

Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa


MÚSICA ERUDITA

Grande Prêmio da Crítica: 100 anos de Eleazar de Carvalho (in Memorian)
Conjunto da carreira: Pianista Eudóxia de Barros
Personalidade: Maestro Diogo Pacheco
Conjunto da obra: Mário Ficarelli
Regente coral: Marcos Júlio Sergl
Projeto Musical: Rodrigo Massayuki e Orquestra Jovem Villani-Côrtes
Conjunto coral: Côro Luther King

Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

RÁDIO

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Bandeirantes-75 Anos
Internet: Rádio Nor (www.radionaravanda.com)
Musical: Chocolate Quente - Eldorado FM
Cultura: Palavra do Reitor - USP FM
Humor: Rachando o Bico - Transamérica FM
Iniciativa: Projeto Troféu Catavento - Cultura
Variedades: No Divã com Gikovate - CBN
Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica: Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? - Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo - Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno - Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador - Recusa
Atriz: Dani Barros - Estamira - Beira do Mundo
Prêmio Especial: Projeto Peep Classic Esquilo - Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici


TEATRO INFANTIL

Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro - direção de Cristiane Paoli Quito

Direção: Eric Nowinski - A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli - Terremota
Ator: Fábio Spósito - O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas... E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro - A História do Incrível Peixe-Orellha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de Sonhatório - Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa


TELEVISÃO

Grande Prêmio da Crítica: Avenida Brasil (TV Globo) - autor:João Emanuel Carneiro; direção: Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin
Seriado: FDP (Pródigo/HBO)
Humorista: Marcelo Adnet (MTV Brasil)
Atriz: Adriana Esteves (Avenida Brasil/TV Globo)
Ator: José de Abreu (Avenida Brasil/TV Globo)
Programa de Comédia: Porta dos Fundos (YouTube)
Revelação: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira - autores de Cheias de Charme (TV Globo)
Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente e Leão Lobo

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,apca-escolhe-os-melhores-de-2012,972180,0.htm

Lançamento da Revista Literária ‘’O Estilingue’’

O Coletivo de Escritores Periféricos de Itajaí, promove no dia 14 de dezembro às 19 horas, o lançamento da Revista Literária ‘’O Estilingue’’, na sua décima primeira edição, pela editora Alternativa de Itajaí. Nas palavras da diretora da revista, Rute Margarida Rita: Dando vazão as vozes dissonantes da sociedade, viemos expressar com todo o rigor e vigor, na eterna luta de se fazer presente e visíveis. Nessa edição referenciamos nossos locais de origem, nossa africanidade e brasilidade, nossa cidade, país, nossa infância e, sobretudo os nossos mais profundos descobrisses. Ainda na palavra da promotora cultural:Nessa edição em especial, para além dos escritores periféricos da cidade de Itajaí, damos voz e vez para nossos amigos do movimento indígena, na fala da jornalista e ativista baiana Ana Paula Kalantã, da etnia Indígena Pataxó. O mesmo na fala dos nossos amigos poetas, contistas e cronistas de Moçambique.
Fone:(047)91264134-Samuel da Costa.
e-mail: contatorevistaoestilingue@gmail.com
Apoio: Tatoo Open Bar
O que:lançamento da Revista Literária ‘’O Estilingue’’ edição nº11.
Onde: Biblioteca Pública Municipal e Escolar Norberto Cândido Silveira Jr, Rua: Heitor Liberato, nº 1100- Bairro Vila Operária, Itajaí-SC. Fone(047) 3348.3322- 33.480038.
Data: sexta-feira dia 14 de dezembro às 19 horas.
Quanto custa: R$10 a revista.

Juliano Cazarré lança o primeiro livro de poesia, Pelas janelas

13/12/2012
Juliano Cazarré lança o primeiro livro de poesia, Pelas janelas
Nahima Maciel
O ator lança nesta quinta o primeiro livro de poesias, Pelas janelas

Recentemente, durante entrevista no programa de Jô Soares, Juliano Cazarré precisou desfiar explicações sobre sua, digamos, maturidade e felicidade. O ator foi convidado para falar sobre Pelas janelas, a estreia na poesia. O livro recém-lançado pela editora gaúcha Dublinense contém 53 poemas escritos entre 2007 e 2008 e duramente trabalhados e burilados. Não, esclareceu Cazarré durante o programa global, eles não foram escritos por um adolescente e reunidos em um volume nostálgico. São fruto de um momento maduro, uma observação do mundo aperfeiçoada pela condição cênica da vida do autor. E não, eles não tratam de dores profundas. Cazarré não é um beatnik, não gosta de beber até tarde, pratica esportes e tem muito cuidado com a alimentação. “Às vezes, penso que sou muito feliz para ser artista porque não tenho essa dor do mundo”, repara. “Foi um livro pensado, não é um apanhado de poemas de adolescente.”

Em Brasília para passar as festas de fim de ano e descansar dos meses de gravação de Avenida Brasil e do longa Serra pelada (dirigido por Heitor Dhalia), Cazarré vai aproveitar para lançar o livro nesta quinta-feira (13/12) à noite na Livraria Cultura (Iguatemi). Será o primeiro passo brasiliense dessa coletânea nascida em São Paulo e ancorada no desejo de enxergar o mundo para além do próprio umbigo. “Depois que defini o tema das janelas, foi muito bom, ele guiou minha busca. Mas também acho que observo bastante o mundo e observar é uma coisa que a gente faz pela janela”, conta. “Escrevi os poemas numa época em que eu morava em São Paulo, uma época em que estava pobre de janelas e isso sensibilizou meu olhar. Lembro que saía na rua e o olho nunca fazia foco em uma coisa longe porque logo tinha uma coisa perto, uma parede, uma obra.”

Leia poema de Juliano Cazarré.

A janela de Borges

Uma janela de frente para outra igual a ela

Como dois espelhos a se refletir infinitamente.

Um homem debruçado em seu parapeito veria.

À sua frente, seu duplo a mirá-lo à janela.

Uma janela com vista ao labirinto

Onde Teseu encontra Astérion dormindo

E com um punhal de prata, punhal argentino,

Extermina o Minotauro sem ser combatido.

Uma janela de cristal de onde se vê o todo do mundo:

O populoso mar, a aurora e a tarde, um tigre, uma teia

De aranha no centro de uma pirâmide, um rei banguela.

Onde antes havia uma árvore, vê-se um círculo de terra.

Dessa janela de cristal é possível ver Londres e Genebra,

De onde Borges observa Borges cego em sua biblioteca.

SERVIÇO:
Quando: quinta-feira (13/12)
Onde: à noite na Livraria Cultura (Iguatemi).
Fonte: http://divirta-se.correioweb.com.br/materias.htm?materia=17748&secao=Programe-se&data=20121206

Lançamento do livro Dois Candangos em verso

Dois Candangos em verso - sinopse

Imagine dois garotos, chegados a Brasília em 1960, frequentadores do mesmo clube na infância; imagine que voltaram a se encontrar e sair juntos na adolescência, pois as namoradas eram amigas; imagine que cursaram o mesmo curso na UnB, de 77 a 81; imagine que foram sócios em uma empresa de consultoria, de 86 a 94. Assim foi a vida de Fernando Barros e Alessandro Uccello, conhecidos, amigos, colegas, sócios, parceiros, candangos nascidos em São Paulo e vindos para Brasília em 1960.

Agora imagine que, com tanta intimidade, nunca souberam que eram poetas até que Alessandro, em 2007, ao descobrir que tinha uma doença neurodegenerativa (Esclerose Lateral Amiotrófica*), lançou “Eu Com Verso”.Fernando se manteve enfurnado até 2009, quando Alessandro lançou “Terapoética , como transformar problemas em poemas”.

Finalmente, Fernando saiu da gaveta e Alessandro, quando soube que o amigo era um poeta mais enrustido do que ele. Leu as poesias, gostou e propôs um livro conjunto. Foi difícil convencer o Fernando a se expor. Como ele escreveu nos agradecimentos do livro “Ao Alessandro que (quase) me convenceu a escrever e mostrar”.

Ler os “Dois Candangos em verso” proporcionar-lhe-á prazer, risos, polêmica, nostalgia, tristeza e muito mais sentimentos. Escreva para uccello.alessandro @gmail.com para comentar as poesias ou para comprar o livro. É um bom presente de natal, aniversário, carnaval , dia das mães, dos pais. Não recomendamos para o dia das crianças.

*as poesias de Alessandro Uccello foram escritas com os olhos, já que perdeu os movimentos.

Serviço:
O lançamento do livro de poemas Dois Candangos, escrito por Alessandro
Uccello e Fernando Barros, será no próximo domingo, dia 16/12, das 17h as
19h, no restaurante El Paso Texas do Terraço Shopping. 

 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Rene Bomfim na Barca Brasília



O músico Rene Bomfim, cantor, compositor e vocalista da banda Paraibola, se apresenta neste sábado e domingo na Barca Brasília, dias 15 e 16 de dezembro de 2012, das 17h às 20h, saindo do cais do Life Resort & Service. A marca do espetáculo é a irreverência e a informalidade de Rene Bomfim que desfia, ao violão e voz, um repertório eclético com ritmos que vão do forró, ao xote, xaxado, baião, passando pelo samba, MPB e músicas de autoria própria.
Venha participar do espetáculo! Esta é uma ótima oportunidade para conhecer as belezas de Brasília por ângulos diferenciados! VAGAS LIMITADAS! ANTECIPE SUA RESERVA.

Na tarde que se avizinha e outros poemas, de Marcos Freitas



O livro 'Na tarde que se avizinha e outros poemas” enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.

Onde comprar:

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nando Reis descobriu que pode ser feliz como artista independente


Atualizado: 10/12/2012 09:48 | Por Sonia Racy - Direto da Fonte, estadao.com.br

'Um dia, descobri que dava prejuízo', diz Nando Reis

Nando Reis se prepara para um 2013 de arrasar. Vai viajar muito com Os Infernais ("eu amo essa banda"),  levando...

    'Um dia, descobri que dava prejuízo', diz Nando Reis
    "AE"

    Nando Reis se prepara para um 2013 de arrasar. Vai viajar muito com Os Infernais ("eu amo essa banda"), levando o show Sei, baseado em seu mais recente álbum, a todo o País. E também quer iniciar novos projetos pela internet, agora que pegou gosto pela coisa – como está sem gravadora, resolveu vender as 15 faixas do disco na rede mundial, ao estilo "pague-o-quanto-acha-que-vale", e está gostando muito do resultado.
    Aos 49 anos, top ten dos direitos autorais e com mais de 315 mil seguidores no Twitter e meio milhão no Facebook, Nando descobriu que pode ser feliz como artista independente. Por isso, tomou as rédeas das finanças e abriu uma empresa para administrar seus negócios.
    O "ruivão" falou com a coluna na sala de estar de sua casa, rodeado de discos antigos, CDs, livros, o Grammy Latino 2012 por De Repente (em parceria com Murilo Rosa, do Skank) e, claro, muitos itens dedicados ao Tricolor do Morumbi. "Tenho fé que vou ver, já nesta quarta-feira, meu São Paulo campeão outra vez", diz, referindo-se à decisão da Copa Sul-Americana. "Desde que o Muricy Ramalho saiu, a gente não ganhou nada. Mas estou esperançoso com o Ganso, o cara é craque, é divino!".
    Pai de cinco filhos, e casado pela segunda vez com a mãe de quatro deles, Nando se revela um paizão e avisa que deu um tempo na análise – talvez por causa dos Infernais. Se ele se deu alta? "Não, pulei o muro do hospício". É, 2013 promete.
    NANDO REIS - Por que resolveu lançar um disco na internet?
    Porque eu faço discos e essa é uma ideia que está perdendo o lugar dentro do mercado. Cabe a mim proteger o que eu tenho a oferecer. E as lojas de discos estão fechando, a galope, porque não se compram mais discos. E, se estão fechando, as pessoas não têm onde comprar meus discos. Por isso, abri minha loja na internet – algo que só se tornou possível porque estou sem gravadora.
    NANDO REIS - E os internautas pagam o que quiserem pelas músicas?
    O problema é que, depois de 30 anos em gravadoras, eu realmente não sei quanto cobrar. Fiquei muito tempo assistindo à filosofia das gravadoras – do "lucro muito alto e muito rápido". Taí uma coisa que nunca entendi: por que uma gravadora prefere vender dez por trinta a vender trinta por dez. Agora, tenho a chance de descobrir quanto meu público está disposto a pagar.
    NANDO REIS - E como está sendo?
    Tem dias em que está mais alto, outros em que cai... Quando aumenta muito, vendo menos. É mercado puro.
    NANDO REIS - É um modelo a ser seguido por outros artistas?
    Não sei se serve para os outros. Mas serve pra mim.
    NANDO REIS - Preferiu ficar sem gravadora já pensando em iniciar esse processo na internet?
    Nunca foi minha intenção ser independente, não era um sonho. E, hoje, vejo como eu era acomodado... Só quando você sai é que percebe algumas coisas, tudo que você perde. Porque as gravadoras são muito ortodoxas, pouco flexíveis. Mas a verdade é que, matematicamente, eu era prejudicial, era vermelho...
    NANDO REIS - O "ruivão" era vermelho? Nando Reis dava prejuízo?
    Pois é, dava! (risos) Mas foi ótimo, porque percebi o seguinte: eu é que deveria ter saído antes, sabe? Não acho que a música que eu faço seja tão inviável assim. Mas foram 30 anos de bons relacionamentos na Warner. Tanto que, quando fui renovar o contrato e eles me disseram "olha, Nando, não dá", admito que fiquei um tanto chocado, tomei um susto.
    NANDO REIS - Trinta anos enganando o público não deve ser fácil...
    (risos) Pensei: "O que vou fazer agora?" Mas fui sondado por outras gravadoras e tive tempo de ver que a independência, neste momento, podia ser bastante interessante. Até porque o modelo começava a ficar insustentável, mordendo fatia de lucro dos shows – que é algo que eu não posso aceitar.
    NANDO REIS - Aí você aproveitou a liberdade e foi gravar em Seattle, com o Jack Endino, que já produziu Nirvana e Soundgarden. Por que?
    Porque ele mora lá, eu queria um produtor como ele, na cidade dele, no estúdio dele. E foi caro, viu? Mas um ponto importante é que eu preciso estar muito concentrado para iniciar um processo de gravação. Como a minha banda, Os Infernais, fica no Rio, para mim é ótimo, porque tenho a chance de sair de casa, de cidade... Só que, desta vez, eu queria tirar também a banda do ambiente dela.
    NANDO REIS - E como é o seu relacionamento com Os Infernais?
    Nossa, eu amo essa banda! Ela está com sua formação mais vibrante, a que mais me empolga. Pela relação que temos uns com os outros, pelo som no palco, pela revelação que foi ver como cada um deles tocou na gravação desse novo trabalho.
    NANDO REIS - Depois de 30 anos de estrada, está onde imaginava estar?
    Nunca fiz esse tipo de projeção. Embora sempre tivesse desejo de fazer o que faço. Desde pequeno. Como todo desejo, a gente nunca sabe o que vai acontecer. Gosto, sim, do lugar que ocupo hoje. Mas penso também na qualidade do que eu faço. E estou entre os dez que mais arrecadam direitos autorais no País. Acho isso tão bizarro...
    NANDO REIS - Por que?
    Acho realmente intrigante. Claro, as pessoas me gravam. Mas... não sei. Talvez tenha a ver com a colcha que eu costurei durante esses anos todos. Nessa conta tem muita participação do meu trabalho com o Skank, por exemplo. Sou parceiro do Samuel (Rosa), e o Skank é muito mais constante nas paradas de sucessos, com músicas que eu compus, do que as minhas próprias canções. Às vezes, acho espantoso. Em outras, concluo que tenho qualidade, estou onde estou porque trabalhei muito, sou um cara dedicado, gosto do que faço.
    NANDO REIS - Foi a tranquilidade financeira de ser um top ten do Ecad que permitiu investir no projeto atual?
    Estou dando um destino perfeito para o que arrecado com os direitos autorais: meu trabalho. Porque, como eu disse, meu negócio é fazer discos, gravar as músicas que fiz e apresentá-las ao público – que é quem faz essa roda girar. Este disco que está na internet tem 15 composições inéditas e uma delas, Sei, está fazendo muito sucesso nas rádios. Não há nada melhor do que investir no próprio negócio.
    NANDO REIS - Como vê a atual discussão sobre direitos autorais na internet?
    Não entendo como alguém pode achar que direito autoral não deve ser pago na internet, só porque o conteúdo tem de circular livremente. Existem bilionários na rede que se fizeram graças às ferramentas de circulação de conteúdo. Mas, minha música faz parte desse tal conteúdo. Então, não me venham com essa, de que tenho de ceder meus direitos em prol da democracia. Democracia é o c...! Democracia não é nada disso!
    NANDO REIS - E como acha que deveria ser?
    Olha, na era digital, as músicas tinham de ter um código de barras, e cada rádio devia ter um decodificador, e cada vez que um sujeito tocasse a música, deveria pingar dinheiro em algum lugar. Então, aquele autor, que tem uma canção só, que toca uma vez no sertão, deveria ganhar de forma proporcional. Porque, hoje, é por amostragem, um negócio complicadíssimo, que tende mesmo à distorção. É muito injusto. É preciso investir em tecnologia para resolver esse problema.
    NANDO REIS - O que é sucesso pra você?
    Putz, eu penso em sucesso de uma forma diferente do que as pessoas pensam. Por exemplo, há músicas que eu compus e que simplesmente não aconteceu nada com elas, embora eu achasse que fossem ser grandes sucessos. Claro que, na maioria das vezes, tenho noção do que vai se tornar hit – por causa do ritmo, do refrão. Embora eu adore quando essas fórmulas são transgredidas. Legião Urbana é um excelente exemplo do que eu estou falando: imagina uma música de nove minutos, como Faroeste Caboclo, tocando em todas as rádios! O sucesso é misterioso.
    NANDO REIS - Trabalha contra a fórmula?
    Tento, mas nem sempre dá certo. Porque, às vezes, a música pede um formato consagrado. Essa canção da qual eu falei, Sei, é interessante. Tem três minutos e meio, que é um tamanho-padrão do mercado. Porém, não tem refrão. Mas eu não pensei em fazê-la sem refrão, não foi algo intencional. Acho que todas as músicas deveriam ter a chance de tocar as pessoas. E é isso que eu tento fazer nos meus shows. Há hits que eu toco para o público e que não foram grandes sucessos de rádio. Como Relicário, All Star e Pra Você Guardei o Amor, músicas com letras complexas. Pois são cantadas a plenos pulmões nos shows. Isso é o que eu chamo de sucesso.
    NANDO REIS - Tem ídolos?
    Ídolos porque, quando eu era jovem, os idolatrei: Gil, Caetano e os Novos Baianos. Hoje, não os idolatro, mas os coloco na posição de formadores da estrutura do meu gosto.
    NANDO REIS - Então, deve ter sido emocionante ter um texto do Gil apresentando seu novo CD.
    Fiquei honradíssimo, foi um elogio. Achei graça da forma como ele escreveu, das coisas que revelou, incluindo o desconhecimento do meu trabalho. Achei lindo o fato de ele ter ouvido meu disco, sabe? Fiquei extremamente lisonjeado. Porque o Gil é fenomenal, um cara brilhante.
    NANDO REIS - Você é perfeccionista?
    Em algumas coisas, sou muito empenhado, tenho rigor. Em outras, tenho uma intencional displicência, para manter um grau de humanidade, de precariedade, que me interessa. Sou perfeccionista e imperfeccionista.
    NANDO REIS - Continua fazendo análise?
    Parei, temporariamente.
    NANDO REIS - Resolveu se dar alta?
    Não... pulei o muro do hospício (risos). Tô refugiado. Fiz análise durante muitos anos. Minha mulher é psicanalista, meus filhos fazem análise. Acredito na ideia de que é melhor saber do que não saber.
    NANDO REIS - Com cinco filhos, sua casa é do tipo que vive cheia?
    Pois é... estou casado outra vez com Vânia, que é mãe de meus quatro filhos mais velhos. Theodoro tem 26 anos e uma filha, Luzia. Sophia tem 24 anos e está morando, temporariamente, comigo. Sebastião, de 17, e Zoe, de 13, moram comigo e também com a Vânia... É que, embora casados, a gente vive em casas separadas. Eu viajo muito. Às vezes, a casa fica vazia; outras, está cheia, todo mundo aqui. O importante é que eu tenho uma família e convivo muito bem com ela. Meu quinto filho é o Ismael, que mora no RS, com a mãe, a Nani. Tem 6 anos e viaja muito comigo e com a banda. É todo mundo muito amigo – algo muito singular, uma fórmula que funciona pra gente.
    NANDO REIS - Apesar de passar muito tempo longe, por causa dos shows, e de ter essa família fora dos padrões, você se considera um bom pai?
    Acho que sou um ótimo pai. Pelo princípio que define pai e mãe: a relação amorosa de admiração e respeito pelos filhos. Tenho interesse por eles, gosto deles. Quando o Theo nasceu, em 1986, eu tinha 23 anos, era muito jovem. Hoje, estou entrando na minha quarta adolescência, a da Zoe. Assim como indivíduo, como pai eu também me desenvolvi. Acho que fui um bom pai até quando agi mal, como um pai real. Ser um bom pai é ser um pai verdadeiro, uma pessoa verdadeira. E isso eu sou.
    NANDO REIS - É melhor ser adolescente hoje ou na época em que você era adolescente?
    Se é melhor hoje do que nos anos 80? Não. Quer dizer, tem muita coisa igual, que pertence ao fato de você ser adolescente. Mas, hoje... é muito mais violento. Na minha época não era assim. Não estou glamurizando os anos 80, não! Mas hoje está muito pior. Tem muita gente no mundo e, como o mundo não sabe o que fazer com tanta gente, as pessoas vivem mal e ficam tentando tomar as coisas umas das outras. Claro que hoje existem milhares de coisas que essa garotada adora... Imagina se eles conseguem viver num mundo sem  computadores.
    NANDO REIS - Não curte computador?
    Não é isso. É que gostava muito também do mundo sem computadores (risos).

    Fonte: http://estadao.br.msn.com/cultura/um-dia-descobri-que-dava-preju%C3%ADzo-diz-nando-reis

    segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

    Chegada dos livros eletrônicos da Amazon e do Google Play abre nova fase na venda de conteúdo digital.

    Novo capítulo


    9 de dezembro de 2012
    19h21
    Por Murilo Roncolato

    Chegada dos livros eletrônicos da Amazon e do Google Play abre nova fase na venda de conteúdo digital. Mas o Brasil está preparado?
    SÃO PAULO – Os livros digitais ou e-books chegaram de vez ao Brasil, país que não só ainda tem uma baixa penetração de e-readers e tablets como também índices baixíssimos de leitura. Amazon, Google, Apple e Kobo estão ansiosos para ver suas lojas virtuais jorrando livros digitais, mas há dúvidas sobre se ou quando isso realmente acontecerá.

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    “O brasileiro em geral lê pouco. Mas a gente pode atingir um novo público atraído pelo digital”, diz Fabio Uehara, responsável pelos negócios digitais da Companhia das Letras. “Se não tem tantas livrarias quanto se deveria, agora com um ponto de internet e um tablet ou e-reader é possível comprar qualquer livro, e tanto faz se estou em São Paulo ou no Oiapoque.”

    FOTO: Helvio Romero/Estadão

    As livrarias estrangeiras levaram mais tempo para chegar do que o planejado e chegaram com preços não tão baixos quanto o esperado.

    Boa parte da responsabilidade é das editoras. Elas se debruçaram sobre os imensos contratos, refizeram alguns acordos mais antigos com autores (de quando não se previa o formato digital), bateram o pé para o preço não ser menor do que 70% do valor do livro físico e demoraram para aprender a converter seu catálogo da forma correta.

    "Acho que as editoras brasileiras foram muito espertas ao negociar com esses players internacionais”, diz Edward Nawotka, editor do site Publishing Perspectives, especializado no setor. “Elas conseguiram obter contratos de vendas realmente decentes da Amazon. Problemas podem surgir se a Amazon adquirir muita fatia de mercado, então eles passarão a exercer pressão sobre as editoras por acordos melhores para eles, como aconteceu nos Estados Unidos.”

    Por aqui, a Associação Nacional das Livrarias também se arma. Em uma carta aberta, ela defendeu que lançamentos demorem 120 dias para chegar ao digital. “É bom que o livro digital venha, mas é importante que as livrarias sobrevivam”, diz o vice-presidente da ANL, Augusto Kater. A medida, para a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Sônia Machado Jardim, só incentivaria mais a pirataria que, para ela, é o “maior inimigo”. “Se o livro que estiver bombando não estiver no digital, as pessoas vão escanear e lerão do mesmo jeito.”

    Na questão do preço, o Brasil seguiu uma espécie de convenção internacional que limita em 30% o desconto do livro físico para o digital. Isso garante competitividade ao papel, mas não anima o consumidor.

    Para analistas, o mercado de e-books deverá ficar restrito a um pequeno público, composto basicamente de pessoas de renda mais alta e que já tenham tido contato com dispositivos móveis de leitura. “Quem compra livros impressos hoje, com preços médios de R$ 50, não terá dificuldade em adquirir e-readers”, diz Gerson Ramos, consultor de mercado editorial para a Nielsen e para a Fundação Biblioteca Nacional. “Estamos falando de um poder aquisitivo bem maior do que a média – grande parte inclusive já possui tais aparelhos.”

    Ramos diz ainda que o e-reader da Amazon oferece os melhores preços de e-books no Brasil – mas tem limitações. “O Kindle, por ser um aparelho de uso exclusivo tende a ter um alcance menor, pois além de tudo, ele não permite outras funcionalidades além da leitura de e-books.”

    Há quem aposte no fracasso dos e-readers (que tiveram suas vendas reduzidas em 75% entre o fim de 2011 e o início de 2012) diante dos tablets. Além de serem multifuncionais, os aparelhos estão ficando mais baratos – caso do Kindle Fire e do Google Nexus 7, com preço inicial de US$ 200 – e não demoraram para aterrissar por aqui.

    Sai ganhando o aparelho mais amigável e o que oferecer conteúdo mais barato. A Livraria Cultura e seu Kobo, Google e Apple aceitam ler e-books de outras empresas (basta baixar o respectivo aplicativo). Resta saber se Kindle, restrito apenas ao formato da Amazon e preço de R$ 300 no Brasil, terá aqui a mesma adesão que tem lá fora.

    Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/novo-capitulo/





    Na tarde que se avizinha e outros poemas (Portuguese Edition) [Kindle Edition]


    Marcos Freitas (Author), Emooby (Editor)

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    Digital List Price: $7.84 What's this?

    Kindle Price: $6.89 includes free international wireless delivery via Amazon Whispernet

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    Length: 144 pages (estimated)

    Language: Portuguese

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    Book Description

    Publication Date: April 11, 2012

    O livro 'Na tarde que se avizinha e outros poemas” enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.

    Product Details

    File Size: 193 KB

    Print Length: 144 pages

    Publisher: EMOOBY (April 11, 2012)

    Sold by: Amazon Digital Services, Inc.

    Language: Portuguese

    ASIN: B007TLW9PM

    Lending: Not Enabled   http://www.amazon.com/avizinha-outros-Portuguese-Edition-ebook/dp/B007TLW9PM  

    Em entrevista ao Correio, Ayres Brito fala sobre sua paixão pela literatura

    José Carlos Vieira

    Carlos Alexandre
    Publicação: 09/12/2012 09:02 Atualização: 09/12/2012 18:10

    A entrevista estava marcada para ocorrer num café no Pontão. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Carlos Augusto Ayres Britto chegou pontualmente às 15h. O assunto não era mensalão, política, mas literatura. De início, esse homem de 70 anos, que presidiu a mais alta Corte do país até 18 de novembro, quis admirar o Lago Paranoá e confessar a paixão pelos traços de Oscar Niemeyer diante da Ponte Costa e Silva: “Parecem garças no lago”. Nascido em Propriá, interior de Sergipe, Ayres Britto, de voz mansa e de humor suave, conversou com o Correio por mais de uma hora sobre sua origem, críticos, escritores favoritos e, o mais importante, seus poemas. Está para lançar o sexto livro, DNAlma, e ocupar uma cadeira na Academia Brasiliense de Letras.

    Poeta em primeiro lugar
    Por favor, fale um pouco da origem. Do menino Ayres Britto.

    Um menino do interior que viveu em várias cidades de Sergipe, das quais meu pai era juiz: Propriá, Gararu, Japaratuba… Tive uma infância boa, do ponto de vista familiar, mas com dificuldades econômicas. Nós éramos 11 irmãos e a única fonte de renda era meu pai, que, à época, não era bem remunerado, porque a magistratura não pagava bem. Todos nós tínhamos limitações de ordem material, mas uma infância em que a unidade familiar era muito sólida. Portanto, permeada de carinho, principalmente por parte de minha mãe, que era chegada à arte, à música. Ela cantava e tocava piano e violão. Meu pai era um juiz das comarcas e muito estudioso. Voltado para as letras, era da Academia Sergipana de Letras… O menino Ayres Britto foi um típico garoto de província, de família e de religião — toda a família é católica.

    Como e quando foi o seu primeiro encontro com a literatura?

    Com 12 anos, já escrevia poesia, porém, tinha mais intimidade com a filosofia. Lembro-me de que, nessa idade, entrava em êxtase com os livros de (Arthur) Schopenhauer, a partir de Dores do mundo. Também admirava poetas, sobretudo os parnasianos, como Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia… e os poetas românticos Fagundes Varela, Castro Alves, Álvares de Azevedo… nunca mais parei de me identificar com os livros. Lembro-me de que, relativamente jovem, fiz um poemeto que começava assim: “Ler. Como eu leio sempre que posso. E como eu posso sempre que leio”. Me identificava muito com os versos de Castro Alves sobre os livros: “Livros... livros à mão cheia.../ E manda o povo pensar!/ O livro caindo n’alma/ É germe — que faz a palma, /É chuva — que faz o mar”.

    O senhor guarda boas lembranças…

    Era um tempo romântico, lírico, bucólico até. Um tempo em que as pessoas se olhavam nos olhos umas das outras, ou seja, não havia esta competição predatória dos nossos dias. Era uma vida interiorana, em que as pessoas conversavam em cadeiras nas calçadas, nas varandas próximas das ruas, cadeiras de balanço, cadeiras de espaldar. Ainda garoto, já dizia estes versos: “Quem primeiro se senta nessas cadeiras estendidas na calçada é a própria tarde”— era um rudimento de poesia (risos).


    Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/12/09/interna_diversao_arte,338267/em-entrevista-ao-correio-ayres-brito-fala-sobre-sua-paixao-pela-literatura.shtml




    sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

    A escritora Ana Maria Machado foi reeleita presidenta da Academia Brasileira de Letras (ABL)



    Agência Brasil
    Publicação: 06/12/2012 19:41Atualização:

    Rio de Janeiro - A escritora Ana Maria Machado foi reeleita nesta quinta-feira (6/12) presidenta da Academia Brasileira de Letras (ABL) para o ano de 2013, em votação secreta feita no Petit Trianon, sede da instituição, no centro do Rio. A chapa única, encabeçada pela escritora, tem os acadêmicos Geraldo Holanda Cavalcanti, secretário-geral, Domício Proença Filho, primeiro-secretário, Marco Lucchesi, segundo-secretário, e Evanildo Bechara, tesoureiro.

    A votação, que começou às 16h, foi feita separadamente para cada cargo, conforme determinam os estatutos da ABL, sendo considerados eleitos os acadêmicos que obtiveram a maioria absoluta de 20 votos. A regra é a mesma para a admissão de novos membros da academia, que tem um toral de 40 cadeiras.

    Se algum dos candidatos não atingir a maioria absoluta, o estatuto prevê que sejam feitos até quatro escrutínios. Ao final da sessão, depois de anunciados os eleitos para 2013, ocorre a cerimônia de incineração das cédulas, uma tradição da instituição fundada por Machado de Assis em 1897.

    A carioca Ana Maria Machado, que desde 2003 ocupa a cadeira número 1 da ABL, é considerada pela crítica uma das mais importantes escritoras brasileiras contemporâneas. Também jornalista, trabalhou em Paris e Londres, além de diversos veículos de comunicação no Brasil. A carreira literária teve início em 1969 e desde então Ana Maria Machado publicou nove romances, oito livros de ensaios e mais de 50 livros infantojuvenis, que venderam cerca de 19 milhões de exemplares.

    A posse da diretoria para o novo mandato será na próxima quinta-feira (13), às 17h30, também no Petit Trianon.

    quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

    Sarau dos Saraus - TRIBO D'ARTES

     

         Prezados(as) amigos(as),
    todo final de ano a Tribo das Artes realiza o SARAU DOS SARAUS,
    um evento que congrega os grupos fazedores de saraus do DF e região.
    Será no próximo SABÁDO, dia 08/12, às 20 horas, no Bar Doce Bar
    ( nova casa do Kareca ).
     
     A programação está impecável, veja no anexo.
     Para saber onde fica o Bar Doce Bar é só clicar
    no site da Tribo  http://www.tribodasartes.org/ 
    você vai encontrar o mapa e outras informções.
    Venha e traga sua família e amigos(as).
     
                         

     
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