sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Alberto Salgado - Vida Lupa | Sofar Brasília (#491)


Carlos Pial participa deste vídeo tocando percussão ao lado do Ytto Morais, Kai no baixo acústico, Ocelo Mendonça (violoncelo), Lucas Formiga Violão com cordas de aço e Alberto Salgado na voz e violão, interpretando a música Vida Lupa de sua autoria em parceria com Kiko Klaus. O áudio foi captado pelo Thiago Bezerra, Video pelo pessoal da 3CONTO, através do projeto SOFAR SOUNDS de Londres! 

Climate Change Impacts on Water Resources Management

Climate Change Impacts on Water Resources Management
Adaptation Challenges and Opportunities in Northeast Brazil

Eduardo Sávio Martins, President, Meteorology and Water Resource, Center of Ceará State
Cybelle Frazão Costa Braga, Consultant, World Bank
Francisco de Assis de Souza Filho, Professor, Federal University of Ceará
Marcia Alcoforado de Moraes, Professor, Federal University of Pernambuco
Guilherme Marques, Professor, Federal Center for Technological Education
Eduardo Mario Mendiondo, Professor, University of São Paulo
Marcos Airton de Souza Freitas, Senior Water Resources Specialist, Brazil National Water Agency
Victor Vazquez, Water and Sanitation Specialist, World Bank
Nathan Engle, Climate Adaptation Specialist, World Bank
Erwin De Nys, Senior Water Resources Specialist, World Bank

http://www-wds.worldbank.org/external/default/WDSContentServer/WDSP/IB/2013/07/15/000356161_20130715142452/Rendered/PDF/795280WP0P144500Box037737900PUBLIC0.pdf

A Regulação dos Recursos Hídricos





APRESENTAÇÃO

Este livro trata da análise do modelo vigente de gestão de recursos hídricos, com seus avanços e problemas de implementação, visando apresentar proposições ao seu aprimoramento. Tem como objetivo geral discutir o atual modelo de gestão da água com ênfase nos aspectos de regulação e de controle social (busca da eficiência e melhoria da qualidade e resgate da esfera pública como instrumento do exercício da cidadania, dentre outros aspectos). Para a consecução dos objetivos expostos, procurou-se analisar a temática a partir de uma abordagem teórico-histórica da regulação (modelos de administração da água implantados no Brasil e gênese das agências reguladoras) e da gestão participativa dos recursos hídricos, envolvendo a relação do Estado e da esfera pública, em especial, no âmbito dos comitês de bacias hidrográficas e agências de água. Conclui-se, destarte, que a participação efetiva e qualificada da sociedade civil nos conselhos e nos comitês de bacias necessita ser aprimorada, sendo de suma importância para o aperfeiçoamento da gestão integrada de recursos hídricos e da democracia deliberativa brasileira.

O Autor

Catalogação na fonte
F8665a Freitas, Marcos Airton de Sousa
A regulação dos recursos hídricos: estado e esfera pública na gestão de
recursos hídricos : análise do modelo atual brasileiro, críticas e
proposições/ Marcos Airton de Sousa Freitas. — 1. ed. — Rio de Janeiro:
CBJE, 2009. 21cm - 174p. : Il.
ISBN: 978-85-7810-278-4
1. estado 2. esfera pública 3. regulação 4. recursos hídricos, gestão
5. sociedade civil
I. Marcos Airton de Sousa Freitas II. Título
CDU 556.18:35 (81)


Para a aquisição do livro:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.a...

O livro foi lançado na 28ª Feira do Livro de Brasília, no
Shopping Pátio Brasil – Estande-Espaço Mangueira Diniz, em 24 de
novembro de 2009. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Gestão de Recursos Hídricos em Regiões Semiáridas


Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas
ISBN: 8578106601 ISBN-13: 9788578106607
Brochura, 1ª Edição – 2010, 413 pág. Preço R$ 80,00

O autor não se propõe a lutar quixotescamente contra a seca e derrotá-la, mas sim compreender os fenômenos envolvidos nos diversos tipos de seca, conjeturar sua ocorrência, sua duração e sua intensidade, e estabelecer critérios para que sejam tomadas decisões realistas. Trata-se de um livro complementar à cadeira de Hidrologia, para ser utilizado principalmente pelos cursos que têm em vista a formação de hidrólogos que vivem e trabalham nas regiões assoladas pelas secas, constituindo-se em uma fonte segura de pesquisa sobre o tema. Embora haja interdependência entre os capítulos, eles podem, até certo ponto, ser lidos independentemente uns dos outros, fazendo com que o livro possa ser também usado como manual de procedimentos por gestores, administradores públicos e demais tomadores de decisão, uma vez que cada capítulo possui sua própria lista bibliográfica.



Onde adquirir o livro:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044208&sid=97511819712322634963904325&k5=D11FF6E&uid=

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3373355/que-venha-a-seca-modelos-para-gestao-de-recursos-hidricos-em-regioes-semiaridas/?ID=BD4B76C57DB01150C1D160306

http://www.fnac.com.br/pesquisa/undefined/fnac.html?=que%20venha%20a%20seca

http://www.siciliano.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ESTRUTN1=0301&ORDEMN2=E&PALAVRASN1=que+venha+a+seca&x=44&y=13

http://www.livrariagalileu.com.br/home/detalhe.asp?id_livro=177871&buscape

QUE VENHA A SECA
Sumário
AGRADECIMENTOS
APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
CAPÍTULO 1 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SECAS
CAPÍTULO 2 O FENÔMENO DAS SECAS, A GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E O NORDESTE DO BRASIL
CAPÍTULO 3 ANÁLISE INTEGRADA DO FENÔMENO DAS SECAS (SIGES)
CAPÍTULO 4 MODELAGEM CHUVA-VAZÃO EM RIOS DO SEMIÁRIDO
CAPÍTULO 5 GERAÇÃO SINTÉTICA DE VAZÃO EM RIOS DE REGIÕES SEMIÁRIDAS
CAPÍTULO 6 MODELOS DE ESTIMATIVA DE DEMANDA
CAPÍTULO 7 MECANISMOS DE ALOCAÇÃO E NEGOCIAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
CAPÍTULO 8 APLICAÇÕES DO SIGES AO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
CAPÍTULO 9 ANÁLISE MULTICRITÉRIO E TOMADA DE DECISÃO EM REGIÕES SEMIÁRIDAS
CAPÍTULO 10 ANÁLISE DE RISCO NA GESTÃO HIDROAMBIENTAL
CAPÍTULO 11 OPERAÇÃO DE RESERVATÓRIOS EM SITUAÇÕES DE ESCASSEZ
CAPÍTULO 12 INTEGRAÇÃO SETORIALNA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
CAPÍTULO 13 PLANOS DE CONVIVÊNCIA COM AS SECAS E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS
CAPÍTULO 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS


FREITAS, MARCOS
Marcos Freitas tem Pós-graduação em Engenharia Civil - Dipl. Ing. - Universität Hannover (1995). Mestrado em Engenharia Civil (UFC, 1991). Graduação em Engenharia Civil (UFPI, 1985). Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas - ANA, desde 2001. Professor Universitário, desde 1990 (atualmente licenciado). Engenheiro Civil/Consultor (1985-2000). Coordenador e professor de diversos cursos de Pós-graduação (Engenharia de Software; Gestão de Recursos Hídricos; Gestão Ambiental). Mais de 100 publicações técnico-científicas em periódicos e anais de simpósios nacionais e internacionais e mais de 40 livros e capítulos de livros, técnicos e de literatura, em autoria e co-autoria, em 6 idiomas. Aprovado em 2º lugar para o cargo de Especialista em Infraestrutura Sênior – Recursos Hídricos, do MPOG. Participou da elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos - PNRH, do Plano da Bacia do rio São Francisco - PDRHSF, do GEO Brasil Recursos Hídricos (PNUD), GEF São Francisco, Outorga do Sistema Cantareira (SP), dentre outros. Fundador e Ex-Diretor Técnico-Científico da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas - ASÁGUAS. Fundador e Ex-Conselheiro da Associação Nacional dos Especialistas em Regulação - ANER. Autor da ideia da criação da Escola Nacional de Regulação. Sócio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos - ABRH. Fundador da Associação Piauiense de Astronomia – APA (1982). Militante estudantil e sindical no início da década de 80. Poeta. Contista. Letrista. Músico amador. Diretor do Sindicato de Escritores do DF. Filiado à Associação Nacional de Escritores - ANE e à União Brasileira de Escritores - UBE.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

"Laboratório/Show", de Eduardo Rangel

"Laboratório/Show", de Eduardo Rangel
Segunda-feira (16 de dez), 21h
Feitiço Mineiro - 306N - Brasília

O cantor e compositor Eduardo Rangel apresenta o show "Laboratório', nesta segunda-feira, 16 de dezembro, 21h, no “Feitiço Mineiro”, 306 Norte. 
Ao lado do maestro e pianista Joaquim França, Rangel interpreta trechos de shows que a dupla vem apresentando no Rio e Brasília, experimenta suas novas criações e recebe convidados especiais. 
Como convidados da noite, o cantor e guitarrista Marcelo Bopp, autor da trilha sonora da peça "Sonhadores"; a cantora da banda "Mata Hari", Verônica Carriço; além de canjas de grandes instrumentistas que participam dos discos de Rangel. 
No roteiro, entre os compositores, Torquato Neto, Chico Buarque, Sergio Sampaio, Carlos Gardel e Cordel do Fogo Encantado.
Durante as apresentações o artista plástico californiano David Delany irá capturar flagrantes do show e oferecer suas pinturas ao público. 

Serviço:
Show: "Laboratório", com Eduardo Rangel
Participações: Joaquim França (piano), Marcelo Bopp (voz e guitarra), Liliana Gayoso (violino), Verônica Carriço (voz), Jaime Ernest Dias (violão), David Delany (desenhos).
Data: 16 de dezembro (segunda-feira), 21h
Local: Feitiço Mineiro - 306 Norte, Bl. B, lojas 45/51, Brasília DF
Reservas: (61) 3272-3032
Couvert: R$10,00
Classificação Indicativa: 14 anos ou acompanhado dos pais

Ouça músicas do novo CD: www.facebook.com/eduardorangelmusicas
Assista ao Clipe "3416 dC":  http://youtu.be/QBoSS12osG4

Sobre:
Eduardo Rangel, cantor e compositor, gravou seu primeiro disco ao vivo, " Pirata de Mim (Visualização) ", na casa carioca "Mistura Fina" em 1998. Sua música "Copacabana Blues" valeu indicação à melhor composição brasileira pelo "VII Prêmio Sharp de Música", atual Prêmio da Música Brasileira. O segundo CD ao vivo, " Eduardo Rangel & Orquestra Filarmônica de Brasília (Visualização) ”, foi lançado em 2006, no Teatro Nacional de Brasília, com 60 instrumentistas regidos pelo maestro e arranjador Joaquim França. Atualmente o artista divulga seu primeiro álbum gravado inteiramente em estúdio. O CD, intitulado simplesmente "Eduardo Rangel – Estúdio" se destaca pela engenharia de áudio e participações de músicos do primeiro time brasileiro, entre eles Leo Gandelman, Milton Guedes e Torcuato Mariano. Rangel tem composições gravadas por, entre outros, Edson Cordeiro, Márcio Faraco (em parceria), Indiana Nomma, Renata Arruda, Célia Porto, Antenor Bogéa, Ju Cassou e Suzana Maris.

Joaquim França, acompanhou, como maestro titular da Orquestra Filarmônica de Brasília grandes artistas da MPB como Francis Hime, Guilherme Arantes, Édson Cordeiro, Rosa Passos e Hamilton de Holanda. Regeu diversos concertos com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, onde atuou como regente assistente do maestro Silvio Barbato. Gravou para TV e CD a trilha sonora da minissérie Quando fui morto em Cuba, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Participou como maestro e arranjador no DVD Choro Sinfônico, do bandolinista Hamilton de Holanda, no CD “Eduardo Rangel e Orquestra Filarmônica de Brasília”, e no show Brasil Clássico Caipira, gravado para a Rede Brasil de Televisão. Recentemente assinou os arranjos do show Ed Mota com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, apresentado este ano no T-Bone Açougue Cultural.

sábado, 7 de dezembro de 2013

POESIA NO CONCRETO

Poesia em meio ao concreto Mensagens e versos escritos em postes, paradas de ônibus, meios-fios e passagens subterrâneas chamam a atenção dos brasilienses. Em geral, falam de sentimentos esquecidos na correria diária e podem servir como reflexão
GABRIELLA FURQUIM
    


Diego Pereira, na parada de ônibus da 616 Norte:
Diego Pereira, na parada de ônibus da 616 Norte: "São poesias curtas e fáceis de serem entendidas, mas que nos fazem refletir"

Quem caminha por Brasília encontra poesia estampada em locais inimagináveis. Os versos deixaram os livros e estão nas paradas de ônibus, nas passagens subterrâneas, nos postes, em meio-fios, nas calçadas, nas caçambas de lixo e em tapumes de obras. Basta um olhar atento para encontrar. No entanto, muitas vezes, as mensagens sem assinatura não encontram destinatário. Passam despercebidas na correria da cidade.
A agricultora Rita Lopes, 48 anos, deixou a pequena cidade de Pedra Branca do Amapari, no Amapá, e desembarcou em Brasília na última semana. Ao atravessar o Eixo Monumental, uma das vias centrais da capital, reparou em uma mensagem. “Li o cartaz com ‘Mais amor por favor’ e pensei: é isso! É o que falta. As pessoas aqui andam correndo, não olham para o lado, não enxergam o outro. Acho que olhar a pessoa ao lado é se preocupar com ela, é dar amor”, diz.
Conterrâneo de Rita, o funcionário público André Lopes, 27 anos, também se encantou. “A vida é tão corrida. Nós nos esquecemos de dizer o que sentimos. De falar ‘Eu te amo’. Mensagens assim, no meio da cidade, são muito bacanas. A gente olha e pensa. A poesia alcança a gente no meio da correria e nos faz refletir”, garante. O radialista Luiz Polesi, 53 anos, também notou o cartaz. “Achei muito bacana. Poesia é sempre bom. Não acho nota 10, acho nota 11”, afirmou. Polesi, que mora da cidade paulista de Taquaritinga, acredita que os poemas são uma intervenção diferente e atraem a atenção das pessoas. “É bonito. Deixa a cidade mais bonita. Não é como os rabiscos que ninguém entende”, ressalta, referindo-se às pichações.
A poesia de parede é comum nas grandes cidades de todo o mundo. Os versos são curtos e objetivos. Temas simples da vida são abordados sem profundidade, mas sem perder a dose de reflexão inerente à poesia em geral. Para muitos artistas, as intervenções são uma reação às propagandas que bombardeiam quem passa pelos grandes centros urbanos. Em Brasília, os versos ganham particularidades. Falam da solidão, do concreto, das ruas sem esquinas. A maioria dos poemas não é assinada. Os grupos de arte urbana disponibilizam os versos para download, como o brasiliense Coletivo Transverso. É uma arte que pode ser feita por todos e tem todos como público.
Acostumado a cruzar Brasília todos os dias, o motorista Daniel de Oliveira, 70 anos, confessa nunca ter reparado nas poesias espalhadas pela cidade. “Nós estamos sempre preocupados, atentos ao trânsito cada vez mais difícil de Brasília”, afirmou. Ao perceber um poema a poucos metros do local onde estava estacionado, ficou encantado. “Olha só que bonito! Poesia é a coisa melhor que existe. É amor”, disse. “Não fosse o amanhã, que dia agitado hoje seria”, dizia o verso em stencil, nos jardins suspensos entre o Centro de Convenções e o Clube do Choro. Daniel também não conhecia o local. “Que lugar bonito. Sempre passo por aqui, nunca imaginei que existia algo tão diferente”, afirmou. Caminhando por lá, encontrou outro poema: “Aqui as flores nascem do concreto”. “Que bom que há pessoas que espalham mensagens bonitas assim por aí”, comentou.

Tinta vermelha

Em uma parada de ônibus na 616 Norte, a tinta vermelha revela os versos: “Pés fortes, passos largos. Ruas sem esquinas. Um coração que pulsa.” À espera do coletivo, o estudante de veterinária Diego Pereira, 23 anos, gostou da mensagem. “Eu sempre vejo, reparo. São poesias curtas e fáceis de serem entendidas, mas que nos fazem refletir. É bom que andando pela cidade nós somos provocados, convidados a pensar algo diferente”, afirma.
Escrever mensagens em paredes pode ser considerado crime se a prática não for consentida pelo proprietário do imóvel e se descumprir as normas de conservação do patrimônio histórico nacional, com pena prevista de três meses a um ano de prisão e multa. Para o tradutor Rodrigo Gaspar, 36 anos, crime é impedir a arte urbana. “Ela agrega informação à vida corrida. É muito mais bonito que o cinza característico de Brasília”, afirmou.

Frase famosa

Em 2009, o artista Ygor Marotta, 24 anos, decidiu pedir mais amor ao mundo. O jeito encontrado foi escrever a frase com spray em muros de São Paulo. A mensagem ficou famosa nas redes sociais e se espalhou por diversas cidades do país e do mundo. Hoje, Ygor visita as cidades e promove mutirões para colar os cartazes. Mas outros artistas também adaptam as palavras e as espalham em novas versões.

Troca na ponte

O núcleo criativo do Transverso é formado por Cauê Novaes, mestre em literatura, Patrícia Bagniewski, artista plástica, e Patrícia Del Rey, poeta e atriz. Em três anos de existência, já foram realizadas mais de 400 intervenções, em diversas cidades brasileiras e alguns países, como China, Inglaterra, Portugal e Alemanha. Uma das obras de maior repercussão do grupo foi feita em julho de 2012. Eles trocaram o nome da Ponte Costa e Silva em homenagem ao sambista Bezerra da Silva.

Memória

Confissões de candangos

Aliviar a solidão escrevendo nas paredes não é prática nova em Brasília. Em 2011, mensagens e confissões de candangos foram encontradas em um vão no Congresso Nacional, prédio que abriga os deputados federais e senadores. As inscrições falam de amor, de esperança e de sonhos para o futuro do país. Uma delas diz assim: “Se todos os brasileiros fossem dignos de honra e honestidade, teríamos um Brasil bem melhor”. As mensagens foram fotografadas e ficaram no acervo do Museu da Câmara. As originais estão do jeito que foram encontradas.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Robben Island - Nelson Mandela

Você pensa que água é H2O?




Sábado, dia 7 de dezembro, a partir das 15 horas, lançamento do livro VOCÊ PENSA QUE ÁGUA É H2O? na Blooks Livraria, no Espaço Itaú de Cinema, Praia de Botafogo, 316.

Lançado pela Editora Garamond, o livro faz parte da COLEÇÃO ECOAR. São sete livros destinados ao público jovem, cada um abordando um tema ligado ao meio ambiente. O meu tema, como o título indica, é a Água.

Toda a coleção será lançada neste sábado. E quem levar um livro infantojuvenil a ser doado para crianças do AMA – Alan de Mello Abrigo – ganha desconto de 10% na compra de qualquer título.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Um encontro entre artistas brasileiros e italianos. Entrada Gratuita. 13.Dez, Arena Brasília.

Vencedora de Nobel de Literatura considera prêmio uma conquista para todos

O trabalho da escritora foi definido como "mestre da narrativa breve contemporânea"


Mariana Vieira - Especial para o correio
Publicação: 05/12/2013 08:29 Atualização: 05/12/2013 08:50
 
Por conta da idade, Alice Munro não viajará neste sábado (7/12) para receber o prêmio (Peter Muhly/AFP Photo)
Por conta da idade, Alice Munro não viajará neste sábado (7/12) para receber o prêmio
A vencedora do Nobel de Literatura deste ano, a canadense Alice Munro, não viajará até a Suécia para a cerimônia de entrega do prêmio, marcada para este sábado (7/12). Uma entrevista foi gravada em vídeo e será exibida como alternativa ao discurso que os vencedores fazem na ocasião. O motivo da ausência no evento é a idade da vencedora: 82 anos. O comitê de premiação classificou Munro como uma “mestre da narrativa breve contemporânea”.

A escritora dedicou-se quase que exclusivamente ao conto, sendo que seu único romance, The view from Castle Rock, trata-se de uma reunião de histórias entrelaçadas pelos mesmos personagens, que se desenrolam de forma paralela. Com 14 livros publicados, — o último deles, Vida Querida, lançado no Brasil nesta semana pela Cia das Letras —, ela considera que o prêmio é uma conquista para todos os autores de contos. A explicação, segundo ela, é que os escritores geralmente começam pelo conto para, depois, escreverem o primeiro romance. Em entrevista ao site do Nobel, Munro explicitou sua paixão pelo gênero: “Eu gostaria que o conto viesse à tona, sem amarras, de modo que não tenha que ser um romance”.

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“O conto é incisivo, crucial. Depois daquele momento, a vida do personagem não será mais a mesma”, define o escritor José Resende Júnior. Mineiro radicado em Brasília há 25 anos, é autor de três livros de contos, sendo que Eu perguntei para o velho se ele queria morrer foi vencedor do prêmio Jabuti em 2010. Seus livros foram publicados pela editora carioca 7Letras. “Fui recusado por outras editoras não pelo conteúdo, mas pelo fato de serem contos”, explica.
Confira a lista e as designações com que foram contempladas as 13 damas da escrita

Alice Munro em 2013

“Mestre do conto contemporâneo”

"master of the contemporary short story"

Herta Müller em 2009

“Aquela que, com a concentração da poesia e a franqueza da prosa, retrata a paisagem dos despossuídos"

Doris Lessing em 2007

"O ápice da experiência feminina, que com ceticismo, fogo e poder visionário, sujeitou uma civilização dividida a uma análise"

Elfriede Jelinek em 2004

"Por seu fluxo musical de vozes e contra-vozes em novelas e peças que com zelo linguístico extraordinário revelam o absurdo de clichês da sociedade e seu poder de subjugar os indivíduos"

Wislawa Szymborska em 1996

"Para a poesia que, com precisão irônica, permite que o contexto histórico e biológico se ilumine em fragmentos da realidade humana"

Toni Morrison em 1993

"Aquela que,  em romances caracterizados por força visionária e importação poética, dá vida a um aspecto essencial da realidade americana"

Nadine Gordimer em 1991

"Quem, através de sua magnífica escrita épica tem sido - nas palavras de Alfred Nobel -  de grande benefício para a humanidade"

Nelly Sachs em 1966

"Por sua  notável escrita lírica e dramática, que interpreta o destino de Israel com força comovente"

Gabriela Mistral em 1945

"Por sua poesia lírica, que, inspirada por emoções fortes, fez do nome dela um símbolo das aspirações idealistas de todo o mundo latino-americano"

Pearl Buck em 1938

"Por suas descrições ricas e verdadeiramente épicas da vida camponesa na China e por suas obras biográficas"

Sigrid Undset em 1928

"Principalmente por suas descrições poderosas de vida do Norte durante a Idade Média"

Grazia Deledda em 1926

"Por seus escritos idealisticamente inspirados  que, com uma clareza plástica, retratam a vida em sua ilha nativa e com profundidade e simpatia lidam com os problemas humanos em geral"

Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf em 1909

"Em apreciação pelo idealismo elevado, vívida imaginação e percepção espiritual que caracterizam seus escritos"

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2013/12/05/interna_diversao_arte,401810/vencedora-de-nobel-de-literatura-considera-premio-uma-conquista-para-todos.shtml

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Poemas inéditos de Florbela Espanca revelados sexta-feira

Seis poemas inéditos de Florbela Espanca, poetisa que viveu entre 1894 e 1930, vão ser divulgados na próxima sexta-feira, em Lisboa, anunciou hoje Paulo Loução, da associação Nova Acrópole.

«Na próxima sexta-feira irão ser divulgados em primeira mão seis sonetos inéditos de Florbela Espanca, na conferência-recital, Os Poemas Inéditos de Florbela Espanca, a cargo de José Carlos Fernández», disse à Lusa Paulo Loução.

A conferência-recital está marcada para as 19:30, na sede da associação Nova Acrópole, em Lisboa, na avenida António Augusto de Aguiar.

José Carlos Fernández é o autor da obra «Florbela Espanca --- A Vida e a Alma de uma Poetisa», e fundador do grupo de poesia Florbela Espanca da Nova Acrópole.

«Estes seis sonetos da poetisa de Vila Viçosa estiveram na posse de uma das suas alunas durante mais de oito décadas e vêm agora à luz, na sequência de um longo trabalho de pesquisa da investigadora Severina Gonçalves», esclareceu Paulo Loução.

Segundo o responsável, «a autenticidade é considerada incontestável por esta estudiosa da obra de Florbela Espanca e pelo investigador e biógrafo da poetisa José Carlos Fernández, assim como por todos os que em colaboração com eles têm dedicado, ao longo dos últimos anos, o seu tempo e experiência ao estudo literário e artístico da singular poetisa portuguesa».

Um dos sonetos intitula-se «Velhinha e Moça» e a primeira estrofe é: «O tempo, mansamente, há-de espalhar/Flocos de neve sobre os meus cabelos,/Numa carícia deixará os selos,/No meu corpo gentil, o seu sabor...».

Segundo Paulo Loução, «um desses seis sonetos, bem revelador do estilo literário de Florbela Espanca, tem a mesma beleza e ritmo com que criou Charneca em Flor, obra publicada uma ano após a sua morte».

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa no dia 08 de dezembro de 1894 e pôs termo à vida na sua casa em Matosinhos, no dia em que completou 36 anos.

Em 1907 escreveu o seu primeiro conto, «Mamã!».

Registada Flor Bela de Alma da Conceição Espanca começou a escrever cedo, tendo sido das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o liceu, designadamente o Garcia de Resende, em Évora, onde conheceu aquele com quem se casou em 1913. Dois anos mais tarde, e após vicissitudes várias, no Redondo, Florbela Espanca colige os 85 poemas e três contos, dando início ao projeto «Trocando Olhares».

Neste ano começou a colaborar no suplemento «Modas & Bordados» do jornal O Século, colaborando ainda no Notícias de Évora e n´A Voz Pública, também na capital alto-alentejana.

Florbela Espanca escreveu contos, um diário e epístolas. Traduziu vários romances e colaborou em revistas e jornais de diversa índole, mas é como poetisa que se celebrizou, tendo cultivado especialmente o soneto.

Em vida, a poetisa caliponense editou «Livro de Mágoas», em 1919, «Livro de Soror Saudade», em 1923. Após a sua morte, além de «Charneca em Flor», foi editado «Juvenília», em 1931, e «Reliquiae», em 1934.





 


















 
 
 

 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Na cidade natal de Shakespeare, poesia vira terapia para Alzheimer



AFP - Agence France-Presse
Publicação: 28/11/2013 08:35 Atualização:
 

 (Foto: Will Oliver/AFP Photo )

Uma adolescente começa a ler um poema de Rudyard Kipling, rompendo o silêncio em uma sala cheia de idosos: "se puder manter a calma/quando todos à tua volta já a perderam", quando um deles, doente de Alzheimer, completa com um murmúrio: "você será um homem, meu filho!".

Para combater a perda de memória que afeta 800 mil pessoas no Reino Unido, instituições especializadas e hospitais estão recorrendo à poesia.

A melodia e o ritmo de versos conhecidos consegue bater na porta da memória, servem de "detonador que ativa" a palavra e as lembranças, explicou Jill Fraser. A associação Kissing it Better, que ela dirige, organiza leituras em asilos para idosos.

Quando os pacientes "escutam uma palavra que conseguem lembrar de um poema, eles ganham o dia", contou Elaine Gibbs, diretora do lar para idosos Hylands, que abriga 19 velhinhos em Stratford upon Avon, terra natal de William Shakespeare, região central da Inglaterra.

Com os cabelos grisalhos presos e vestido florido, Miriam Cowley ouve com atenção uma jovem que lê o poema À Margarida, de William Wordsworth, um clássico nas escolas britânicas.

"Sabia o poema, mas tinha esquecido. Aprendi quando era menina", lembrou esta antiga professora, que sofre com a perda de memória recente. "Terei belos sonhos, sonhos tranquilizadores, de margaridas e árvores", comemorou.

Quando se chega a este centro, "todo mundo está sentado em seu canto e, de repente, você começa a ler um poema em voz alta e vê como o olhar deles se ilumina", explicou Hannah Ciotkowski, uma voluntária de 15 anos.

"É maravilhoso quando se juntam a você para terminar um verso", continuou Anita Wright, de 81 anos, ex-atriz da respeitada companhia Royal Shakespeare (RSC), que também lê neste lar e integra o projeto "Kissing it Better", que conta com voluntários de 6 a 81 anos.

O ritmo da poesia "cola no nosso eu mais profundo", assegurou Lyn Darnley, que chefia o departamento de voz e texto da RSC.

"A poesia pode afetar, recuperar lembranças, não só emoções, mas também da profundidade da linguagem", continuou Darnley.

Anita Wright lembrou de uma experiência emocionante. Ela estava lendo um poema sobre um homem que se despedia da amada, quando uma idosa começou a chorar e lembrou da morte do namorado.

"Não tinha dito uma só palavra desde que entrou na instituição e este poema abriu as comportas porque remeteu a um episódio de sua vida", explicou Anita, emocionada.

"A poesia não cura a senilidade", disse Dave Bell, enfermeiro da organização Dementia UK, que luta contra o Alzheimer. "Mas tem o poder de, como a música, devolver confiança aos pacientes: eles descobrem que lembram de algo". Além disso, "permite criar um laço entre gerações", acrescentou.

"Quando for velha", disse Hannah, de 15 anos, "vou querer que as pessoas venham me ver para ler poemas e cantar músicas para mim".

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/11/28/internas_viver,476332/na-cidade-natal-de-shakespeare-poesia-vira-terapia-para-alzheimer.shtml
 
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