quinta-feira, 25 de junho de 2009

Affonso Ávila é prestigiado na BNB


Qui, 25 de Junho de 2009 16:19

O mineiro Affonso Ávila foi o quarto poeta homenageado pela Biblioteca Nacional de Brasília no evento Tributo ao Poeta, realizado na quarta-feira, 24.06, no auditório da Casa. Em formato didático, a poesia experimental de Ávila foi apresentada e explanada pelo diretor da BNB, Antonio Miranda, e os poemas selecionados por ele e entremeados em sua palestra foram recitados por Carlos Alberto Xavier (MEC) e Deliane Leite (VivoVerso/UnB).
O poeta, que não pôde vir de Belo Horizonte à Brasília para assistir à homenagem, foi representado pela irmã, Maria do Rosário Ávila Bessa. Na platéia estavam, entre outros, os poetas Anderson Braga Horta e Ronaldo Costa Fernandes, Santiago Naud e Henryk Siewierski, Salomão Souza e Wilson Pereira, Marcos Freitas e João Carlos Taveira, Robson Correa de Araújo e a uruguaia Sofia Vivo. Estavam também presentes à homenagem o tradutor de poesia José Rivera, a professora de literatura e cantora Elga Laborde, o arquiteto e ambientalista Maurício Andrés Ribeiro (autor de fotos que ilustram livros de Affonso Ávila), os artistas plásticos Carol Lisboa e Thiago Godoi e a atriz Larissa Malty.

Foto Anibal Pereio/BNB
Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/index.php/noticias/315-tributo-ao-poeta-aa

Encontro literário com Ruy Castro


Por Francisca Azevedo
22 de junho de 2009

Autor de "O Anjo Pornográfico", "Chega de Saudade" e "Carmen"
Foto: Leonardo Aversa

O Projeto Encontro com Escritor traz a Brasília nesta quinta-feira, 25, o escritor RUY CASTRO para bate-papo literário sobre seus diversos livros publicados, entre eles "Carmen - Uma biografia", de 2005, sobre a grande artista Carmen Miranda. A programação terá também o lançamento literário “O Poder Simbólico no Cotidiano Escolar: reflexões sobre o corpo da criança”, do educador José Montanha e apresentação musical de LEONEL LATERZA. A noite começa às 19h 30 e a entrada é de graça.

Bate-papo literário com o escritor RUY CASTRO

Os livros de Ruy Castro costumam provocar alterações quando são lançados. "Chega de saudade", em 1990, foi responsável pelo renascimento da Bossa Nova, gênero musical que estava sepultado no Brasil. "O anjo pornográfico", a biografia de Nelson Rodrigues, de 1992, começou o processo de ressurreição desse polêmico escritor, hoje definitivamente incorporado à cultura brasileira. Em 1995, "Estrela solitária", a biografia de Garrincha, provocou uma discussão sobre a liberdade de expressão ao ser alvo de um processo pelos advogados das filhas do jogador. E, finalmente, "Carmen - Uma biografia", de 2005, recuperou para o Brasil a grande artista Carmen Miranda, que também estava esquecida entre nós.

Lançamento

“O PODER SIMBÓLICO NO COTIDIANO ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O CORPO DA CRIANÇA” do educador e doutorando em Política Social pela Universidade de Brasília, José Montanha Soares. Este trabalho aponta uma lente para o cotidiano de uma escola pública da periferia de Brasília. Por quase dois anos foram registrados diálogos, imagens, fotos e depoimentos de professores, estudantes e membros da comunidade que lidam diariamente com uma forma de violência velada, mas não menos violenta.

Apresentação musical

LEONEL LATERZA é um cantor que construiu sua carreira na trilha de casas noturnas e teatros de Brasília, onde vive há vários anos. Mineiro de Uberaba, fez iniciação musical na Escola de Música de Brasília no final da década de 70. Premiado em vários festivais de música da cidade também empresta sua voz para jingles publicitários de rádio e TV. Com um trabalho maduro e consistente, Leonel Laterza recebe, por onde passa, elogios pela elegância e sofisticação de suas interpretações. Já dividiu o palco com Rosa Passos, Zé Luiz Mazziotti, Sueli Costa, Renato Motha.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
Ruy Castro catsmeow@terra.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Leonel Laterza (61) - 8163 – 9850 leonellaterza@gmail.com
José Montanha 3435-5879/9156-5552 zemontanha2000@yahoo.com.br
Francisca Azevedo (61) 8432-3669

Data: 25/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A poesia experimental de Affonso Ávila


A poesia experimental de Affonso Ávila
Tributo ao Poeta de junho reverencia em AA a vanguarda que marcou o Século XX

Mais um nome será apresentado e recitado na Biblioteca Nacional de Brasília dentro do projeto mensal Tributo ao Poeta 2009, que põe em cena Affonso Ávila, um dos mais expressivos do experimentalismo que marcou a poesia do século XX. O diretor da BNB e também poeta, Antonio Miranda, vai apresentar o estudo da obra de Ávila; Deliane Leite (do grupo VivoVerso, da UnB) e Carlos Alberto da Silva Xavier (economista e ecólogo) vão recitar os poemas no evento marcado para a 4ª feira, 24 de junho, às 19h30, no auditório da Casa (2º andar), com entrada franca ao público.

Leitores de poesia, estudantes de Letras e interessados em geral por conhecer mais sobre esse gênero literário reconhecido como vital à existência humana, têm no Tributo ao Poeta uma aula-espetáculo sobre o homenageado da vez. Cerca de 20 minutos de preleção sobre a trajetória e a linguagem do poeta e outro tanto dedicado à récita de uma antologia preparada especialmente para o evento, permitem ao espectador ir embasando sua bagagem quanto à poesia brasileira contemporânea.

Vanguarda - No caso do mineiro de BH Affonso Ávila, hoje octogenário, colecionador de inúmeros prêmios nacionais (Jabuti; Câmara Brasileira do Livro, 1991; Associação Paulista de Críticos de Arte etc.), o próprio público vai poder refletir porque o poeta obteve prestígio em vida, quando outros vanguardistas só foram reconhecidos depois de mortos, como ressalta Antonio Miranda.

Em seu estudo sobre a poesia de Ávila, Miranda aponta para a concisão, o minimalismo, o concretismo do seu texto raramente discursivo em contraponto ao hermetismo com que alguns críticos o rotulam. Assinala também o uso de elementos técnicos do barroco mineiro fundidos aos do pós-modernismo na montagem de sua arquitextura singular, com a qual denuncia, critica, satiriza e reinterpreta códigos, conceitos, vivências.

Textos - Quem assistir ao Tributo a Affonso Ávila vai ouvir poemas de destaque de alguns de seus principais livros, entre eles, Homem ao Termo – poesia reunida (1949-2005); O Açude e os Sonetos da Descoberta (1949 –1953); Barrocolagens (1981); Código de Minas (1963 – 1967); Carta do Solo (1957-1960); O Discurso de Difamação do Poeta (1978); O Belo e o Velho (1982-1986); O Visto e o Imaginado (1988-1990); Décade 7 – dez odes joco-sérias (1998-2000); e Cantigas do Falso Alfonso El Sábio (1987-2001).

TRIBUTO AO POETA AFFONSO ÁVILA – Apresentação de Antonio Miranda; recital com Deliane Leite (VivoVerso/UnB) e Carlos Alberto da Silva Xavier (MEC). Quarta-feira, 24 de junho, às 19h30, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, 2º andar. Apoio:GDF/SEC/FAC. Entrada franca. Foto: Divulgação

Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3625-6257 Ramal 107 / 109
Visite http://www.bnb.df.gov.br
http://www.bipbrasilia.unb.br

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Coletivo de Poetas, André Giusti e Tetê Espíndola


Tetê Espíndola e Coletivo de Poetas apresentam-se nesta quinta-feira (18/06)
Por Francisca Azevedo
11 de junho de 2009

Tetê Espíndola fará show na próxima quinta-feira (18/06)
O Açougue T-Bone traz a Brasília pelo Projeto Quintas Culturais T-Bone, nesta quinta-feira (18/06), a cantora Tetê Espíndola para show do seu 15 cd, “Evaporar”. No show, Tetê apresentará seu lado compositora e instrumentista com músicas especiais: “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, entre outras. Além disso, o grupo brasiliense, Coletivo de Poetas fará mini-palestra sobre a vida de Patativa do Assaré (1909-2002), cujo centenário de nascimento é comemorado este ano e também o pré-lançamento do livro “Poessíntese – O que virou canção”, do poeta, cantor e compositor Paulo Djorge. A noite terá ainda lançamento literário “A Liberdade é Amarela e Conversível”, do escritor André Giusti. A entrada é de graça.

Apresentação musical:
E VA POR AR um ciclo, uma respiração da natureza que suspira em todos nós.
“As músicas cantam o amor através de imagens, paisagens que transportam o ouvinte a uma ambiência sonora mágica. A força imaginária da ecologia, não como uma bandeira política, mas sim uma inspiração estética da natureza”. Marta Catunda.

Na carreira múltipla de Tetê Espíndola, é notável a inovação na forma e na temática, composta por discos onde a natureza se coloca como marca específica, de quem a fez vanguarda, lançada em tempos onde mal se ouviam as palavras “meio ambiente” e “ecologia”.

Em Pássaros na Garganta (1982), um marco em sua carreira e na história da MPB, Tetê traz enfaticamente a natureza para dentro do seu trabalho; em Ouvir/Birds (1991), a natureza se transforma em instrumento, através do canto dos pássaros sampleados e sintetizados; em VozVoixVoice (2002), sua voz se transforma na natureza com sons e emissões de variada amplitude, na busca de “ouvires e soares“ distintos, como a explorar todas as espécies que habitam sua natureza interior.

No repertório do cd Evaporar, o 150 de sua carreira, são vários os exemplos desta tônica. “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, cosmologia da criação e do amor; “Amor de Graça” e “Ôm pela Paz”, em parceria com Humberto Espíndola, são manifestos poético-ecológicos; “Centro Vazio”, só de Tetê, uma pintura gritante das planícies; “Morena Amiga” e a especial “Prata no mar”, com Alzira E; “Toada da Saudade”, um baião caipira, em parceria com Jerry Espíndola; “Sertão”, a única regravação do cd, uma parceria com Arrigo Barnabé e “Evaporar”, com Marta Catunda.
Este cd foi gravado ao vivo em Campo Grande-MS, em 2004, e finalizado em 2007. Os músicos são todos campo-grandenses; Antônio Porto, no baixo acústico; Adriano Magoo, nos teclados e sanfona; Wlajones Carvalho, na percussão; Sandro Moreno, na bateria e Tetê, na craviola. A produção é do seu selo LuzAzul e a distribuição da Tratore.

Uma visão bem pessoal sobre o E V A P O R A R:
“Nos meus trabalhos mais recentes, investi fundo na arte de interpretar. Agora chegou o momento de mostrar um pouco do meu lado de compositora e instrumentista, como nos velhos tempos, onde a minha craviola e voz se tornam uma energia única. Escolhi algumas composições especiais que criei ao longo desses 30 anos de intimidade com esse instrumento e fui até a minha terra natal, Campo Grande-MS, pois afinal foi lá que nasceu a minha inspiração.
O carinho e o apoio dos meus irmãos que vivem por lá, dos amigos de adolescência e dos fãs que sempre acompanharam a minha carreira estão presentes no espírito do trabalho, que é fruto da gravação de um único show.

Aproveitei e lapidei uma experiência já testada com diversos públicos no Brasil e na Europa nesses últimos 15 anos de estrada. Gravei o público campo-grandense improvisando como se virassem bichos, produzindo emissões de cantos de pássaros do Pantanal, alguns bem conhecidos como a Araraúna, Jaó, Curicaca e Quero-quero. O resultado foi delirante! O cd teve especialmente uma gravação no estúdio. Na fase de mixagem chamei alguns amigos especiais para vibrar um mantra na musica “ÔM pela Paz”. Mixado com o ÔM ao vivo do público, ficou uma beleza!

O padrinho dessa produção foi o meu irmão caçula Jerry Espíndola, que mora em Campo Grande e agita na área musical há muito tempo. Ele acreditou na idéia e fez acontecer a gravação do show, além de participar da escolha do repertório e convidar os músicos certos.

Recital Poético:
Coletivo de Poetas homenageia Patativa do Assaré
Poeta, cantador e violeiro, Patativa do Assaré é o pseudônimo de Antônio Gonçalves das Silva, considerado um dos poetas mais importantes da literatura brasileira.

Nascido na Serra da Santana, distante 18 km de Assaré, cidade da região do Cariri (CE), PA perdeu o olho direito aos quatro anos, devido a uma enfermidade e pela falta de médico na cidade. Ele faz parte da tradição de poetas cegos como Homero, Camões, Jorge Luiz Borges, Cego Aderaldo e Glauco Matoso.

Aos oito anos, com a morte do pai, passa a trabalhar na terra, para garantir o sustento da família. Aos 12, começa a estudar, mas fica apenas seis meses na escola, onde aprende a ler sem usar ponto ou vírgula. Foi com os folhetos de cordel que Patativa aperfeiçoou a leitura.

Patativa publicou dezenas de livros de poesia, discos e teve músicas gravadas por compositores como Luiz Gonzaga e Fagner. Teve sua vida transformada em filme por Jefferson Albuquerque e Rosemberg Cariri. Foi tema de teses de mestrado, doutorado e agraciado com quatro títulos de Doutor Honoris Causa. Sua obra é estudada na França.

São poetas convidados: Wagner Sresthas, Reginaldo Gontijo, José Edson dos Santos, Lourdes Teodoro, Gelly Fritta, Ivan Monteiro, José Edson dos Santos, Nando Potiguara, Jorge Amâncio, Mônica Martins, Cristina Bastos, Noélia Ribeiro, Menezes y Morais e Anabe Lopes da Silva.

O Coletivo de Poetas existe há 19 anos, é pioneiro na realização de saraus no DF e já publicou cinco coletâneas, sendo quatro de poesia e uma de contos. Para 2010, anuncia um novo livro, para celebrar os 50 anos e Brasília e comemorar os seus 20 anos.

Lançamento literário:
A LIBERDADE É AMARELA E CONVERSÍVEL - Quarto livro de contos de André Giusti, escritor carioca radicado em Brasília há onze anos. No livro, o segundo do escritor lançado pela Coleção Rocinante, da Editora 7Letras, André Giusti se consolida como um autor urbano, em que a grande cidade é o palco de situações vividas pelo homem dessa primeira década do século.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
www.teteespindola.com.br
Contato shows : (11)3926-4520 / (11) 9191-3894
Coletivo de Poetas: 3339-2742/ 9973- 1470 (Menezes y Morais)
André Giusti ( giustiandre@hotmail.comEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

Data: 18/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA
Última Atualização ( 11 de junho de 2009 )

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SARAU TRIBO DAS ARTES


O mais tradicional Sarau de Taguatinga

Nesta Terça feira dia 09 de Junho de 2009

Sarau Tribo das Artes homenageia Mangueira Diniz

com Quadrilha, "caipiras" casamento e muita poesia

clique na imagem

Clodo Ferreira & Quarteto no Feitiço Mineiro

domingo, 7 de junho de 2009

...te futuco, não futuco. Um AxéBreve a Mangueira Diniz (1954/2009)


Conheci Mangueira Dinis em época que o Distrito Federal tinha governador biônico e os bares ficavam abertos até amanhecer, final dos anos 70.
Ele gostava de recitar pra negritude O Samba de Pompilho Diniz, que nós chamávamos de ...te futuco, não futuco, o qual hoje descobri o quão imenso era. http://www2.tvcultura.com.br/srbrasil/poemas.asp?cod=28
Simples criativo ousado se divertia quando confundido com Geraldo Azevedo. Na ultima apresentação do cantor não recusava fotos dava autógrafo “ eu não sou ele, mais se queres que seja, sou”.
Diniz o símbolo do Teatro Oficina Perdiz, amante de Brasília, da poesia, dos amigos, dos chapéus. Uma perda para Brasília. Mangueira mudou de dimensão em 23 de maio de 2009 e segue na garupa do cavalo de Jorge pois todo 23 é dia de Jorge. Foi recitar com Pompilho, foi encenar novos atores, foi inventar outros Perdiz.
Deixa saudade e um vazio
Uma Viagem Axé
Um Até breve

quarta-feira, 3 de junho de 2009

XXV PRÊMIO INTERNACIONAL DE POESIA NOSSIDE - 2009

Um concurso Global de Poesia

em qualquer língua,

em qualquer dialeto

Sem limites de forma

Brasília dia 10 de junho (clique na imagem ao lado)

Bons Poemas

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lei Rouanet - QUEM DEVE DEFINIR A POLÍTICA CULTURAL DO PAÍS?


A União Brasileira de Escritores, conforme decisão de sua diretoria neste dia 27 de abril, vem manifestar sua posição no sentido de apoiar mudanças na chamada Lei Rouanet, de incentivo à cultura.
Dados do IBGE indicam que 90% dos municípios brasileiros não possuem equipamentos culturais como salas de cinema, teatros, museus e bibliotecas. Ainda assim, a sistemática da lei atual de incentivo à cultura transfere para as empresas, privadas e estatais, o papel de deliberar sobre a política cultural do país. Estão excluídos dessa consideração os produtores de cultura, dentre eles os escritores e autores de obras literárias.
O fato mais grave, a exigir urgente correção, é que, pretextando dificuldades financeiras, 40% das empresas, inclusive as estatais, têm apresentado resistência a financiar atividades culturais sob a Lei Rouanet. É inconcebível esse desvio, dado que o dinheiro repassado para as atividades culturais sob a Lei Rouanet não provêm de lucros, dividendos ou sobras das empresas, mas é parte do imposto devido ao governo. Ou seja, as empresas estão negando repasse de um dinheiro que não lhes pertence, mas ao povo brasileiro – e que o governo apenas administra. O pretexto da crise não se sustenta, porque o compromisso de pagar impostos perdura, para as empresas. Não deveria caber aos empresários, nem aos seus prepostos das áreas comerciais e de marketing, definir que projetos devem ser apoiados ou mesmo se haverá ou não apoio.
O Brasil tem excelência autoral, muitas vezes oculta ou sufocada pela falta de fomento. Devemos mudar isto. Pela redemocratização do financiamento cultural, a UBE divulga esta sua posição e coloca-se ao lado do Ministério da Cultura na busca de uma solução que contemple também o trabalho de autor. O povo, a quem o governo serve, deve ser o beneficiado imediato e final dessa mudança.

Fonte: http://www.ube.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=3103
 
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