sexta-feira, 12 de junho de 2009

Coletivo de Poetas, André Giusti e Tetê Espíndola


Tetê Espíndola e Coletivo de Poetas apresentam-se nesta quinta-feira (18/06)
Por Francisca Azevedo
11 de junho de 2009

Tetê Espíndola fará show na próxima quinta-feira (18/06)
O Açougue T-Bone traz a Brasília pelo Projeto Quintas Culturais T-Bone, nesta quinta-feira (18/06), a cantora Tetê Espíndola para show do seu 15 cd, “Evaporar”. No show, Tetê apresentará seu lado compositora e instrumentista com músicas especiais: “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, entre outras. Além disso, o grupo brasiliense, Coletivo de Poetas fará mini-palestra sobre a vida de Patativa do Assaré (1909-2002), cujo centenário de nascimento é comemorado este ano e também o pré-lançamento do livro “Poessíntese – O que virou canção”, do poeta, cantor e compositor Paulo Djorge. A noite terá ainda lançamento literário “A Liberdade é Amarela e Conversível”, do escritor André Giusti. A entrada é de graça.

Apresentação musical:
E VA POR AR um ciclo, uma respiração da natureza que suspira em todos nós.
“As músicas cantam o amor através de imagens, paisagens que transportam o ouvinte a uma ambiência sonora mágica. A força imaginária da ecologia, não como uma bandeira política, mas sim uma inspiração estética da natureza”. Marta Catunda.

Na carreira múltipla de Tetê Espíndola, é notável a inovação na forma e na temática, composta por discos onde a natureza se coloca como marca específica, de quem a fez vanguarda, lançada em tempos onde mal se ouviam as palavras “meio ambiente” e “ecologia”.

Em Pássaros na Garganta (1982), um marco em sua carreira e na história da MPB, Tetê traz enfaticamente a natureza para dentro do seu trabalho; em Ouvir/Birds (1991), a natureza se transforma em instrumento, através do canto dos pássaros sampleados e sintetizados; em VozVoixVoice (2002), sua voz se transforma na natureza com sons e emissões de variada amplitude, na busca de “ouvires e soares“ distintos, como a explorar todas as espécies que habitam sua natureza interior.

No repertório do cd Evaporar, o 150 de sua carreira, são vários os exemplos desta tônica. “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, cosmologia da criação e do amor; “Amor de Graça” e “Ôm pela Paz”, em parceria com Humberto Espíndola, são manifestos poético-ecológicos; “Centro Vazio”, só de Tetê, uma pintura gritante das planícies; “Morena Amiga” e a especial “Prata no mar”, com Alzira E; “Toada da Saudade”, um baião caipira, em parceria com Jerry Espíndola; “Sertão”, a única regravação do cd, uma parceria com Arrigo Barnabé e “Evaporar”, com Marta Catunda.
Este cd foi gravado ao vivo em Campo Grande-MS, em 2004, e finalizado em 2007. Os músicos são todos campo-grandenses; Antônio Porto, no baixo acústico; Adriano Magoo, nos teclados e sanfona; Wlajones Carvalho, na percussão; Sandro Moreno, na bateria e Tetê, na craviola. A produção é do seu selo LuzAzul e a distribuição da Tratore.

Uma visão bem pessoal sobre o E V A P O R A R:
“Nos meus trabalhos mais recentes, investi fundo na arte de interpretar. Agora chegou o momento de mostrar um pouco do meu lado de compositora e instrumentista, como nos velhos tempos, onde a minha craviola e voz se tornam uma energia única. Escolhi algumas composições especiais que criei ao longo desses 30 anos de intimidade com esse instrumento e fui até a minha terra natal, Campo Grande-MS, pois afinal foi lá que nasceu a minha inspiração.
O carinho e o apoio dos meus irmãos que vivem por lá, dos amigos de adolescência e dos fãs que sempre acompanharam a minha carreira estão presentes no espírito do trabalho, que é fruto da gravação de um único show.

Aproveitei e lapidei uma experiência já testada com diversos públicos no Brasil e na Europa nesses últimos 15 anos de estrada. Gravei o público campo-grandense improvisando como se virassem bichos, produzindo emissões de cantos de pássaros do Pantanal, alguns bem conhecidos como a Araraúna, Jaó, Curicaca e Quero-quero. O resultado foi delirante! O cd teve especialmente uma gravação no estúdio. Na fase de mixagem chamei alguns amigos especiais para vibrar um mantra na musica “ÔM pela Paz”. Mixado com o ÔM ao vivo do público, ficou uma beleza!

O padrinho dessa produção foi o meu irmão caçula Jerry Espíndola, que mora em Campo Grande e agita na área musical há muito tempo. Ele acreditou na idéia e fez acontecer a gravação do show, além de participar da escolha do repertório e convidar os músicos certos.

Recital Poético:
Coletivo de Poetas homenageia Patativa do Assaré
Poeta, cantador e violeiro, Patativa do Assaré é o pseudônimo de Antônio Gonçalves das Silva, considerado um dos poetas mais importantes da literatura brasileira.

Nascido na Serra da Santana, distante 18 km de Assaré, cidade da região do Cariri (CE), PA perdeu o olho direito aos quatro anos, devido a uma enfermidade e pela falta de médico na cidade. Ele faz parte da tradição de poetas cegos como Homero, Camões, Jorge Luiz Borges, Cego Aderaldo e Glauco Matoso.

Aos oito anos, com a morte do pai, passa a trabalhar na terra, para garantir o sustento da família. Aos 12, começa a estudar, mas fica apenas seis meses na escola, onde aprende a ler sem usar ponto ou vírgula. Foi com os folhetos de cordel que Patativa aperfeiçoou a leitura.

Patativa publicou dezenas de livros de poesia, discos e teve músicas gravadas por compositores como Luiz Gonzaga e Fagner. Teve sua vida transformada em filme por Jefferson Albuquerque e Rosemberg Cariri. Foi tema de teses de mestrado, doutorado e agraciado com quatro títulos de Doutor Honoris Causa. Sua obra é estudada na França.

São poetas convidados: Wagner Sresthas, Reginaldo Gontijo, José Edson dos Santos, Lourdes Teodoro, Gelly Fritta, Ivan Monteiro, José Edson dos Santos, Nando Potiguara, Jorge Amâncio, Mônica Martins, Cristina Bastos, Noélia Ribeiro, Menezes y Morais e Anabe Lopes da Silva.

O Coletivo de Poetas existe há 19 anos, é pioneiro na realização de saraus no DF e já publicou cinco coletâneas, sendo quatro de poesia e uma de contos. Para 2010, anuncia um novo livro, para celebrar os 50 anos e Brasília e comemorar os seus 20 anos.

Lançamento literário:
A LIBERDADE É AMARELA E CONVERSÍVEL - Quarto livro de contos de André Giusti, escritor carioca radicado em Brasília há onze anos. No livro, o segundo do escritor lançado pela Coleção Rocinante, da Editora 7Letras, André Giusti se consolida como um autor urbano, em que a grande cidade é o palco de situações vividas pelo homem dessa primeira década do século.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
www.teteespindola.com.br
Contato shows : (11)3926-4520 / (11) 9191-3894
Coletivo de Poetas: 3339-2742/ 9973- 1470 (Menezes y Morais)
André Giusti ( giustiandre@hotmail.comEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

Data: 18/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA
Última Atualização ( 11 de junho de 2009 )

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