segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Ilustrador brasiliense vence 'Nobel' da literatura infantil
Roger Mello ganha o "Nobel" da Literatura Infantil
O ilustrador
Roger Mello é o ganhador do prêmio Hans Christian Andersen, o "Nobel" da
literatura infantil. Ele é o primeiro ilustrador brasileiro premiado
nesta categoria. O anúncio do prêmio foi nesta manhã de segunda-feira,
dia 24 de março, na Feira do Livro de Bolonha. Em 2010, ele já havia sido indicado, mas não foi premiado.
Além de
ilustrador, o brasiliense, nascido em 1965, é também escritor premiado,
tendo ganhado o Jabuti e vários outros prêmios literários, tornando-se hors-concours da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
Algumas obras de Roger Mello:
- Memórias da Ilha - ilustrador
- O medo e o mar - ilustrador
- Vizinho, vizinha - autor e ilustrador
- Todo cuidado é pouco - autor e ilustrador
- Meninos do Mangue - autor e ilustrador (Vencedor do prêmio Jabuti)
Fonte: http://leiturasliteratura.blogspot.com.br/2014/03/roger-mello-ganha-o-nobel-da-literatura.html
Mais em: http://oglobo.globo.com/cultura/ilustrador-brasileiro-vence-nobel-da-literatura-infantil-11968055
Adélia Prado retorna à poesia com 'Miserere'
Nos 38 poemas, a escritora flerta com a metafísica ao mesmo tempo em que aposta na grandeza das pequenas coisas
06 de dezembro de 2013 | 21h 30
Ubiratan Brasil - O Estado de S. Paulo
A poesia, para Ferreira Gullar, nasce de um espanto. Já
para Adélia Prado, ela vem da “terceira margem da alma”. Ambos
concordam, porém, que os momentos inspirados vêm subitamente, sem
controle, reservando ao poeta a função de instrumento para
decodificá-los em versos. Por isso é irregular o período que separa cada
novo livro de poesia. Adélia, por exemplo, não publicava nada havia
três anos, quando saiu A Duração do Dia. O jejum termina na quinta-feira, quando chega às livrarias Miserere (editora Record).
Tiago Queiroz/Estadão
Adélia Prado
Por que os poemas de Miserere são mais escuros que seus habituais? O título do livro foi definido por conta disso?Primeiro porque os olhos se turvam na velhice e a privação de regalias da juventude trazem consigo, de maneira não idealizada, as realidades do sofrimento e da morte. Abrir os olhos dói: morrer de tuberculose, que eu achava o máximo na maioria dos poetas que admirava na escola e de muitos santos que me encantavam com seus martírios, é de fato coisa tenebrosa e dificílima. Hoje, quando digo ‘miserere nobis’ (tem piedade de nós), sei um pouquinho mais do que estou falando. Assusta descobrir nossa orfandade original. Mas nada se apresenta sem remédio por causa da fé e da poesia, que considero uma forma estupenda de fé e esperança. O título Miserere foi escolhido porque me parece o que mais revela o espírito do livro.
A senhora faz duas citações de Marie Noël, poeta francesa que viveu a separação entre a fé e o desespero, e cuja obra culminou com um grito blasfemo, mas particularmente comovente. O que lhe atrai na poesia de Noël?Exatamente o que você citou. Seu sofrimento me deixa perplexa e eu não conheço sua poesia – certamente o que lhe permitiu viver. Sabe onde encontro sua obra? Só conheço Notas Íntimas, que me impressionou muitíssimo e onde me reconheci de corpo inteiro em alguns aspectos. Ler esse livro bastou-me como ingresso em sua tribo.
O mundo atual, perturbado pelo terrorismo e pela guerra, ainda é propício à poesia? Não apenas propício à poesia, mas faminto dela.
A senhora já teve alguma experiência mística por meio da arte?Como diz Guimarães Rosa, não sei de nada, mas desconfio de muita coisa. Mística – a experiência – é dom de Deus que Ele dá a quem quer. Estou na categoria dos seguidores. Ele me protege, tenho medo de certas dores.
A senhora acredita que sua poesia perderia o sentido sem a religião? A poesia é mais oração ou mais comunhão? Acredita que pode haver um poeta ateu?Certamente escreveria outro tipo de poesia, mas não deixaria de escrevê-la. No texto de um poeta ateu, o substrato de sua poesia é o mesmo no de um poeta crente. Porque o fenômeno poético é religioso em sua natureza. A poesia, independentemente da crença ou não crença do poeta, nos liga a um centro de significação e sentido, assim como o faz a fé religiosa. Por isso é que a poesia é tão consoladora, dá tanta alegria. Minha formação é religiosa, confesso o que creio e é impossível que nossas profundas convicções desapareçam quando escrevemos. Seria esquizofrênico. Mística e poesia são braços do mesmo rio. Deus me deu o segundo, mas a fonte é a mesma, o Espírito Divino. A despeito de si mesmo, o poeta ateu entrega o ouro em sua poesia. É simples, rigorosamente ninguém é o criador da Beleza (poesia). Ela vem, eu diria como Guimarães Rosa, da terceira margem da alma. O poeta é só o “cavalo do Santo”, queira ou não. Às vezes, somos tentados a desistir quando descobrimos que ela, a poesia, é muito melhor que seu autor. É a tentação do orgulho. Que Deus nos livre dela.
É curioso como a realidade também parece exercer forte influência em seus versos – lembro-me de O Ditador na Prisão, que nasceu a partir de sua preocupação do destino do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, e agora em Lápide para Steve Jobs. A força da poesia está em oferecer um conforto moral?A poesia oferece a realidade e sua beleza. Esta é sua força, seu conforto, sua alegria.
“Graças a Deus sou medrosa, / o instinto da sobrevivência / me torna a língua gentil” são alguns versos de Branca de Neve. Até que ponto isso se aplica à sua poesia?A poesia não é nem pode ser uma “língua gentil”. Tem que ser sempre uma língua bela. No poema citado, Língua Gentil refere-se ao poeta e a seus medos e não à poesia propriamente. Língua Gentil, no caso do poema, é a língua que o poeta diz usar para não estumar as feras, para que elas não o devorem. De novo, não no poema, mas na vida, para lidar com os monstros interiores.
Quando a realidade cotidiana se mostra como maravilhamento e quando não passa de mera realidade?Quando olho pedra e vejo pedra mesmo, só estou vendo a aparência. Quando a pedra me põe confusa de estranhamento e beleza, eu a estou vendo em sua realidade que nunca é apenas física. A aparência diz pouco. Só a poesia mostra o real.
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,adelia-prado-retorna-a-poesia-com-miserere,1105245,0.htm
quinta-feira, 20 de março de 2014
Correio traz panorama sobre o que pensam poetas da geração digital
Poetas usam a internet para interagir com público e aumentar alcance de divulgação
Publicação: 20/03/2014 08:19 Atualização: 20/03/2014 08:40
Com publicações diárias e dezenas de “curtidas” e compartilhamentos, a poetisa Lília Diniz divulga inquietações e lirismo no perfil de uma rede social. O mesmo faz Luis Turiba e Marina Mara. Sem abandonar as publicações tradicionais, esses poetas e tantos outros se apropriam das possibilidades e do alcance da internet para interagir com o público e convidar para a leitura da poesia.
“Os novos tempos estão dando mais rapidez e alternativas”, observa Turiba. “Não há diferença entre a poesia que faço para a internet e a que publico nos livros, sinto que foi uma passagem automática”, completa o poeta às vésperas do Dia Mundial da Poesia, comemorado amanhã. No mesmo sentido, Lília Diniz acredita que as novas plataformas não classificam o poeta. “Há formas de expressão diferentes, algumas linguagens vão tocar mais, outras menos. Não podemos impossibilitar que as pessoas se expressem”, destaca Lília Diniz.
Entretanto, a pesquisadora em teoria literária da Universidade de Brasília (UnB) e também poetisa Sylvia Cintrão considera que nem todo verso escrito com 140 caracteres é um poema. “A poesia é concentração, ritmo e símbolos. São esses elementos formais que dão relevância ao texto e exigem muito trabalho. O que temos muito por aí é poema clichê”, avalia Sylvia Cintrão.
Embora a internet seja o meio mais apropriado para dar visibilidade a uma obra poética, o editor de poesia Ítalo Moriconi observa que ainda é preciso conquistar o público para se consagrar como poeta. “A poesia lírica tem próprios caminhos e características, e, muitas vezes, é difícil de ser feita até para um estudante de letras. É um gênero difícil. Se, por um lado, alcança um público amplo, por outro, agrada a um público sofisticado”, comenta Moriconi.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/20/interna_diversao_arte,418497/correio-traz-panorama-sobre-o-que-pensam-poetas-da-geracao-digital.shtml
Publicação: 20/03/2014 08:19 Atualização: 20/03/2014 08:40
A poeta Lília Diniz aproveita as redes sociais para divulgar o trabalho |
Com publicações diárias e dezenas de “curtidas” e compartilhamentos, a poetisa Lília Diniz divulga inquietações e lirismo no perfil de uma rede social. O mesmo faz Luis Turiba e Marina Mara. Sem abandonar as publicações tradicionais, esses poetas e tantos outros se apropriam das possibilidades e do alcance da internet para interagir com o público e convidar para a leitura da poesia.
“Os novos tempos estão dando mais rapidez e alternativas”, observa Turiba. “Não há diferença entre a poesia que faço para a internet e a que publico nos livros, sinto que foi uma passagem automática”, completa o poeta às vésperas do Dia Mundial da Poesia, comemorado amanhã. No mesmo sentido, Lília Diniz acredita que as novas plataformas não classificam o poeta. “Há formas de expressão diferentes, algumas linguagens vão tocar mais, outras menos. Não podemos impossibilitar que as pessoas se expressem”, destaca Lília Diniz.
Entretanto, a pesquisadora em teoria literária da Universidade de Brasília (UnB) e também poetisa Sylvia Cintrão considera que nem todo verso escrito com 140 caracteres é um poema. “A poesia é concentração, ritmo e símbolos. São esses elementos formais que dão relevância ao texto e exigem muito trabalho. O que temos muito por aí é poema clichê”, avalia Sylvia Cintrão.
Embora a internet seja o meio mais apropriado para dar visibilidade a uma obra poética, o editor de poesia Ítalo Moriconi observa que ainda é preciso conquistar o público para se consagrar como poeta. “A poesia lírica tem próprios caminhos e características, e, muitas vezes, é difícil de ser feita até para um estudante de letras. É um gênero difícil. Se, por um lado, alcança um público amplo, por outro, agrada a um público sofisticado”, comenta Moriconi.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/20/interna_diversao_arte,418497/correio-traz-panorama-sobre-o-que-pensam-poetas-da-geracao-digital.shtml
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Dina Donne 1/2 - DINA BRANDÃO terça feira (18 de Março) no POEMAÇÃO NO CALEUCHE
Poemação no Caleuche
Homenagem ao Dia da Poesia
“A paixão, o
amor e desamor” é a temática que o POEMAÇÃO NO CALEUCHE realiza no dia 18 de
março comemorando a Semana da Poesia.
O Sarau traz como convidado o poeta, cantor e
compositor pernambucano Henrique Silva e a poesia de Jorge Amâncio.“Mate-me
agora ou me ame pra sempre” penetra no universo de letras em guardanapos, em
pedaços de papel, algumas cifradas outras datilografadas, muitas noites sem dormir e a paixão que teima em ser
lembrada, querida e rejeitada, nas andanças de um poeta em “Batom d‘amor e
morte”.
O poeta e pintor pernambucano Kleber Zen, o coordenador do Bar dos Escritores Giovani Iemini, as poetas: Dina Brandão, Noélia Ribeiro e Sandra Fayad participam do Poemação no Caleuche.
O Caleuche Restaurante é especializado em cozinha Chilena. Restaurante rústico, onde toda a comida é feita na hora, fresca, por um chef chileno. O Caleuche Restaurante traz no cardápio alguns pratos mais diferentes, com combinações de sabores distintas das brasileiras, para ter um diferencial de paladar que remeta mesmo à culinária chilena. Os pratos são harmonizados com vinhos chilenos de qualidade.
O poeta e pintor pernambucano Kleber Zen, o coordenador do Bar dos Escritores Giovani Iemini, as poetas: Dina Brandão, Noélia Ribeiro e Sandra Fayad participam do Poemação no Caleuche.
O Caleuche Restaurante é especializado em cozinha Chilena. Restaurante rústico, onde toda a comida é feita na hora, fresca, por um chef chileno. O Caleuche Restaurante traz no cardápio alguns pratos mais diferentes, com combinações de sabores distintas das brasileiras, para ter um diferencial de paladar que remeta mesmo à culinária chilena. Os pratos são harmonizados com vinhos chilenos de qualidade.
POEMAÇÃO NO
CALEUCHE
Terça feira – 18 de Março de 2014
Das 19:00 as 22:00
Local: Restaurante Caleuche (restaurante chileno)
Endereço: CLN 310 Bloco A Loja 38, Brasília - DF
61 3522-5363
Entrada Franca
Semana da POESIA - 14 de março é o dia Nacional da Poesia e
dia 21 de março no dia Internacional da
Poesia
O tormento climático
Ambiente
17/3/2014 - 11h20
17/3/2014 - 11h20
por José Eli da Veiga*

Têm sido inócuos os arranjos globais para manejo da mudança climática. Pior: não há sinal de que a rota venha a ser alterada. Mesmo na mais otimista das apostas – que um dia todas as nações responsáveis por significativa parte do dano venham a ter metas legalmente obrigatórias para contenção de suas emissões de gases de Efeito Estufa – ela será perdedora sem prévia formação de um preço mundial do carbono, algo incompatível com o Protocolo de Kyoto, cuja resiliência constitui o cerne do tormento.
Nas negociações desse Protocolo, entre 1993 e 1997, venceu a tese de que a melhor maneira de se atingir tal preço seria o comércio de emissões (“Cap-and-Trade”), contra o historicamente comprovado recurso à tributação. Em consequência, meros 7% das emissões globais de carbono são hoje afetados pelos dois mecanismos de formação de preço: “Esquemas para Comércio de Emissões” (ETS, em inglês) e alguns poucos tributos unilaterais em sociedades mais conscientes de que só com mercados jamais cumpririam suas metas.
Embora nos últimos nove anos tenham surgido uma dúzia de ETS, o único relevante é o EU-ETS, que envolve as 11.500 empresas responsáveis por 40% das emissões da União Europeia. Foi inevitável, portanto, que fortes compromissos políticos com a sustentabilidade tenham levado sete países dessa região à decisão de também tributarem de forma explícita outra parte de suas emissões. Há taxas-carbono na Dinamarca, na Finlândia, na Irlanda, na Suécia e agora no Reino Unido, assim como na Noruega e na Suíça, que preveem vínculos com o EU-ETS por acordos bilaterais.
No entanto, foi do outro lado do Atlântico, na província canadense da Colúmbia Britânica, que pintou o melhor dos impostos climáticos em vigor. Uma taxa-carbono que incide há cinco anos sobre a queima de todos os combustíveis fósseis, sem aumento de carga tributária. Para evitar que o desembolso de pouco mais de US$ 20 por tonelada de carbono emitido (trinta desde 2012) prejudique os negócios, a alíquota do imposto de renda das pessoas jurídicas foi reduzida de 12% para 10%. Esse é o máximo que pode ser feito sem perda de competitividade enquanto o exemplo não for seguido ao menos por outras das nove províncias e Estados dos EUA.
Prova dos nove do alerta feito pelos melhores estudos científicos sobre o tema: a única maneira eficaz de se administrar a mudança climática é a adoção de uma taxa mundial, mas incidente sobre o consumo, de modo que o preço de qualquer mercadoria também reflita seu correspondente teor de carbono. Não há melhor maneira de se catalisar inovações e investimentos pró-mitigação.
O principal problema prático desse projeto é a inviabilidade de se usar a convencional análise de custo-benefício no cálculo de qual deveria ser o valor da taxa, dada a impossibilidade de se estimar o custo social do carbono em âmbito global. Além disso, é óbvio que ela seria politicamente desastrosa se viesse a causar séria carestia.
Por isso, a saída seria que o preço mundial do carbono começasse bem baixo, mas com patente perspectiva de alta. E que os aumentos ficassem na dependência da avaliação do impacto obtido com o baixo preço inicial, em procedimento conhecido como “a learning-by-taxing process”. A organização encarregada de administrar essa dinâmica estabeleceria o preço do carbono assim como um Banco Central faz com a taxa de juros básica.
Infelizmente esse caminho mais racional para uma gestão da mudança climática foi interditado pela vitória de Pirro obtida pelo fundamentalismo de mercado nas negociações do Protocolo de Kyoto. Mais: em vez de esgotamento de sua inércia institucional, há temerária teimosia, além de muita criatividade, na proliferação de malabarismos aprovados em conferências das partes da Convenção (CoPs da UNFCCC). Espécie de obsessão em se preservar o legado, apesar de sua evidente impotência.
Esse contexto sugere a possibilidade de duas mudanças objetivas extremas que forçosamente exigiriam e induziriam correção de rumo. A pior seria que a atual marcha da insensatez fosse bruscamente interrompida por alguma séria catástrofe ecológica que provocasse atribulada e radical revisão da própria Convenção. A melhor seria que bem antes disso despontasse uma revolução tecnológica capaz de antecipar a aposentadoria das energias fósseis, tornando quase supérflua a parafernália já montada para se chegar a uma governança global da mudança climática.
O cenário mais provável, porém, é que gradualmente se combinem esses dois vetores polares. Por isso, para uma sociedade como a brasileira – que desfruta de imensas vantagens comparativas ecológicas e geográficas, mas que ainda nem sequer engatinha na direção das socioculturais vantagens competitivas – romper com o marasmo é assumir o duplo desafio de investir muito mais do que hoje na busca de inovações energéticas e, simultaneamente, abrir um sério e sistemático debate público sobre o sentido e a orientação de sua ação diplomática no âmbito do regime climático.
* José Eli da Veiga é professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP e autor de “A desgovernança mundial da sustentabilidade”.
** Publicado originalmente no site Eco21.
(Eco21)
Heterônimos mais conhecidos do poeta Fernando Pessoa completam um século
São eles: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis
Vanessa Aquino
Publicação: 16/03/2014 08:00
Vanessa Aquino
Publicação: 16/03/2014 08:00
Assim como Ulysses,
de James Joyce, tem um dia todo dedicado a ele na Irlanda, os três
principais heterônimos de Fernando Pessoa ganharam uma espécie de
Bloomsday lusófono. Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro
foram criados juntos, no dia 8 de março de 1914, em Lisboa, onde são
homenageados. Este ano comemora-se um século do surgimento dos três
poetas que ganharam personalidade, voz e trejeitos diferentes entre si.
O alcance e a dimensão que os três assumiram na literatura ainda não tiveram qualquer outro parâmetro de comparação. Fernando Pessoa, que se auto-denominava fingidor, criou um enorme mistério em torno dos heterônimos que assinaram poesias — o que explica a grande quantidade de estudos sobre o poeta português e as diversas personalidades que assumiu por meio dos versos.
Uma das questões levantadas pelos pesquisadores é: Por que heterônimos e não pseudônimos? Uma das possíveis respostas é que, quando usa um pseudônimo, o poeta se esconde atrás de um nome falso. O que acontece com o heterônimo é o contrário: ninguém está escondido. Há um personagem criado pelo poeta que escreve a própria obra. Tem nome, obra e estilo próprio. Fernando Pessoa deu vida a personagens que escrevem suas próprias histórias e tinham atitudes particulares, mas que de forma subjetiva relatam, com arte e poesia, fragmentos da vida. O poeta português chegou a usar 200 nomes diferentes, sendo 127 heterônimos. Desse time, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos são os mais conhecidos.
O alcance e a dimensão que os três assumiram na literatura ainda não tiveram qualquer outro parâmetro de comparação. Fernando Pessoa, que se auto-denominava fingidor, criou um enorme mistério em torno dos heterônimos que assinaram poesias — o que explica a grande quantidade de estudos sobre o poeta português e as diversas personalidades que assumiu por meio dos versos.
Uma das questões levantadas pelos pesquisadores é: Por que heterônimos e não pseudônimos? Uma das possíveis respostas é que, quando usa um pseudônimo, o poeta se esconde atrás de um nome falso. O que acontece com o heterônimo é o contrário: ninguém está escondido. Há um personagem criado pelo poeta que escreve a própria obra. Tem nome, obra e estilo próprio. Fernando Pessoa deu vida a personagens que escrevem suas próprias histórias e tinham atitudes particulares, mas que de forma subjetiva relatam, com arte e poesia, fragmentos da vida. O poeta português chegou a usar 200 nomes diferentes, sendo 127 heterônimos. Desse time, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos são os mais conhecidos.
sexta-feira, 14 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
Segunda Bienal do Livro traça panorama literário na América e na África
O evento será realizado entre 11 e 21 de abril, na Esplanada dos Ministérios; confira a programação
Vanessa Aquino
Publicação: 12/03/2014 08:13 Atualização: 12/03/2014 08:37
A repressão da ditadura militar, o espaço para o desenvolvimento da literatura na América Latina e na África, a história do povo de Brasília e a importância do futebol ao país — sobretudo em ano de Copa do Mundo — são alguns dos temas que serão abordados durante a II Bienal Brasil do Livro e da Leirura. O evento, que ocorrerá entre 11 e 21 de abril, fará duas homenagens: uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano; e outra nacional, ao mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade.
A II Bienal promete ser um espaço para afirmar identidades e diferenças, com a presença de nomes da literatura sinônimos de polêmica e talento, como a norte-americana Naomi Wolf — autora de Vagina, recente sucesso nas livrarias. Entre autores internacionais, estão o chinês Murong Xuecun (um dos mais célebres de sua geração), o cubano Leonardo Padura (autor de O homem que amava os cachorros, que tem Trotski como personagem) e a são-tomense Conceição Lima (considerada a maior poeta viva de seu país).
Leia mais notícias em Diversão & Arte
Um dos períodos mais sombrios da história do Brasil, a ditadura militar, merece destaque na programação, com seminários, palestras e lançamentos de livros ligados ao tema, como o Marighella, de Mario Magalhães. O Pasquim, periódico que se tornou referência durante a época censura aos meios de comunicação e expressão, será tema de uma exposição só para ele, chamada O traço do Pasquim no combate à ditadura.
Confira os destaques da programação
Dia 11 (sexta)
20:30 – Homenagem Internacional - Eduardo Galeano (Uruguai) - Cerimônia e Palestra - Local: Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães
Dia 12 (sábado)
20:30 - Seminário - Literatura no Feminino - Mesa I: "A presença da mulher na Literatura Africana" - Maria Celestina Fernandes (Angola), Olinda Beja ( São Tomé e Príncipe) e Lília Momplé (Moçambique) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 13 (domingo)
16:00 - Debate: "Futebol e Ditaduras" – Eduardo Galeano (Uruguai), Lúcio de Castro (RJ), Mário Magalhães (RJ) e Rodrigo Merheb (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 14 (segunda)
18:30 - SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES, NOVOS ESCRITORES – Mesa II - Valeria Luiselli (México), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Antônio Prata(SP) e Paulo Paniago (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório
Nelson Rodrigues
Dia 15 (terça)
18:30 - SEMINÁRIO - INTERNET ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO - Mesa II: "Novos formatos, novos gêneros e novas estéticas na internet" – Pierre Lévy (França), André Lemos (BA) e Liziane Guazina(DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 16 (quarta)
18:30 - Debate: "A LITERATURA QUE VEM DO ORIENTE" – Kim Young-ha (Coreia do Sul), Murong Xuecun (China), Angel Bojadsen (SP) e Tae Suzuki (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 17 (quinta)
19:00 - SEMINÁRIO - O GOLPE , A DITADURA E O BRASIL : 50 ANOS – Mesa I:"A produção literária nos anos de chumbo" – Thiago de Mello (AM), Carlos Heitor Cony (RJ) e João Ubaldo Ribeiro (BA) Local: Espaço Bienal – Auditório Jorge Amado
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/12/interna_diversao_arte,416986/segunda-bienal-do-livro-traca-panorama-literario-na-america-e-na-africa.shtml
Vanessa Aquino
Publicação: 12/03/2014 08:13 Atualização: 12/03/2014 08:37
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O evento fará duas homenagens: uma nacional ao Ariano Suassuna (D) e uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano |
A repressão da ditadura militar, o espaço para o desenvolvimento da literatura na América Latina e na África, a história do povo de Brasília e a importância do futebol ao país — sobretudo em ano de Copa do Mundo — são alguns dos temas que serão abordados durante a II Bienal Brasil do Livro e da Leirura. O evento, que ocorrerá entre 11 e 21 de abril, fará duas homenagens: uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano; e outra nacional, ao mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade.
A II Bienal promete ser um espaço para afirmar identidades e diferenças, com a presença de nomes da literatura sinônimos de polêmica e talento, como a norte-americana Naomi Wolf — autora de Vagina, recente sucesso nas livrarias. Entre autores internacionais, estão o chinês Murong Xuecun (um dos mais célebres de sua geração), o cubano Leonardo Padura (autor de O homem que amava os cachorros, que tem Trotski como personagem) e a são-tomense Conceição Lima (considerada a maior poeta viva de seu país).
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Um dos períodos mais sombrios da história do Brasil, a ditadura militar, merece destaque na programação, com seminários, palestras e lançamentos de livros ligados ao tema, como o Marighella, de Mario Magalhães. O Pasquim, periódico que se tornou referência durante a época censura aos meios de comunicação e expressão, será tema de uma exposição só para ele, chamada O traço do Pasquim no combate à ditadura.
Confira os destaques da programação
Dia 11 (sexta)
20:30 – Homenagem Internacional - Eduardo Galeano (Uruguai) - Cerimônia e Palestra - Local: Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães
Dia 12 (sábado)
20:30 - Seminário - Literatura no Feminino - Mesa I: "A presença da mulher na Literatura Africana" - Maria Celestina Fernandes (Angola), Olinda Beja ( São Tomé e Príncipe) e Lília Momplé (Moçambique) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 13 (domingo)
16:00 - Debate: "Futebol e Ditaduras" – Eduardo Galeano (Uruguai), Lúcio de Castro (RJ), Mário Magalhães (RJ) e Rodrigo Merheb (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 14 (segunda)
18:30 - SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES, NOVOS ESCRITORES – Mesa II - Valeria Luiselli (México), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Antônio Prata(SP) e Paulo Paniago (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório
Nelson Rodrigues
Dia 15 (terça)
18:30 - SEMINÁRIO - INTERNET ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO - Mesa II: "Novos formatos, novos gêneros e novas estéticas na internet" – Pierre Lévy (França), André Lemos (BA) e Liziane Guazina(DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 16 (quarta)
18:30 - Debate: "A LITERATURA QUE VEM DO ORIENTE" – Kim Young-ha (Coreia do Sul), Murong Xuecun (China), Angel Bojadsen (SP) e Tae Suzuki (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
Dia 17 (quinta)
19:00 - SEMINÁRIO - O GOLPE , A DITADURA E O BRASIL : 50 ANOS – Mesa I:"A produção literária nos anos de chumbo" – Thiago de Mello (AM), Carlos Heitor Cony (RJ) e João Ubaldo Ribeiro (BA) Local: Espaço Bienal – Auditório Jorge Amado
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/12/interna_diversao_arte,416986/segunda-bienal-do-livro-traca-panorama-literario-na-america-e-na-africa.shtml
sexta-feira, 7 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Jorge Antunes vai restaurar fitas com gravações perdidas de Villa-Lobos
Recentemente, o maestro ganhou um auxílio
de uma associação americana e conseguirá as gravações perdidas de
Villa-Lobos: Fantasia e Mazurk
Gabriela Caldas - Especial para o Correio
Publicação: 06/03/2014 08:57 Atualização:
Em
1968, o compositor e maestro Jorge Antunes trabalhava no prédio do
Instituto Villa-Lobos (IVL), no Rio de Janeiro, quando escutou um
estrondo. O som vinha da porta e era produzido por milhares de
estudantes que queriam invadir o prédio que funcionava como a sede da
União Nacional dos Estudantes (UNE). “Ficamos apavorados e só pensei em
tirar o que poderia ter de mais valioso no local”, lembra. Os escolhidos
foram um gravador Revox, oito fitas magnéticas de papel em carretéis de
ferro e uma bobina de fio de aço que, além dos áudios de reuniões,
contêm duas gravações perdidas de Villa-Lobos: Fantasia e Mazurk. Depois de quase 50 anos, esse material será restaurado, graças a auxílio recebido de uma associação americana.
Jorge Antunes lembra que, durante o tumulto em frente ao Instituto, ele precisou tomar uma atitude rápida. “Os estudantes gritavam a UNE é nossa”. Com medo de que os materiais fossem queimados, ele fugiu do prédio pela parte de trás levando as fitas e o gravador. “Imagina eu pulando o muro com um gravador enorme?”, brinca. Era um domingo, e ele e um aluno estavam no instituto trabalhando na obra de sua autoria Missa Populorum Progresso quando a manifestação começou. No dia seguinte, eles descobriram que os estudantes não tinham conseguido invadir o prédio e levaram o gravador de volta para o Instituto, mas não as fitas. “Elas ficaram guardadas em minha casa”, afirma Jorge Antunes. Seis meses depois, com a promulgação do AI-5, o professor foi demitido e rumou para o exílio durante quatro anos.
Projeto
Durante esse período, o material ficou em caixas na casa dos pais de Jorge. “Mas eu sempre pensei em restaurar”. Quando retornou ao Brasil, ele trouxe para Brasília as fitas e a bobina, que continuaram guardadas. No início do ano 2000, essa vontade de descobrir o que, exatamente, as gravações continham se tornou ainda maior. Durante os últimos anos, o maestro buscou, sem sucesso, incentivos dentro do país para realizar a restauração. “Eu tentei algumas vezes apresentar meu projeto à Petrobras Cultural e ao Fundo de Apoio à Cultura do DF, mas ele não foi aprovado”, lembra. Sem conseguir o apoio no Brasil, Jorge Antunes foi buscar nos Estados Unidos o patrocínio. “Recentemente, eu soube da existência da ARSC (Association for Recorded Sound Collections) e decidi enviar meu projeto”, explica.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/06/interna_diversao_arte,416024/jorge-antunes-vai-restaurar-fitas-com-gravacoes-perdidas-de-villa-lobos.shtml
Gabriela Caldas - Especial para o Correio
Publicação: 06/03/2014 08:57 Atualização:
O músico conseguiu salvar um material que ficou guardado desde 1963 |
Jorge Antunes lembra que, durante o tumulto em frente ao Instituto, ele precisou tomar uma atitude rápida. “Os estudantes gritavam a UNE é nossa”. Com medo de que os materiais fossem queimados, ele fugiu do prédio pela parte de trás levando as fitas e o gravador. “Imagina eu pulando o muro com um gravador enorme?”, brinca. Era um domingo, e ele e um aluno estavam no instituto trabalhando na obra de sua autoria Missa Populorum Progresso quando a manifestação começou. No dia seguinte, eles descobriram que os estudantes não tinham conseguido invadir o prédio e levaram o gravador de volta para o Instituto, mas não as fitas. “Elas ficaram guardadas em minha casa”, afirma Jorge Antunes. Seis meses depois, com a promulgação do AI-5, o professor foi demitido e rumou para o exílio durante quatro anos.
Projeto
Durante esse período, o material ficou em caixas na casa dos pais de Jorge. “Mas eu sempre pensei em restaurar”. Quando retornou ao Brasil, ele trouxe para Brasília as fitas e a bobina, que continuaram guardadas. No início do ano 2000, essa vontade de descobrir o que, exatamente, as gravações continham se tornou ainda maior. Durante os últimos anos, o maestro buscou, sem sucesso, incentivos dentro do país para realizar a restauração. “Eu tentei algumas vezes apresentar meu projeto à Petrobras Cultural e ao Fundo de Apoio à Cultura do DF, mas ele não foi aprovado”, lembra. Sem conseguir o apoio no Brasil, Jorge Antunes foi buscar nos Estados Unidos o patrocínio. “Recentemente, eu soube da existência da ARSC (Association for Recorded Sound Collections) e decidi enviar meu projeto”, explica.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/06/interna_diversao_arte,416024/jorge-antunes-vai-restaurar-fitas-com-gravacoes-perdidas-de-villa-lobos.shtml
quarta-feira, 5 de março de 2014
Bienal de literatura seleciona participantes; inscrições vão até quarta
Do total de inscritos, uma comissão
selecionará 18 obras que serão lançadas durante o evento, programado
para acontecer entre 12 e 21 de abril
Nahima Maciel
Publicação: 04/03/2014 09:57 Atualização:
Os autores de Brasília têm até amanhã para se inscrever no edital que vai selecionar os lançamentos a serem realizados durante a 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. O edital apresenta a possibilidade de inscrição em oito categorias — biografia, conto, crônica, infantil, juvenil, poesia, romance e reportagens — e todos os livros devem estar na primeira edição. Do total de inscritos, uma comissão selecionará 18 obras que serão lançadas durante o evento, programado para acontecer entre 12 e 21 de abril. Segundo Nilson Rodrigues, coordenador geral da bienal, essa é apenas uma das fases de seleção de autores de Brasília na programação do evento.
Rodrigues e Luiz Fernando Emediato, curador da Bienal, foram criticados por alguns escritores presentes no auditório da Biblioteca Nacional durante o lançamento do evento, no fim de janeiro. Na época, a lista de convidados ainda não estava fechada e incluía apenas autores de fora da cidade. “Quando dizem que a programação do escritor local ainda vai ser feita isso já mostra que o escritor de Brasília vai ficar em segundo plano”, disse Marco Polo Haickel, maranhense radicado em Brasília, no dia do lançamento.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/04/interna_diversao_arte,415722/bienal-de-literatura-seleciona-participantes-inscricoes-vao-ate-quarta.shtml
Nahima Maciel
Publicação: 04/03/2014 09:57 Atualização:
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Hugo Rodas está na programação dedicada às leituras dramáticas |
Os autores de Brasília têm até amanhã para se inscrever no edital que vai selecionar os lançamentos a serem realizados durante a 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. O edital apresenta a possibilidade de inscrição em oito categorias — biografia, conto, crônica, infantil, juvenil, poesia, romance e reportagens — e todos os livros devem estar na primeira edição. Do total de inscritos, uma comissão selecionará 18 obras que serão lançadas durante o evento, programado para acontecer entre 12 e 21 de abril. Segundo Nilson Rodrigues, coordenador geral da bienal, essa é apenas uma das fases de seleção de autores de Brasília na programação do evento.
Rodrigues e Luiz Fernando Emediato, curador da Bienal, foram criticados por alguns escritores presentes no auditório da Biblioteca Nacional durante o lançamento do evento, no fim de janeiro. Na época, a lista de convidados ainda não estava fechada e incluía apenas autores de fora da cidade. “Quando dizem que a programação do escritor local ainda vai ser feita isso já mostra que o escritor de Brasília vai ficar em segundo plano”, disse Marco Polo Haickel, maranhense radicado em Brasília, no dia do lançamento.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/04/interna_diversao_arte,415722/bienal-de-literatura-seleciona-participantes-inscricoes-vao-ate-quarta.shtml
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