terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Poetas e escritores se reúnem uma vez por mês para falar sobre a morte
O tema, constante nas obras, é apresentado em versos e textos
Nahima Maciel
Publicação: 29/07/2013 08:58 Atualização:
Performances, intervenções, leituras de textos, poemas e muita conversa pautam o Noites Mortas, encontro de escritores que adotaram como tema a morte e produzem literatura sobre a dama da foice |
A morte é senhora respeitada, ideia que frutifica, qualidade paradoxal capaz de sugerir uma infinitude de divagações. A morte inspira poetas e ficcionistas desde que o homem soube rimar, desenhar e se expressar por meio de um alfabeto. Antes disso, já povoava as mentes por aí. Condição que, muitas vezes, dá sentido à vida, a dama da foice virou tema predileto de um grupo de escritores da cidade. Para ficar mais à vontade e realizar ações e performances, eles criaram o evento Noites Mortas. Uma vez por mês, o grupo formado por Renato Fino, 41 anos; Maurício Chades, 21; Carol Barreiro, 26; Jaqueline Dias, 40; Patrícia Colmenero; 27, Ana Prado, 27; e Hilan Bensusan, 45, se reúne com o objetivo de falar da morte, fazer leitura de poemas, contos e crônicas ligados ao tema e apresentar performances e intervenções.
A ideia foi de Fino, autor de Debaixo do céu do seu vestido. Um dia, durante uma conversa com Bensusan, que é professor de filosofia na Universidade de Brasília (UnB), ele reparou que os escritos recentes dos dois versavam sobre a morte. Saiu por aí com a notícia e descobriu mais adeptos. Decidiu então criar o grupo. No primeiro evento, o auge das apresentações foi o “enterro” do próprio Bensusan, cujos textos andam a refletir sobre o envelhecimento e o aprendizado de que morrer será necessário. “Estou muito interessado nesse tema, no aprender a morrer, a criar o inanimado, a se conectar com o que não é vivo, uma coisa que tem a ver com o envelhecimento”, avisa Bensusan. No blog buca l’ombrello, o filósofo publicou uma série de textos sobre o tema. O mais importante é Testamento, a origem das Noites Mortas.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2013/07/29/interna_diversao_arte,379506/poetas-e-escritores-se-reunem-uma-vez-por-mes-para-falar-sobre-a-morte.shtml
quinta-feira, 11 de julho de 2013
MOSTRA TOURNIER EM MOVIMENTO: A EXPRESÃO DA ANIMAÇÃO URUGUAIA
MOSTRA TOURNIER EM MOVIMENTO: A EXPRESÃO DA ANIMAÇÃO URUGUAIA
17 a 21 de julho, das 9h às 21h
OFICINAS
ANIMAÇÃO STOP MOTION – COM WALTER TOURNIER
Dia 20 de julho, às 10h. Vagas limitadas.
Inscrições e informações no site www.tournieremmovimento.com.br
Local: CAIXA Cultural Brasília | Sala Gente Arteira
CONSTRUÇÃO DE BONECOS – COM LALA SEVERI
Dia 20 de julho, às 14h. Vagas limitadas.
Inscrições e informações no site www.tournieremmovimento.com.br
Local: CAIXA Cultural Brasília | Sala Gente Arteira
PALESTRA COM WALTER TOURNIER
RETROSPECTIVA WALTER TOURNIER E PROCESSOS DE CRIAÇÃO
Dia 21 de julho, às 18h. Entrada Franca, limitada à lotação do teatro.
Local: CAIXA Cultural Brasília | Teatro da CAIXA
Confira a programação completa no site www.tournieremmovimento.com.br
Classificação indicativa: Livre
segunda-feira, 8 de julho de 2013
ESTÁTUAS BOTAM A BOCA NO TROMBONE, POR LUIS TURIBA
Quando o poeta Xico Chaves colocou olhos-vivos na estátua da Justiça na Praça dos Três Poderes, em Brasília, despertou um quê de vida a esses seres aparentemente inanimados.
O Rio é uma cidade repleta de estátuas. De todos os tamanhos, idades, mensagens. Algumas mortas. Outras vivas, vivíssimas, cativantes e carismáticas. A de Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, passa o dia inteiro sendo paparicada no Posto Seis de Copacabana.
Fui, na companhia da parceira Luca, aos poemas de Drummond buscar alguns “biscoitos finos” que pudessem alimentar o fogo das manifestações populares que tomaram o País. São muitos. Selecionamos duas citações, interagimos livremente e – como o poeta continuou sentadinho à beira-mar observando as passantes – seguimos em frente. Com Noel Rosa foi a mesma metodologia.
Daí, piramos: saí pelo Rio de Janeiro fotografando e conversando com estátuas, convocando-as para as próximas passeatas. Papeei com muitas delas, conversas ao pé do ouvido, segredos de palavras. Juntaram-se a nós, de imediato, outros poetas: Manuel Bandeira, Cartola, Luiz de Camões, Caymmi, Pixinguinha, Noel Rosa, o indiano pacifista Mahatma Gandhi, que mora no Passeio Público; e até o sisudo fundador da Academia Brasileira de Letras, escritor Machado de Assis. Todos concordaram em dizer alguma coisa sobre as manifestações de rua.

Juntamos textos & fotos com o auxílio luxuoso do designer Toni Lucena. Levamos uma edição de 10 pastas, com 12 cartazes cada para a FLIP, em PARATY, e não sobrou nada. Edição esgotada.
Luis Turiba é poeta, jornalista, compositor, sambista, agente cultural. Pernambucano, criado no Rio de Janeiro, radicado em Brasília.Fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em Brasília, em 1985. Na poesia, tem militância ativa há mais de 30 anos. Publicou seu primeiro livreto, Kiprokó, em 1977, no Rio de Janeiro. Em Brasília publicou Clube do Ócio, em 1980, Luminares, em 1982; Realejos, em 1988; a antologia Cadê?, em 1998; e Bala, em 2005. No jornalismo, trabalhou em O GLOBO e na Manchete, no Rio de Janeiro, ainda na década de 70. Fez assessoria de imprensa para a Assembléia Nacional Constituinte e foi da equipe do Ministro Gilberto Gil no MinC por quatro anos. Foi vencedor da Bolsa Literária FUNARTE em 2008, pelo qual escreveu seu livro “meiaoito” (2012). Mantém o Blog do Turiba. Atende pelo e-mail turibapoeta@gmail.com
O Rio é uma cidade repleta de estátuas. De todos os tamanhos, idades, mensagens. Algumas mortas. Outras vivas, vivíssimas, cativantes e carismáticas. A de Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, passa o dia inteiro sendo paparicada no Posto Seis de Copacabana.
Fui, na companhia da parceira Luca, aos poemas de Drummond buscar alguns “biscoitos finos” que pudessem alimentar o fogo das manifestações populares que tomaram o País. São muitos. Selecionamos duas citações, interagimos livremente e – como o poeta continuou sentadinho à beira-mar observando as passantes – seguimos em frente. Com Noel Rosa foi a mesma metodologia.
Daí, piramos: saí pelo Rio de Janeiro fotografando e conversando com estátuas, convocando-as para as próximas passeatas. Papeei com muitas delas, conversas ao pé do ouvido, segredos de palavras. Juntaram-se a nós, de imediato, outros poetas: Manuel Bandeira, Cartola, Luiz de Camões, Caymmi, Pixinguinha, Noel Rosa, o indiano pacifista Mahatma Gandhi, que mora no Passeio Público; e até o sisudo fundador da Academia Brasileira de Letras, escritor Machado de Assis. Todos concordaram em dizer alguma coisa sobre as manifestações de rua.

Juntamos textos & fotos com o auxílio luxuoso do designer Toni Lucena. Levamos uma edição de 10 pastas, com 12 cartazes cada para a FLIP, em PARATY, e não sobrou nada. Edição esgotada.
* * *
Luis Turiba é poeta, jornalista, compositor, sambista, agente cultural. Pernambucano, criado no Rio de Janeiro, radicado em Brasília.Fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em Brasília, em 1985. Na poesia, tem militância ativa há mais de 30 anos. Publicou seu primeiro livreto, Kiprokó, em 1977, no Rio de Janeiro. Em Brasília publicou Clube do Ócio, em 1980, Luminares, em 1982; Realejos, em 1988; a antologia Cadê?, em 1998; e Bala, em 2005. No jornalismo, trabalhou em O GLOBO e na Manchete, no Rio de Janeiro, ainda na década de 70. Fez assessoria de imprensa para a Assembléia Nacional Constituinte e foi da equipe do Ministro Gilberto Gil no MinC por quatro anos. Foi vencedor da Bolsa Literária FUNARTE em 2008, pelo qual escreveu seu livro “meiaoito” (2012). Mantém o Blog do Turiba. Atende pelo e-mail turibapoeta@gmail.com
Publicado por Alexandre Guarnieri
domingo, 7 de julho de 2013
Jorge Ferreira
Na sexta-feira fui tomar uma cerveja Original no Feitiço Mineiro e constatei o que o poeta conterrâneo Cimério, já havia anotado.
VIVA JORGE
De tanto embriagar os poetas
Ele ficou embriagado pela poesia
E se tornou ele próprio um poeta
Queria tanto voltar pra Minas
Que errou o caminho e foi pro céu.
(Climério Ferreira)
_________________________
Jorge Ferreira era animador cultural, poeta e contador de causos de Brasília. Dono do Feitiço Mineiro e outros bares famosos do DF. Beber em Brasília ficou mais triste.
http://piauinauta.blogspot.com.br/
quinta-feira, 4 de julho de 2013
TRIBUTO A CARLOS PIAUI
Você não pode perder o Sarau “Tributo a Carlinhos Piauí” que o Sinpro promove na próxima sexta-feira, dia 5 de julho, a partir das 18 horas, no CEDEC, Clube da Associação de Assistência aos Trabalhadores em Educação do Distrito Federal (ASEFE), na 912 sul.
Carlinhos Piauí, cantor de música regional conhecido também por seu engajamento nas lutas populares e sindicais, nos deixou em março deste ano e era um dos artistas mais queridos de Brasília. Companheiro atuante, sempre esteve presente nas assembleias do Sinpro-DF, e essa é mais uma razão pela qual fazemos agora essa sincera homenagem. É sua a famosa frase “São poemas e violas que carrego na sacola”.
O evento é também uma oportunidade para rever velhos amigos, travar novas amizades e levar a arte para nossa categoria. Haverá muita música e poesia. Contamos com sua presença!
quarta-feira, 3 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Poemação no Beijódromo - Homenagem a Associação Nacional de Escritores - ANE
Sarau do Beijo
Poemação no Beijódromo
Homenagem a Associação Nacional
de Escritores - ANE

Além dos poetas da ANE participam do Sarau do Beijo
os poetas José Edson dos Santos, lançando seu mais recente livro, Loucura pouca
é bobagem, Wélcio de Toledo e Yanoré Flávio. O poeta Nicolas Behr entrevista a
presidente da ANE a escritora Kori
Bolivia, a parte musical fica a cargo da cantora Claudia Telles e o Sarau do
Beijo tem a curadoria do Poemação.

A Associação
Nacional de Escritores tem cerca de 340 escritores. Hoje, há 200 sócios vivos.
Escritores de Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, São Paulo,
Acre, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e no exterior. A grande
maioria é de Brasília. Comemorando os cinquenta anos da ANE tendo hoje como presidente Kori Yaane Bolivia Carrasco
Dorado (nome literário Kori Bolivia)
José Edson dos
Santos - Loucura pouca é bobagem é o mais novo trabalho do poeta Joyedson. Nasceu em Macapá, no estado do Amapá, região
amazônica brasileira e mora em Brasília desde 1974. É professor de artes
cênicas. Publicou em 1972 em Macapá, Xarda Misturada com José
Montoril e Ray Cunha. Em 1978 participou
da antologia organizada por Salomão Sousa, Em Canto Cerrado. Em 1980,
publicou Águagonia e Latitude Zero, com edição mimeografada por Paulo
Tovar. Bolero em Noite Cinza em 1995, Ampulheta de Aedo em 2005 e
agora nos apresenta Loucura pouca é bobagem.
Welcio de Toledo filho de candangos foi batizado na igrejinha da
Vila Planalto, onde nasceu em 1970. Formado em História, com mestrado em
Educação pela UnB, é professor, poeta e
atua em movimentos sociais e culturais do DF, principalmente relacionados à
identidade cultural, memória, literatura e artes em geral. Iniciou na
militância cultural nos idos de oitenta, na efervecência do movimento punk
escrevendo letras de música e manifestos anarquistas.
Possui poemas na Coletânea Fincapé, do Coletivo de
Poetas de Brasília e em 2012 lançou o livro intitulado "Poemas, Visões e
Outras Viagens".
Yonaré Flávio – Alagoano, nascido em Maceió, entre o mar, os
coqueiros, as lagoas, os pífanos do esquenta-muié e os pandeiros dos
emboladores de coco que enfeitavam as ruas da infância. Crescido embalado pelo frevo
e o forró, veio o Teatro com todas as suas vidas. Cadernos de Poesia: Perímetro
Urbano, Agruras do Sentimentalismo são obras publicadas. Yonoré é poeta, ator e
educador.
Clara Telles, natural de Brasília,
iniciou sua carreira como cantora aos oito anos de idade, como integrante do
coro infantil do Teatro Nacional Cláudio Santoro, na ópera Um Baile de
Máscaras, de Verdi. Participou do elenco de outras óperas como Carmina Burana,
Carmem, La Bohéme, Hansel und Gretel, O Pequeno Príncipe, O Menino Maluquinho,
dentre outras, também integrando, posteriormente, os coros juvenis e adultos,
do mesmo teatro.
Em 2009, aos 17 anos, Clara deu início à sua
carreira solo, apresentando shows como “ Lado B – O melhor da MPB ” e
“(RE)VERSO”.
Atualmente, participa de vários projetos
artísticos, literários e musicais e leva seus shows para diferentes casas de
espetáculos da cidade.
Sarau do Beijo
Poemação no Beijódromo
Dia 2 de julho 2013 – Terça feira
Das 19:00 as 21:00
Entrada Franca
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