quarta-feira, 25 de abril de 2012

MALVA-ROSA no Teatro Plínio Marcos - Funarte


PRÊMIO BRASÍLIA DE LITERATURA 2012

PRÊMIO BRASÍLIA DE LITERATURA 2012 1º LUGAR ROMANCE Diário da Queda – Michel Laub – Ed. Cia. das Letras 2º LUGAR ROMANCE O Dom Crime – Marcos Lucchesi – Ed. Record 1º LUGAR CONTOS/CRÔNICA Meio Intelectual, Meio de Esquerda – Antônio Prata – Ed. 34 2º LUGAR CONTOS/CRÔNICA O Anão e a Ninfeta – Dalton Trevisan – Ed. Record 1º LUGAR LITERATURA INFANTO/JUVENIL Sortes de Villamor – Nilma Lacerda – Ed. Scipione 2º LUGAR LITERATURA INFANTO/JUVENIL Um Nó na Cabeça – Rosa Amanda Strausz – Ed. FTD 1º LUGAR REPORTAGEM Os Últimos Soldados da Guerra Fria – Fernando Morais - Ed Cia. das Letras 2º LUGAR REPORTAGEM O Cofre do Doutor Rui – Tom Cardoso - Ed.Civilização Brasileira 1º LUGAR BIOGRAFIA Fernando Pessoa – Uma quase Autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho – Ed. Record 2º LUGAR BIOGRAFIA João Goulart – Uma Biografia – Jorge Ferreira – Ed. Civilização Brasileira 1º LUGAR POESIA Sísifo desce a Montanha – Affonso Romano de Sant’anna - Ed. Rocco 2º LUGAR POESIA O Homem Inacabado – Donizete Galvão – Portal Editora

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tarde de cultura e de fartura – Cinthia Kriemler


 Sábado, 16 horas. Termino a maquilagem com um batom cor de tarde. Em seguida pego a bolsa, os livros, o notebook e a filha, que vai inserir pra mim, no Facebook e no Twitter, os acontecimentos do Sarau Multicultural do Anand Rao, para o qual fui convidada. Fui.
Pela cara do porteiro, já sei que é hábito ver passar por ali rostos de todos os tipos e gêneros, com uma mesma pergunta: “Por favor, onde é o apartamento do Anand Rao”? A campainha atende no primeiro toque e dou de cara com Fábio Barros, uma figura muito gente boa que foi um dos anfitriões daquela tarde. Só mais tarde, quando ele fez uma performance com a Nahla Tartuce, é que eu descobri que aquele careca charmoso canta. E canta muito. Lembrei de Boy George no início da carreira, com aqueles olhos miúdos e oblíquos que pareciam saber de tudo, rir de tudo e viver a vida de um jeito só dele.
O apartamento é um estúdio. E é apartamento. De um dos lados da estante-cristaleira, uma mesa com os comes e os bebes (cada um leva o seu, para não ter problema). Do outro, cadeiras para a plateia, cadeiras para os artistas, caixas de som, microfones. No cantinho, Mestre Henrique Inácio, do Brasília Estúdios (sempre incentivando os músicos do DF), comanda o som de todos, escritores e músicos.
Logo de cara, sou raptada por Jorge Amâncio, Negrojorgen, para um bate-papo rápido, porque é ele quem vai entrevistar a mim e ao poeta Alceu Brito Corrêa, que acaba de chegar. Enquanto isso, uma rapaziada alegre, cheia de ansiedade, afina voz e violão. Kika Ribeiro E Jahya são para mim,até aquele momento, uma banda de reggae que vai estar junto no sarau.
Anand Rao está na Bienal, cobrindo esse evento espetacular que o Distrito Federal teve o bom gosto de patrocinar, e eu fico pensando quem será que vai operar a câmera que envia todo o sarau para a internet. E ainda tem os notebooks — o da banda e o meu —, que precisam ser sincronizados, pelas mãos de Talita Keyse e de Fabiana Reis, com a transmissão. É o passo a passo do sarau.
Escuto, então, alguém chamar: “Agnes”. E conheço Agnes Regina, dona da casa e mulher do Anand Rao. Até aí, mera formalidade. Mas Agnes só é formalidade para quem ainda não a conhece. Essa criatura multifacetada me prova que Amélia nunca foi uma mulher de verdade. Agnes Regina é. Ao longo da tarde e início de noite, conheço uma leoa da administração. Ela opera o vídeo, controla as entradas, avisa a hora de parar, fala sobre os e-mails que entram, se levanta, retira copos e pratos sujos da mesa, leva para a cozinha e joga fora nas latas de lixo seletivas, dá uma olhada no trabalho do pessoal dos notebooks, repercutindo o sarau em outros perfis das redes sociais, sorri, fala duas palavras, retoma a mesa de trabalhos e faz um “psiu” discreto para os mortais que se empolgam na conversa paralela. Agnes Regina é que é mulher de verdade.
Os trabalhos começam. Os integrantes de Kika Ribeiro E Jahya se entreolham e mandam a primeira música. Eu arrepio. Como é que uma mulher pequena daquelas solta um vozeirão sem tamanho? Kika é útero, força da natureza. Os violões brincam, a percussão não vai acima do que pode, nunca. Nem o pandeiro. E os meninos se soltam. Os da Jahya (que, me conta a Kika, quer dizer “poder e conquista) e o convidado especial que os acompanha naquela tarde: Davi Kaus, da banda “Vitrine”, que manda muito. A internet começa a bombar. Pronto, está quebrado o clima inicial.
Jorge Amâncio lê os poemas da Sônia Porto, que nos acompanha pela internet de Porto Alegre, onde mora. Depois, conversa comigo e descobrimos que somos ambos cariocas e tijucanos. E ambos escritores. Quer saber como foi a minha primeira vez. Com as palavras. Lê trechos do meu livro e me fez ler outros. Lembro como é bom demais estar no meio de gente que gosta do que a gente gosta. Naquele dia, é a poeta que fala. Mesmo sendo contista e cronista, caminho pela poesia com timidez, mas com igual prazer.
Em seguida, o poeta Alceu Brito Corrêa fala da sua trajetória na literatura. Conta histórias de como seu pai lhe dava bons livros para ler, e que ganhou Os Lusíadas quando ainda era garoto. Gostou. E tomou gosto, de quebra, também pela escrita. Faz poemas de puro Concretismo. Coisa difícil. Pra quem é mesmo poeta.
Agnes Regina nos dá notícias de que Anand Rao está na Bienal do Livro, mas queria estar ali também, conosco. Estava. Não só porque falamos dele o tempo todo, mas porque ele é o sarau, essa ideia doida e perfeita que começou e nunca mais vai parar, porque cultura não tem o direito de parar.
Um cabelo moicano (ou seria hare krishna?) aparece bem na minha frente e sorri. É o JP França Fernandes, o JP, um mix de voz, guitarra, charme, protesto e alegria que logo toma conta do ambiente. Com ele, Nahla Tartuce França, cantora, esposa. E começa a rolar uma apresentação de Fábio Barros e Nahla, música e performance. Genesis. Só esquentando para a jam session que vem em seguida, com JP, Fábio, Nahla, ........... (o percussionista da Kika Ribeiro E Jahya), e Davi Kaus. E acontece Rita Lee: “...nem toda feiticeira é corcunda...nem toda brasileira é...” A internet, bombando. Pedem música de Brasília. JP canta Móveis Coloniais de Acaju e a galera dança. Logo depois, rock. E rola delírio na provocação de guitarra e violão entre JP e Davi Kaus. Coisa de gente muito grande. E tem mais Kika Ribeiro E Jahya, pedindo votos para a banda poder participar da Calourada (seis bandas serão escolhidas para tocar nos grandes palcos, no aniversário de Brasília). É música boa na veia. No Sarau do Anand Rao.
Fôlego. Mais uma rodada de poemas. Só que, dessa vez, os do Alceu, os meus e os de Jorge Amâncio, que são daqueles que mexem, cutucam o comodismo. Tudo de bom. Peço ao JP um fundo musical. Ele topa. Uma experiência que o próprio Anand Rao já faz, juntar música e poesia. E que dá certo. E a gente começa um bate-texto com dedilhado da guitarra acompanhando. Eu arrepio de novo e a garganta aperta. Emoção demais na carne de todos. Dá pra ver.
Chega a hora de vir embora. A filha que é que me arrasta de lá. Mas eu não vou embora. Apenas saio. Carrego comigo aquele dia de puro tesão. Acho que me deixei um pouco por lá, também. A gente leva e traz coisas daquele sarau. Coisas importantes. Lá fora, já está escuro. Dentro, tudo é luz. Luz forte da energia acumulada. Energia de arte, de música, de cultura. Um sentimento de que tudo funciona quando a intenção é uma só. Lá dentro, ninguém é velho ou novo demais. Ninguém tem cara de deboche, ou de sono, ou de indiferença. Todo o mundo se enxerga, se escuta. E aprende. Internaliza. É uma orquestra afinada. Maestrina: Agnes Regina. Coro: quem for da arte, da música, da literatura; quem for do bem. É sintonia. Sinfonia. A sinfonia que Mestre Anand Rao criou para os sábados. Amém.

Cinthia Kriemler é relações públicas, contista, cronista, poeta, e participou do Sarau do Anand Rao no sábado, 14 de abril. kriemler@gmail.com

UNESCO e T-Bone lançam campanha de incentivo à leitura

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ESCRITORES INDEPENDENTES na 1ª Bienal do Livro e da Leitura em Brasília


14 de abril - SÁBADO
20h00   
• Lançamento do livro
"Conversa de Barbearia" de José Olívio
(Impact Gráfica e Editora Ltda)



15 de abril - DOMINGO
20h00   
• Lançamento Catálogo
Editora Abadia Catadora da Estrutural. Catalogo inicial da Editora para o lançamento: Texto doado por Carlos Rodrigues Brandão, "De Mãos Abertas de Punho Erguido". Outro livro do jovem escritor morador da Estrutural Almir Gomes livro, "A Menina e o Rio".
(Editora Abadia Catadora)



17 de abril - TERÇA-FEIRA
14h00   
• Lançamento do livro
"Cordel do Gonzagão em Brasília" de Joaquim Nóbrega (Casa da Memória Viva de Ceilandia, 2012)
17h00   
• Lançamento do Caderno de Poesias
Espiritualidade, religião, arte: "Caderno de Anotações-Poesia Orações"
Antropólogo e escritor especializado em temas espiritualistas focados na vida de forma multitemática: livro composto por insights, revelações e descrições.

20h00   
• Lançamento do livro
"Dom Luciano, especial dom de deus" de Margarida Drumond de Assis,
Biografia de Dom Luciano Mendes de Almeida e a história da Igreja do período, que vai do Papa
Pio XII a Bento XVI. Obra solicitada pela CNBB, com 2ª edição aprovada pela Secretaria de Estado de Cultura do DF, apoio do FAC.



18 de abril - QUARTA-FEIRA
10h00   
• Lançamento do livro
"Quem Samba Fica – Memórias De Um Ex-guerrilheiro", de Rui Patterson.
Rui Patterson, escritor, advogado, que nesta obra relata a luta contra a ditadura e a restauração
dos Direitos Civis na Bahia.
14h00   
• Lançamento do livro
"Lições de Viver e de Morrer – Construindo Tesouros Espirituais"
Moysés André da Silva Filho, empresário, missionário e evangelizador, que busca através desta obra ajudar as pessoas a viverem melhor, fazer o bem e cultivar a paz. Trata-se de uma combinação de sabedoria, de ciência, de luz e de fé, vistas da forma mais simples e compreensível. Visa contribuir para que o leitor passe a compreender os mistérios da vida e da morte.

17h00   
• Lançamento do livro
"As cores de um crime" de Alexandre Vicente
(Editora Livre Expressão)

20h00   
• Lançamento do livro
"Mão Branca e Bar do Escritor – Terceira dose" de Giovani Iemini (LGE/Netebooks)



Paco Cac
19 de abril - QUINTA-FEIRA
17h00   
• Lançamento do livro
"Armadilha" de Wellington Lavareda

20h00   
• Lançamento
Revista de Poesia "Z" de Paco Cac, Karl Gomide, Leonardo Almeida, Márcia Freitas e outros



20 de abril - SEXTA-FEIRA
17h00   
• Lançamento do livro
"Crônicas Brasilienses" de JB Almeida (Editora LER)

20h00   
• Lançamento
Revista de Literatura "Pirate Zine" de Lucas Feat (Editora Pirate Books)

Lucas Feat


21 de abril - SÁBADO
10h00   
• Lançamento do livro
"Entresonhos" de Díbio Leandro Borges

14h00   
• Lançamento do livro
"Adeus a Aleto" de Roberto Muniz Dias

17h00   
• Lançamento do livro
"Medo Monstro ou Monstro Medo?" de Soraia Almeida Pereira

20h00   
• Lançamento do livro
"A última volta do ponteiro" de Adriano Portela (Edições Bagaço)



22 de abril - DOMINGO
20h00   
• Lançamento do livro
"DIialogando com os Espíritos" de Lourdes Luanda

20h00   
• Lançamento do livro
"Encaramujado – Uma viagem de Kombi pelo Brasil (e pelos cafundós de mim)" de Antonio Lino

20h00   
• Lançamento do livro
"Cantigas de Roda – O Poético e o Estético e sua importância para a educação infantil" de
Maria Audenora das Neves Silva Martins (Editora CRV)



23 de abril - SEGUNDA-FEIRA
17h00   
• Lançamento do livro
"Leia para não se divorciar." de Deny Kenio das Chagas.
Deny Kenio das Chagas, nascido em fevereiro de 1981, estudioso da Bíblia sagrada, bacharel em Teologia pela FTBN – Faculdade Batista Nacional. Este é seu segundo livro escrito, tendo como público alvo casais que buscam melhorar a convivência cotidiana. Atualmente atua como palestrante em encontro de casais, sendo também conselheiro de casais.

20h00   
• Lançamento do livro
"Barulho e Fúria em Imbaúbas", de Alaor Barbosa, Editora Annabel Lee.
Uma longa lista de romances da literatura, inscreve-se sem dúvida, entre os melhores, este Barulho e Fúria em Imbaúbas: A morte de Cornélio Tabajara, de Alaor Barbosa, Prêmio Cora Coralina de 1996 da Fundação cultural Pedro Ludovico Teixeira, de Goiânia (GO)
Agora é reedidato pela Editora 

Na tarde que se avizinha e outros poemas, de Marcos Freitas



O livro 'Na tarde que se avizinha e outros poemas” enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.

Onde comprar:
http://www.emoobystore.com/index.php?option=com_virtuemart&page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&category_id=6&product_id=6882&Itemid=5&lang=pt

http://www.amazon.com/avizinha-outros-Portuguese-Edition-ebook/dp/B007TLW9PM/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1334330041&sr=1-1

http://itunes.apple.com/pt/book/na-tarde-que-se-avizinha-e/id518346323?mt=11

http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/160135/marcos-freitas-na-tarde-que-se-avizinha-e-outros-poemas.html

 

 

Aniversário de Brasília no Pátio Brasil

O shopping destacará a literatura produzida na capital com uma série de bate-papos e duas exposições, de 18 a 21 de abril, das 10h às 22h (bate-papo todos os dias às 16h). Entrada franca. Classificação livre.

Confira a programação:

18 DE ABRIL
Tema: Literatura infanto-juvenil produzida em Brasília
Mediador: Maurício Mello Júnior
Participantes: Rafael Fernandes, Lucília Garcez e Giulieny Matos

19 DE ABRIL
Tema: Literatura contemporânea brasiliense
Mediador: Andrey do Amaral
Participantes: Aharom Avelino, Janaina Rico e Geraldo Lima

20 DE ABRIL
Tema: O panorama da literatura de Brasília
Mediador: Anderson Batista
Participantes: Anderson Braga Horta, Cinthia Kriemler e Maurício Witczak

21 DE ABRIL
Tema: Poesia brasiliense
Mediadora: Janaina Rico
Participantes: Nicolas Behr, Cristiane Sobral e Marcos Freitas

http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/programacao_eventos_geral.php?idcultura=1088
 
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