sexta-feira, 4 de abril de 2014
Programação Completa da II Bienal do Livro e da Leitura - Brasilia
11 de Abril/14 – Sexta-feira
20:30 • HOMENAGEM INTERNACIONAL
Eduardo Galeano (Uruguai) - Cerimônia e Palestra
LOCAL Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães
22:00 • ORQUESTRA SINFÔNICA DO TEATRO NACIONAL CLÁUDIO SANTORO
SHOWS DA RESISTÊNCIA Grupo Tarancón (América Latina)
LOCAL Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães
12 de Abril/14 - Sábado
10:00 • ABERTURA OFICIAL DO ESPAÇO BIENAL
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura”
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”, de Orlando Brito
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Se a Catraia Não Virar” de Olivia Maria Maia (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
13:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Arte de Ilustrar”, de Fernando Lopes (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Maraçu não tem Remorso”, de Pedro Sérgio dos Santos
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:30 • RECITAL POÉTICO e PALESTRA “Erguer (se) pela palavra” - José Luiz Tavares (Cabo
Verde)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
15:00 • PALESTRA “A Legislação Brasileira sobre meio ambiente”, com Roseli Senna Ganem
(DF) e Sueli Mara Vaz Guimarães de Araújo (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Almanaque 1964”, de Ana Maria Bahiana (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • SEMINÁRIO - NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA DO BRASIL Mesa
I: “Novas visões da escrita da história brasileira” - Paulo Rezutti (SP) e Tiago Luís Gil (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LANÇAMENTO DO LIVRO “Maraçu não tem Remorso” de Pedro Sérgio dos Santos (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
17:00 • DEBATE “Futebol e Literatura” - Sérgio Rodrigues (RJ), Xico Sá (PE) e Paulo Rossi
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A bailarina empoeirada - História do povo de Brasília” de
Luiz Humberto de Faria Del’Isola (DF) e Noemia Barbosa Boianovsky (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O homem que amava os cachorros” e PALESTRA “Trotski:
entre a realidade e a ficção” Leonardo Padura (Cuba) e Hamilton Pereira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Barra 68 - Sem perder aTernura” (Brasil,
2010) - Direção: Vladimir Carvalho (DF) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Marighella: o Guerrilheiro que incendiou o mundo” e
PALESTRA “Marighella: A batalha das biografias e o direito à memória”, com Mário
Magalhães (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
21:00 • SARAU em homenagem a Juan Gelman
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na resistência à ditadura: “Besame mucho” - Autor: Mario
Prata - Direção: Hugo Rodas (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Carlos Lyra
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
13 de Abril/14 - Domingo
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • PALESTRA “Desencantos, novos realismos e auto definições: uma aproximação na
narrativa latino-americana contemporânea“, com Rafael Gutierrez Giraldo (Colômbia)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Bichano da Besta-Fera” de Wilson Mesquita de Castro
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • A NOVA GERAÇÃO DE FICCIONISTAS
BRASILEIROS Mesa I: Michel Laub (SP), Verônica Stigger (RS), Luisa Geisler (RS) e José
Rezende (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
13:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Catraca Inoperante”, de Clara Arreguy (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Hortaliças para Crianças, volumes 1 a 3”
LOCAL Espaço Bienal - Praça do Encontro Vinícius
de Moraes
14:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Caderno da Menininha” de Revênia Amorim Borges (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
15:00 • SEMINÁRIO - INTERNET - ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa I: “A Internet e
os espaços democráticos de difusão literária” - Alexandre Marino (DF), Daniel Galera (RS), Joca
Terron (MT) e André Giusti (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
15:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A biografia de Torquato Neto” e PALESTRA de Toninho
Vaz (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:00 • DEBATE “Futebol e Ditaduras na América Latina” - Eduardo Galeano (Uruguai), Lúcio
de Castro (RJ), Mário Magalhães (RJ) e Rodrigo Merheb (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
17:00 • DEBATE “Experiências populares de fruição e difusão literária” - Sérgio Vaz (SP),
Isaac Mendes (DF) e TT Catalão (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Araguaya - A Conspiração do Silêncio” (Brasil,
2002) - Direção: Ronaldo Duque (DF) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - LITERATURA NO FEMININO Mesa I: Naomi Wolf (EUA) e Débora
Diniz (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
20:00 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Hércules 56” (Brasil, 2006) - Direção: Sílvio
Da-Rin (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas guerrilheiras: a
luta contra a ditadura vista por dentro” - Mesa I: Alfredo Sirkis (RJ) Mediação: Tereza
Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
20:30 • SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES,
NOVOS ESCRITORES
Mesa I: Nnedi Okorafor (Nigéria), Póla Oloixarac (Argentina), João Paulo Cuenca (SP) e Graça
Ramos (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Rasga Coração” -
Autor: Oduvaldo Vianna Filho - Direção: Luciana Marthuchelli (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
21:30 • SARAU POÉTICO NOITE SUPERNOVA
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA MPB 4
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
14 de Abril/14 - Segunda-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura”
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:30 • ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • DEBATE “As múltiplas faces de Fernando Pessoa” José Paulo Cavalcanti Filho (PE) e
Romário Schettino (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Qualidade e Sustentabilidade do Ambiente Construído”, de
Fabiano José Arcádio Sobreira (DF), Roseli Senna Ganem (DF) e Sueli Mara Vaz Guimarães de
Araújo (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
16:30 • PALESTRA “Recordações da alma dos vivos: experiências literárias do cárcere”, de Luiz
Alberto Mendes
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Rua de Todo Mundo“ de Carolina Nogueira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES, NOVOS
ESCRITORES
Mesa II: Valeria Luiselli (México), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Antônio Prata (SP) e
Paulo Paniago (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • DEBATE “Biografias: literatura, história e identidade cultural” - Ruy Castro (RJ), José
Paulo Cavalcanti Filho (PE) e Toninho Vaz (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Pra Frente Brasil” (Brasil, 1982) - Direção:
Roberto Farias (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS Mesa I: ”Os conflitos políticos, as guerras e a intolerância
religiosa” - Peter Demant (Holanda), Dag Øystein Endsjø (Noruega), Klester Cavalcanti (PE) e
Helio Schwarstman (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Murro em ponta de
faca “ - Autor: Augusto Boal - Direção: Chico Simões (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Ivan Lins
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
15 de Abril/14 - Terça-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:00 às 18:00 • ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES,
COMUNITÁRIAS E AGENTES DE LEITURA
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
09:30 • ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • ESPETÁCULO “Cabelos arrepiados” - Karen Acioly (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Ciclismo Realizando Sonhos”, de Lair Franca de Oliveira
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • PALESTRA “O futebol e as ditaduras Latino Americanas: Argentina” - Eduardo
Sacheri (Argentina)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “Cabelos arrepiados” - Karen Acioly (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:30 • ESPETÁCULO “Cabelos arrepiados” - Karen Acioly (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles 16:30 • PALESTRA “A Cultura de
Resistência: A experiência de Cuba” - Abel Prieto (Cuba)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
17:00 • SEMINÁRIO - NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA DO BRASIL Mesa
II: “A diáspora africana e a construção do Brasil” - Lilia Schwarcz (SP), Joel Rufino dos
Santos (RJ), Marco Aurélio Schaumloeffel (RS) e Rafael Sanzio (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Dias de inferno na Síria”, de Klester Cavalcanti (PE)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - INTERNET ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa II: “Novos
formatos, novos gêneros e novas estéticas na internet” - Pierre Lévy (França), André Lemos
(BA) e Liziane Guazina (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • SEMINÁRIO - LITERATURA NO FEMININO Mesa II: “Literatura no feminino” - Ana
Maria Machado (RJ), Ana Miranda (DF) e Severino Francisco (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
RECITAL POÉTICO “Trovadores, Místicos y Românticos” de Amancio Prada (Espanha)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
20:00 • HOMENAGEM NACIONAL - Ariano Suassuna (PE) - Cerimônia e Palestra
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “Comunicação, cultura e violência na sociedade contemporânea”
Mesa II: Venício Artur de Lima (DF) e Beto Almeida (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Batismo de Sangue” (Brasil, 2007) - Direção:
Helvecio Ratton (MG) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
21:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A educação no Brasil
antes, durante e depois da ditadura” - Moacir Gadotti (SC) ee Eva Waisros (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Liberdade, Liberdade” -
Autor: Millôr Fernandes e Flávio Rangel - Direção: Alexandre Ribondi (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Quinteto Violado
canta Vandré
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
16 de Abril/14 - Quarta-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:00 às 18:00 • ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES,
COMUNITÁRIAS E AGENTES DE LEITURA
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
1º ENCONTRO DA REDE DE LEITURA NAS PRISÕES DO DISTRITO FEDERAL
LOCAL Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília
09:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal – Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • PALESTRA “A instigante aventura de ler” - Stella Maris Rezende (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para
jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • PALESTRA “A produção de Chico Buarque nos anos 70 e 80” - Marco Antunes (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • DEBATE “Adaptações cinematográficas da literatura argentina sobre os anos de
chumbo”, com Eduardo Sacheri (Argentina), Martín Kohan (Argentina) e Anna Karina de
Carvalho (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
18:00 • PALESTRA e LANÇAMENTO DO LIVRO “Meu primeiro Golpe de Estado” - Presidente
John Dramani Mahama (Gana)
LOCAL Auditório do Museu Nacional da República
LANÇAMENTO DO LIVRO “Planejamento e Urbanismo” de Jorge Guilherme Francisconi (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • DEBATE “A Literatura que vem do Oriente” - Kim Young-ha (Coréia do Sul), Murong
Xuecun (China) Mediação: Lee Jung Keun
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • PALESTRA “Ditadura Militar: disputas e contradições dentro do poder” e
LANÇAMENTO DO LIVRO “A Ditadura Militar e os golpes dentro do golpe: 1964-1969” -
Carlos Chagas (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “O Que é Isso Companheiro” (Brasil, 1997) -
Direção: Bruno Barreto (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “A Sociedade Global e a utopia do desenvolvimento sustentável”
Mesa III: Presidente John Dramani Mahama (Gana), Mia Couto (Moçambique), Carlos Nobre
(SP) e Rosana Jatobá (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Eles não usam blacktie”
- Autor: Gianfrancesco Guarnieri - Direção: Valdeci Moreira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Liga Tripa (DF), Beirão (DF) e Renato Matos (DF)
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
17 de Abril/14 - Quinta-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:00 às 18:00 • ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES,
COMUNITÁRIAS E AGENTES DE LEITURA
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
1º ENCONTRO DA REDE DE LEITURA NAS PRISÕES DO DISTRITO FEDERAL
LOCAL Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília
09:30 • ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • DEBATE “Diálogos contemporâneos entre Brasil, Argentina e seus autores”
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
13:00 • LANÇAMENTO DOS LIVROS “A bruxinha boazinha e os ratinhos de circo” e “O
monstro de chocolate”, de Alice Vitória (BA)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Cruls” de
Jaime Sautchuk (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
PALESTRA “A instigante aventura de ler” - Stella Maris Rezende (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Palíndromos Rimados e Musicados “ de Renato Matos dos
Santos (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
17:00 • DEBATE “A produção poética, o leitor e o mercado editorial” - Nicholas Behr (DF),
Ademir Assunção (SP), Zé Carlos Vieira (DF) e Wilson Pereira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Questão de Pele”, de Rosana Jatobá (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - INTERNET – ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa III: “Autores
independentes e a internet como espaço de difusão e possibilidades de mercado” - Jessica
Sorensen (EUA), Joca Terron (MT) e Vinícius Jatobá (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS Mesa I: ”A produção
literária nos anos de chumbo” - Thiago de Mello (AM) e Antônio Torres (BA)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Uma Longa Viagem“ - Direção: Lúcia Murat
(RJ) - Exibição e Debate com a diretora
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “As transformações nos países emergentes e as alterações nos
padrões de consumo e na cultura” Mesa IV: Cristovam Buarque (PE), Samuel Pinheiro
Guimarães (DF) e James Holston (EUA)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “A Resistência” - Autora:
Maria Adelaide Amaral - Direção: Tullio Guimarães (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
21:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa II: Pedro Tierra (DF), Maurice
Politi (SP) e Mediação Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Plebe Rude e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional
Claudio Santoro
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
18 de Abril/14 - Sexta-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
ESPETÁCULO “Conta um causo e ganha um aplauso” - Os Tapetes Contadores de Histórias
(RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
DEBATE “A importância de ser traduzido: estratégias de intercâmbios culturais entre as
nações” - Martin Kohan (Argentina), Lucas Gioja (Argentina), Pierre Lévy (França) e Marion
Loire (França)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Exília” de Alexandre Marino (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção literária
nos anos de chumbo” Mesa II: Domingos Pellegrini (PR), Ignácio de Loyola (SP) e Luiz
Fernando Emediato (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
ESPETÁCULO “Godofredo, o craque e seus amigos” – Flávio Dana (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
LANÇAMENTO DO LIVRO “Resistência atrás das grades” de Maurice Politi (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:30 • PALESTRA “Os habitantes da Casa das Estrelas e suas estórias” - Javier Naranjo
(Colômbia)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
15:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:30 • RECITAL POÉTICO e LANÇAMENTO DO LIVRO “Minhas lembranças de Leminsky” -
Domingos Pelegrini (PR)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Saga de um Candango” de Vicente Geraldo de Melo Neto
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
DEBATE “Tradição e atualidade da literatura de língua portuguesa” - Gonçalo Tavares
(Portugal), Mia Couto (Moçambique), Marcos Bagno (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção artística e
cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão”
Mesa I - Artes Visuais: Ziraldo (RJ) Mediação: Luiz Guttenberg (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
17:00 • ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
ESPETÁCULO “Conta um causo e ganha um aplauso” - Os Tapetes Contadores de Histórias
(RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
17:30 • PALESTRA e LANÇAMENTO DO LIVRO “O Brasil”, de Mino Carta (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa III: Carlos Eugênio Paz (RJ) -
Mediação: Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • DEBATE e LANÇAMENTO DO LIVRO “A ditadura que mudou o Brasil” - Daniel Aarão
Reis (RJ), Marcelo Ridenti (RJ) e Lucília Neves (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Lamarca” (Brasil, 1994) - Direção: Sergio
Rezende (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “Cidades rebeldes: o povo nas praças e a crise dos modelos de
representação política” Mesa V: Vladimir Safatle (SP), Ermínia Maricato (SP), James Holston
(EUA) e José Jorge de Carvalho (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência a ditadura: “Patética” - Autor:
João Ribeiro Chaves Neto - Direção: Zé Regino (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
SARAU LITERÁRIO “Uma pequena história da poesia em Brasília” - Poemação
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Quarteto em CY
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
19 de Abril/14 - Sábado
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Mario Eugênio - O gogó das Sete” de Heron dos Santos
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
10:30 • CONFERÊNCIA DE CULTURA RACIONAL - Paulo Amaury da Silva (DF), Dra. Joacy
Ferreira Cortes (GO) Gilmar Cirino (GO), Paulo Renato Cheles Ricart (DF) e Sandro Balbino
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
ESPETÁCULO “O Homem que tinha memória” - Os Tapetes contadores de Histórias (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “As duas guerras de Vlado” e PALESTRA “O caso Vlado e
as relações da imprensa com a ditadura”, de Audálio Dantas (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • A NOVA GERAÇÃO DE FICCIONISTAS
BRASILEIROS Mesa II: Ana Paula Maia (RJ), Raphael Montes (RJ), Vinícius Jatobá (RJ),
Afonso Almeida (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
LANÇAMENTO DO LIVRO “Quatro Décadas de Lua Minguante” de Elvis Silva Magalhães (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa III: Franklin Martins (DF)
Mediação: Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
15:00 • PALESTRA “Adaptações literárias para cinema” - Marçal Aquino (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Saga de Um Candango”, de Vicente Geraldo de Melo
Neto (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção artística
e cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão”
Mesa I: Capinan (BA) Mediação: Luiz Guttenberg (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LANÇAMENTO DO LIVRO “Paçoca de Avô “ de Dinorá Couto (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
17:00 • SEMINÁRIO - NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA DO BRASIL Mesa
III: ”A história do Brasil e a construção das desigualdades sociais” - José Ribamar Bessa
(AM), Fernanda Kaingang (RS), Muniz Sodré (RJ) e Afonso Celso (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL ”Corumbiara” (Brasil, 2009) - Direção: Vincent
Carelli (França) - Exibição e Debate com o Diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “O Homem que tinha memória” - Os Tapetes contadores de Histórias (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
19:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa IV: Cid-Benjamin (RJ) e Frei
Betto (MG) - Mediação: Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
20:00 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Jango” (Brasil, 1984) - Direção: Silvio
Tendler (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO INTERNET – ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa IV: “No olho do
furacão: a rede e a revolução na mídia e na informação” - Miguel do Rosário (RJ), Renato Rovai
(SP) e Antonio Lassance (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • SARAU LITERÁRIO “Sarau Multicultural” - Academia de Letras do Brasil/DF e
Sindicato dos Escritores do DF
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Edu Lobo
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
20 de Abril/14 - Domingo
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Ilha dos Dissidentes“ de Bárbara Moraes (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • A NOVA GERAÇÃO DE FICCIONISTAS
BRASILEIROS Mesa III: Vanessa Barbara (SP), Paula Fábrio (SP), Leonardo Alkmim (SP) e José
Paulo Cunha (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Homem que morreu cinco vezes“ de Astrogildo Miag
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
15:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Sob os Escombros“ de Cinthia Kriemler (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “No fundo do poço não tem mola” e PALESTRA “A
depressão no fundo do poço”- Theresa Hilcar (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção artística
e cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão”
Mesa III: Cinema e Teatro - Aderbal Freire Filho (CE), Vladimir Carvalho (DF) e Nilson
Rodrigues (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
17:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
17:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “De Caipira a Universitário” e PALESTRA “O vampiro
americano X o caipira brasileiro” com Edvan Antunes (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
19:00 • DEBATE “Histórias em quadrinhos: Tendências, perspectivas e reinvenções da
linguagem” - Vanessa Barbara (SP), Evandro Esfolando (DF), Gabriel Góes (DF) e Wander Filho
Pavão (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “O Dia que Durou 21 Anos” - Direção: Camilo
Tavares (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:00 • TEATRO DE BONECOS “Una história sencilla” - Trapusteros (Espanha)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
20:30 • SEMINÁRIO INTERNET – ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa V: “A internet,
novos mercados e novos modelos de negócios” - Dan Schawbel (EUA) e Fernanda Martineli
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • SARAU LITERÁRIO “Golpe Nunca Mais” - Academia Taguatinguense de Letras
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
21 de Abril/14 - Segunda-feira
Festividades do aniversário de Brasília.
A Bienal estará aberta para visitação aos estandes e às exposições
http://www.bienalbrasildolivro.com.br/
quinta-feira, 3 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Rotundamente Negra, da costarriquense Shirley Campbell
![]() |
Horário: 19:30
Local: Espaço Cultural Instituto Cervantes
Com a
participação de:
- Jorge Amâncio, Poeta (Brasil)
- Zulu Araújo, Gestor Cultural (Brasil)
- Kori Bolívia, Poeta e Presidente da ANE -
Associação Nacional de Escritores (Brasil-Bolivia)
Shirley Campbell Barr, nascida na Costa Rica, tem cinco
livros de poesia e dezenas de poemas e artigos publicados em revistas, antologias e jornais em diversos países. Suas obras foram traduzidas para o Inglês, Francês e Português. Antropóloga, com mestrado em Cooperação Internacional, esta afro-costarriquense viveu não apenas no seu país natal, mas também no Zimbábue, El Salvador, Honduras, Jamaica, EUA e atualmente vive no Brasil. Ela tem sido atriz, professora, consultora em direitos humanos, gênero, HIV e através de recitais periódicos e conferências é uma ativista permanente da causa afro-descendente. Vem participando a mais de duas décadas em conferências, workshops e leituras de poesia difundido o seu trabalho, assim como contribuindo para os processos de mobilização e sensibilização das comunidades afro-descendentes. ![]() |
terça-feira, 1 de abril de 2014
O morador de rua que era poeta
Por Redação
O morador de rua que era poeta: a incrível história do homem que reencontrou a família após 51 anos depois que suas poesias conquistaram a internet
Raimundo Arruda Sobrinho
passou 35 anos vivendo entre lixo, pobreza e poesias. Sábio e sensível,
ele conquistou a simpatia de Shalla, uma moradora de seu bairro e
conseguiu, com a ajuda dela, encontrar a família que deixou há mais de
50 anos
Reprodução/Facebook
A página de Raimundo já conta com mais de 40 mil likes e é um grande sucesso nas redes sociais.
O sonho de estudar em São Paulo se transformou em um cantinho de lona no meio da praça
Há mais de 50 anos, um jovem sonhador saiu da terra natal com um objetivo e alguns sonhos em mente: Raimundo Arruda Sobrinho, então com 23 anos de idade, deixou a Tocantins de sua família para estudar na capital do estado de São Paulo. Devido às várias dificuldades financeiras, Raimundo foi jardineiro e vendedor de livros para conseguir se sustentar quando, em 1979, sem opções, viu a rua como o único local em que poderia morar. Ele, então, adotou o canteiro central da avenida Pedroso de Morais, no bairro de Pinheiros e, no mesmo lugar, viveu por 19 anos entre seus textos e poesias.
Vestido com sacos pretos de lixo (porque ouviu dizer que a roupa normal de tecido cria fungos e bactérias e o deixaria com mau cheiro), Raimundo cultivava cabelos compridos e uma longa barba que lhe serviam como uma espécie de travesseiro. Ele dormia sobre outros sacos plásticos e lonas que artesanalmente foi costurando até formar uma espécie de “cabaninha” e passava boa parte do tempo sentado em um banquinho de madeira com alguns escritos nas mãos.
Uma simples conversa foi o grande passo para a mudança
Após anos no mesmo lugar, invisível aos olhos indiferentes dos que passavam por ali, Raimundo teve uma surpresa. Uma jovem chamada Shalla Monteiro decidiu olhar o morador de outro modo e parou para conversar com ele. Foi a partir daquele momento que o Raimundo da praça deixou de ser apenas um morador de rua para revelar o poeta que havia dentro dele.
Após algumas conversas com o senhor, Shalla descobriu que o velhinho sujo que morava na praça era culto, conhecia literatura e música clássica. Ele falava com maestria das centenas de livros que havia lido e ainda gostava de distribuir alguns poemas que havia escrito para quem passasse por ele. Instigantes e reflexivas, as “mini-páginas” que Raimundo assinava possuíam data de nascimento, número de série e uma assinatura que dizia “O Condicionado”.
A página no Facebook se tornou um sucesso e chegou até a família de Raimundo
Ainda impressionada com a inteligência e sensibilidade que se escondiam por baixo da sujeira e abandono de Raimundo, Shalla decidiu criar uma identidade para ele, após ganhar um de seus poemas. A moça criou, então, uma fanpage para o poeta no Facebook onde suas cartas e poesias eram postadas e compartilhadas com outras pessoas. Os poemas de Raimundo, a essa altura, já eram famosos pelo bairro.
O que aconteceu, cerca de três semanas depois, foi surpreendente: as poesias de Raimundo não apenas repercutiram e alcançaram grandes proporções, como também chegaram à família que ele não via há mais de três décadas. Francisco Arruda entrou em contato com Shalla por meio da página no Facebook e confirmou, após anos de procura, o que já suspeitava desde que vira aquele endereço na internet pela primeira vez: Raimundo era o irmão que ele tanto procurou.
Abra os olhos para os Raimundos ao seu redor
A história impressionante de Raimundo não apenas abre os olhos para os poderes e benefícios incríveis que a internet pode fornecer, como também atenta sobre a necessidade de comunicação e sensibilidade das pessoas para com o próximo. Afinal, não é preciso ir até o outro lado do mundo para fazer o bem: a solidariedade e a ternura podem ser exercidos no dia a dia, a caminho do trabalho ou até mesmo naquela praça movimentada que fica na esquina da sua casa e abriga um senhor de rua simples e calado - que pode ser um outro Raimundo com alma de poeta perdido por aí.
http://estilo.br.msn.com/carinho/o-morador-de-rua-que-era-poeta-a-incr%c3%advel-hist%c3%b3ria-do-homem-que-reencontrou-a-fam%c3%adlia-ap%c3%b3s-51-anos-depois-que-suas-poesias-conquistaram-a-internet
IPCC: não é ficção científica - Entrevista com André Ferretti
01/4/2014 - 12h07
por Juliana Guarexick, da Envolverde
“Já estamos sofrendo os impactos das mudanças climáticas. O problema não é ficção científica”, alerta André Ferretti.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou ontem (31) o segundo volume do 5º relatório, que avalia a vulnerabilidade dos sistemas socioeconômicos e naturais diante da mudança climática, assim como as possibilidades de adaptação à elas.
O documento “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, elaborado por 309 autores, 436 colaboradores e 66 revisores técnicos de 70 países é mais um alerta pra que a humanidade reaja. A natureza dá evidências claras de que as mudanças climáticas podem causar impactos graves e irreversíveis.
Desmatamento, aumento das temperaturas, segurança alimentar e hídrica e saúde humana são alguns dos pontos abordados pelo relatório. Em entrevista exclusiva à Envolverde, o coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e o coordenador Geral do Observatório do Clima, André Ferretti, faz uma análise sobre o documento e aponta caminhos que podem ser tomados para evitar as consequências negativas das mudanças climáticas. Confira:
Envolverde: Entre as principais vertentes levantadas pelo relatório qual você destacaria?
André Ferretti: A adaptação com base em ecossistemas é um tema muito relevante para países como o Brasil, que tem extensas áreas naturais e são muito dependentes dos recursos naturais e do bom funcionamento dos ecossistemas naturais para as atividades agropecuárias e de subsistência, bem como para a produção de energia.
Precisamos conservar, por exemplo, os mananciais que abastecem as populações urbanas, a indústria e também as atividades agropecuárias – responsáveis por 70% da demanda de água e que geram boa parte do PIB.
É preciso ainda manter e ampliar as áreas verdes nas zonas urbanas:
A criação e implementação de Unidades de Conservação também são de grande importância para evitar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a manutenção dos serviços ecossistêmicos que aumentarão a resiliência aos impactos das mudanças climáticas, além de serem importantes para disciplinar o uso da terra em determinadas regiões, evitando usos indevidos em áreas de risco e mais sujeitas a desastres naturais.
Foi reduzida a ameaça de ‘savanização’ da Amazônia pelo aumento da temperatura entre 2ºC e 4ºC até 2100. Este dado é positivo no seu ponto de vista?
Muito positivo. A floresta parece hoje ser mais resistente às agressões da humanidade do que imaginávamos antes. Apesar de ter sido identificado um aumento no desmatamento da Amazônia no último ano, a diminuição do risco de savanização deve ser comemorada por todos nós. Porém, o risco ainda existe, e temos que lutar duramente contra a destruição das áreas naturais nesse bioma e nos demais. O desmatamento na Amazônia, inclusive, interfere em um serviço ecossistêmico essencial para a região sul e sudeste da América do Sul: as chuvas, incluindo as áreas de maior produtividade agropecuária do Brasil e do continente (Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia).
O texto afirma que há fortes evidências de uma redução da oferta de água potável em regiões subtropicais secas, o que aumentaria disputas pelo uso de bacias hidrográficas. Qual a relação que isto representa com a disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira? É possível estabelecer comparações?
Isso ilustra muito bem o problema que estamos vivendo agora com a disputa pela água da Bacia do Paraíba do Sul pelos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão localizadas nossas maiores metrópoles. Porém, não podemos afirmar que essa estiagem atípica que estamos vivendo agora tenha sido causada pelas mudanças climáticas. O que se pode afirmar é que eventos climáticos extremos como esses serão sim mais intensos e frequentes, o que exige ação imediata visando a proteção e recuperação dos mananciais que abastecem hoje essas regiões metropolitanas, e que vão abastecê-las no futuro. A demanda por água é crescente nessas regiões, tanto para abastecimento público quanto para geração de energia. Boa parte das principais Usinas Hidrelétricas do país está nos estados do Sul e Sudeste. Precisamos de água para gerar energia e abastecer as casas e indústrias. Isso requer investimentos e tem que entrar na conta para poder gerar os recursos necessários para a proteção e recuperação desses mananciais.
Outro destaque é a evidência de que a população pobre, principalmente de países tropicais, como o Brasil, será a mais afetada por situações de seca e inundação, com risco de insegurança alimentar. Quais medidas os governos poderiam tomar para ao menos minimizar estes impactos?
O país precisa urgentemente de um robusto Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas. Com ele identificaremos e mapearemos as maiores vulnerabilidades do país, e definiremos as melhores estratégias para nos adaptarmos ao novo cenário, diminuindo os impactos sociais, econômicos e ambientais. Precisamos retirar a população das áreas de risco, exatamente o oposto do que foi feito com a flexibilização da legislação ambiental e descaracterização do Código Florestal, nesse primeiro mandato da Presidente Dilma. As comunidades mais pobres são as que sofrerão mais com a destruição das áreas naturais e os impactos aos serviços ecossistêmicos. Não apenas suas casas ou plantações, mas o modo de vida dessas pessoas está sendo e será cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas.
Desde 2007 tem um Projeto de Lei no Congresso Nacional sobre a Política Nacional de Serviços Ambientais (PL 792/2007). É um tema essencial para quem vive na e da terra, e garante a conservação desses serviços que são essenciais para toda a sociedade. É preciso mais agilidade, vontade política, e também a coragem de lutar por um patrimônio inestimável dos brasileiros e que está sendo dilapidado para o benefício de poucos e para o prejuízo de toda a população.
O relatório também alerta sobre possíveis danos à produção de alimentos. Como estes dados refletem no caso brasileiro e o que pode ser feito para reduzir as consequências negativas?
Esse é outro ponto intimamente ligado com o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas e com a Política Nacional de Serviços Ambientais que precisamos instituir. O Brasil tem um papel muito relevante na produção global de alimentos, e um potencial enorme para ocupar uma posição ainda mais estratégica. Mas isso precisa ser feito com planejamento e responsabilidade, mantendo e restaurando os serviços ambientais essenciais para a produção agropecuária e para a qualidade de vida de toda a população.
É preciso conhecer as áreas e as culturas agrícolas mais vulneráveis, e investir em pesquisa e adaptação. Isso tem que ser um projeto de país, gerando novos empregos, novos negócios, e oportunidades que serão essenciais para a economia e a sociedade do futuro. Agropecuária e serviços ecossistêmicos andam de mãos dadas e vão beneficiar toda a sociedade com esse casamento.
O aumento das temperaturas piorará a qualidade do ar. Qual é a influência que esta estimativa tem nas cidades, visto que até 2030 dois terços da população global viverá em grandes centros urbanos?
As mudanças climáticas aumentarão a frequência e a intensidade do de dias quentes e secos, aumentando o risco de incêndios, prejudicando a qualidade do ar especialmente nas grandes cidades. Nessas áreas, inclusive, fenômeno da inversão térmica – que dificulta a dispersão de poluentes gerados em grandes centros urbanos no inverno – deverá ser mais recorrente.
Nas grandes cidades, e até nas pequenas e médias, há a formação de ilhas de calor, agravando a sensação e o desconforto devido à elevação da temperatura e à redução da umidade relativa do ar, aumentando a frequência e intensidade de grandes tempestades em áreas urbanas, e agravando as ondas de calor (canículas) com consequências sobre o aumento da mortalidade de idosos e doentes que apresentem redução em sua capacidade de termorregulação corpórea e de percepção da necessidade corpórea de hidratação (idosos e pacientes com doenças mentais ou de mobilidade). Mais informações aqui.
Qual é a sua visão geral sobre o relatório? O que a humanidade aprende com esta avaliação?
A grande importância desse relatório é mostrar os impactos que já estamos sofrendo. O problema não é ficção científica. Precisamos conhecer muito bem os nossos pontos fracos (vulnerabilidades), para estabelecer e implementar rapidamente as estratégias mais adequadas para reduzir os custos sociais, econômicos e ambientais.
O relatório “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, divulgado ontem, 31, fala sobre os impactos que já estão sendo sentidos, e as previsões do que virá até o final desse século (2100). Como nos quatro anteriores, lançados nas últimas duas décadas, este documento aponta que as populações mais podres são as mais vulneráveis às mudanças climáticas, principalmente as que habitam e dependem dos recursos das áreas costeiras – que sofrerão com o aumento do nível dos oceanos – ou as que vivem e dependem de atividades agropecuárias e extrativistas nas regiões semiáridas – que sofrerão com altas temperaturas e secas, ou ainda as que vivem em regiões vulneráveis a enchentes e deslizamentos devido a maior intensidade e concentração das chuvas. Esses impactos também prejudicam diretamente os ecossistemas, as plantas e os animais, afetados pela mudança do clima e também pela ação humana decorrente dessas mudanças de clima (migrações humanas para áreas menos impactadas gerando desmatamentos, poluição, caça etc.).
Esses e outros problemas têm sido vistos no Brasil e no mundo com cada vez mais frequência e intensidade. Agora mesmo tivemos um verão atípico no sul e sudeste, com pouquíssima chuva no período do ano que mais chove na região, e excesso de chuva em parte da região norte. Nos últimos anos o Brasil sofreu com enchentes e deslizamentos em regiões serranas do sul e sudeste, e até mesmo no nordeste que geralmente sofre com falta de água, e secas em regiões que tradicionalmente não vivem esse problema, como na Amazônia e no sul.
Algo a acrescentar?
As mudanças climáticas são um dos maiores problemas da humanidade. Ela afeta a todos, em qualquer lugar do planeta, independe do quanto cada cidadão, comunidade ou nação, contribui para o problema. A solução precisa ser conjunta, e pode gerar novas oportunidades, tecnologias, empregos, e negócios. Precisamos agir o quanto antes fizermos isso menor será o custo, e maior será o potencial de benefícios advindos de uma sociedade descarbonizada e mais sustentável.
O primeiro volume, que avalia os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima, foi lançado em setembro de 2013. Já o terceiro e último volume, que avalia as opções que permitiriam limitar as emissões de GEE, será lançado ainda em 2014. (Envolverde)
* André Ferretti é coordenador Geral do Observatório do Clima, rede brasileira de articulação sobre as mudanças climáticas, e coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário.
(Envolverde)
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou ontem (31) o segundo volume do 5º relatório, que avalia a vulnerabilidade dos sistemas socioeconômicos e naturais diante da mudança climática, assim como as possibilidades de adaptação à elas.
O documento “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, elaborado por 309 autores, 436 colaboradores e 66 revisores técnicos de 70 países é mais um alerta pra que a humanidade reaja. A natureza dá evidências claras de que as mudanças climáticas podem causar impactos graves e irreversíveis.
Desmatamento, aumento das temperaturas, segurança alimentar e hídrica e saúde humana são alguns dos pontos abordados pelo relatório. Em entrevista exclusiva à Envolverde, o coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e o coordenador Geral do Observatório do Clima, André Ferretti, faz uma análise sobre o documento e aponta caminhos que podem ser tomados para evitar as consequências negativas das mudanças climáticas. Confira:
Envolverde: Entre as principais vertentes levantadas pelo relatório qual você destacaria?
André Ferretti: A adaptação com base em ecossistemas é um tema muito relevante para países como o Brasil, que tem extensas áreas naturais e são muito dependentes dos recursos naturais e do bom funcionamento dos ecossistemas naturais para as atividades agropecuárias e de subsistência, bem como para a produção de energia.
Precisamos conservar, por exemplo, os mananciais que abastecem as populações urbanas, a indústria e também as atividades agropecuárias – responsáveis por 70% da demanda de água e que geram boa parte do PIB.
É preciso ainda manter e ampliar as áreas verdes nas zonas urbanas:
- Para melhorar o microclima, reduzindo assim o calor e o número de grandes tempestades;
- Ajudar na infiltração de água – nas grandes tempestades temos problemas sérios com inundações;
- Absorver o carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis;
- Melhorar a qualidade do ar; e tantos outros serviços essenciais.
A criação e implementação de Unidades de Conservação também são de grande importância para evitar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a manutenção dos serviços ecossistêmicos que aumentarão a resiliência aos impactos das mudanças climáticas, além de serem importantes para disciplinar o uso da terra em determinadas regiões, evitando usos indevidos em áreas de risco e mais sujeitas a desastres naturais.
Foi reduzida a ameaça de ‘savanização’ da Amazônia pelo aumento da temperatura entre 2ºC e 4ºC até 2100. Este dado é positivo no seu ponto de vista?
Muito positivo. A floresta parece hoje ser mais resistente às agressões da humanidade do que imaginávamos antes. Apesar de ter sido identificado um aumento no desmatamento da Amazônia no último ano, a diminuição do risco de savanização deve ser comemorada por todos nós. Porém, o risco ainda existe, e temos que lutar duramente contra a destruição das áreas naturais nesse bioma e nos demais. O desmatamento na Amazônia, inclusive, interfere em um serviço ecossistêmico essencial para a região sul e sudeste da América do Sul: as chuvas, incluindo as áreas de maior produtividade agropecuária do Brasil e do continente (Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia).
O texto afirma que há fortes evidências de uma redução da oferta de água potável em regiões subtropicais secas, o que aumentaria disputas pelo uso de bacias hidrográficas. Qual a relação que isto representa com a disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira? É possível estabelecer comparações?
Isso ilustra muito bem o problema que estamos vivendo agora com a disputa pela água da Bacia do Paraíba do Sul pelos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão localizadas nossas maiores metrópoles. Porém, não podemos afirmar que essa estiagem atípica que estamos vivendo agora tenha sido causada pelas mudanças climáticas. O que se pode afirmar é que eventos climáticos extremos como esses serão sim mais intensos e frequentes, o que exige ação imediata visando a proteção e recuperação dos mananciais que abastecem hoje essas regiões metropolitanas, e que vão abastecê-las no futuro. A demanda por água é crescente nessas regiões, tanto para abastecimento público quanto para geração de energia. Boa parte das principais Usinas Hidrelétricas do país está nos estados do Sul e Sudeste. Precisamos de água para gerar energia e abastecer as casas e indústrias. Isso requer investimentos e tem que entrar na conta para poder gerar os recursos necessários para a proteção e recuperação desses mananciais.
Outro destaque é a evidência de que a população pobre, principalmente de países tropicais, como o Brasil, será a mais afetada por situações de seca e inundação, com risco de insegurança alimentar. Quais medidas os governos poderiam tomar para ao menos minimizar estes impactos?
O país precisa urgentemente de um robusto Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas. Com ele identificaremos e mapearemos as maiores vulnerabilidades do país, e definiremos as melhores estratégias para nos adaptarmos ao novo cenário, diminuindo os impactos sociais, econômicos e ambientais. Precisamos retirar a população das áreas de risco, exatamente o oposto do que foi feito com a flexibilização da legislação ambiental e descaracterização do Código Florestal, nesse primeiro mandato da Presidente Dilma. As comunidades mais pobres são as que sofrerão mais com a destruição das áreas naturais e os impactos aos serviços ecossistêmicos. Não apenas suas casas ou plantações, mas o modo de vida dessas pessoas está sendo e será cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas.
Desde 2007 tem um Projeto de Lei no Congresso Nacional sobre a Política Nacional de Serviços Ambientais (PL 792/2007). É um tema essencial para quem vive na e da terra, e garante a conservação desses serviços que são essenciais para toda a sociedade. É preciso mais agilidade, vontade política, e também a coragem de lutar por um patrimônio inestimável dos brasileiros e que está sendo dilapidado para o benefício de poucos e para o prejuízo de toda a população.
O relatório também alerta sobre possíveis danos à produção de alimentos. Como estes dados refletem no caso brasileiro e o que pode ser feito para reduzir as consequências negativas?
Esse é outro ponto intimamente ligado com o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas e com a Política Nacional de Serviços Ambientais que precisamos instituir. O Brasil tem um papel muito relevante na produção global de alimentos, e um potencial enorme para ocupar uma posição ainda mais estratégica. Mas isso precisa ser feito com planejamento e responsabilidade, mantendo e restaurando os serviços ambientais essenciais para a produção agropecuária e para a qualidade de vida de toda a população.
É preciso conhecer as áreas e as culturas agrícolas mais vulneráveis, e investir em pesquisa e adaptação. Isso tem que ser um projeto de país, gerando novos empregos, novos negócios, e oportunidades que serão essenciais para a economia e a sociedade do futuro. Agropecuária e serviços ecossistêmicos andam de mãos dadas e vão beneficiar toda a sociedade com esse casamento.
O aumento das temperaturas piorará a qualidade do ar. Qual é a influência que esta estimativa tem nas cidades, visto que até 2030 dois terços da população global viverá em grandes centros urbanos?
As mudanças climáticas aumentarão a frequência e a intensidade do de dias quentes e secos, aumentando o risco de incêndios, prejudicando a qualidade do ar especialmente nas grandes cidades. Nessas áreas, inclusive, fenômeno da inversão térmica – que dificulta a dispersão de poluentes gerados em grandes centros urbanos no inverno – deverá ser mais recorrente.
Nas grandes cidades, e até nas pequenas e médias, há a formação de ilhas de calor, agravando a sensação e o desconforto devido à elevação da temperatura e à redução da umidade relativa do ar, aumentando a frequência e intensidade de grandes tempestades em áreas urbanas, e agravando as ondas de calor (canículas) com consequências sobre o aumento da mortalidade de idosos e doentes que apresentem redução em sua capacidade de termorregulação corpórea e de percepção da necessidade corpórea de hidratação (idosos e pacientes com doenças mentais ou de mobilidade). Mais informações aqui.
Qual é a sua visão geral sobre o relatório? O que a humanidade aprende com esta avaliação?
A grande importância desse relatório é mostrar os impactos que já estamos sofrendo. O problema não é ficção científica. Precisamos conhecer muito bem os nossos pontos fracos (vulnerabilidades), para estabelecer e implementar rapidamente as estratégias mais adequadas para reduzir os custos sociais, econômicos e ambientais.
O relatório “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, divulgado ontem, 31, fala sobre os impactos que já estão sendo sentidos, e as previsões do que virá até o final desse século (2100). Como nos quatro anteriores, lançados nas últimas duas décadas, este documento aponta que as populações mais podres são as mais vulneráveis às mudanças climáticas, principalmente as que habitam e dependem dos recursos das áreas costeiras – que sofrerão com o aumento do nível dos oceanos – ou as que vivem e dependem de atividades agropecuárias e extrativistas nas regiões semiáridas – que sofrerão com altas temperaturas e secas, ou ainda as que vivem em regiões vulneráveis a enchentes e deslizamentos devido a maior intensidade e concentração das chuvas. Esses impactos também prejudicam diretamente os ecossistemas, as plantas e os animais, afetados pela mudança do clima e também pela ação humana decorrente dessas mudanças de clima (migrações humanas para áreas menos impactadas gerando desmatamentos, poluição, caça etc.).
Esses e outros problemas têm sido vistos no Brasil e no mundo com cada vez mais frequência e intensidade. Agora mesmo tivemos um verão atípico no sul e sudeste, com pouquíssima chuva no período do ano que mais chove na região, e excesso de chuva em parte da região norte. Nos últimos anos o Brasil sofreu com enchentes e deslizamentos em regiões serranas do sul e sudeste, e até mesmo no nordeste que geralmente sofre com falta de água, e secas em regiões que tradicionalmente não vivem esse problema, como na Amazônia e no sul.
Algo a acrescentar?
As mudanças climáticas são um dos maiores problemas da humanidade. Ela afeta a todos, em qualquer lugar do planeta, independe do quanto cada cidadão, comunidade ou nação, contribui para o problema. A solução precisa ser conjunta, e pode gerar novas oportunidades, tecnologias, empregos, e negócios. Precisamos agir o quanto antes fizermos isso menor será o custo, e maior será o potencial de benefícios advindos de uma sociedade descarbonizada e mais sustentável.
O primeiro volume, que avalia os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima, foi lançado em setembro de 2013. Já o terceiro e último volume, que avalia as opções que permitiriam limitar as emissões de GEE, será lançado ainda em 2014. (Envolverde)
* André Ferretti é coordenador Geral do Observatório do Clima, rede brasileira de articulação sobre as mudanças climáticas, e coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário.
(Envolverde)
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