sexta-feira, 5 de novembro de 2010

3ª Maratona Barkaça em Divinópolis - MG

“A Picaresca e o Nego-dado Bertolino D'Abadia”, por Kory Bolívia

QUINTAS LITERÁRIAS

A Associação Nacional de Escritores convida para a palestra “A Picaresca e o Nego-dado Bertolino D'Abadia” que será proferida pela escritora Kory Bolívia, dia 11 de novembro de 2010, quinta-feira, às 20 horas, no Auditório da ANE (SEP SUL 707/907).

Kori Bolívia - Kori Yaane Bolívia Carrasco Dorado, nascida em La Paz, Bolívia, é licenc. em letras, fez pós-graduações no ensino de língua e civilização espanholas, tradução português-espanhol/espanhol-português e tem mestrado em Língua Espanhola e Literatura Brasileira. Escreveu os livros: UM GRITO CALLADO(1981), ESPUMA DE LOS DÍAS (1982), POEMAS EN CUATRO TIEMPOS(1994) e DESPEINANDO SUEÑOS (1997), Foi presidente da Associação dos Professoresa de Espanhol do DF, membro fundador da Unión Boliviana de Escritores, membro da Sociedad Boliviana de Escritores, Pert. ao Sindicato de Escritores do DF, à Associação Nacional de Escritores (ANE) e ocupa a cadeira XXXVII da Academia de Letras do Brasil. É encontrada em Sob o Signo da Poesia de Anderson Braga Horta; está presente na Gesta de Autores de la Literatura Boliviana (2005, p. 52-53), em 200 Poetas Paceños (2009, p. 1110-11) e na História da Literatura Brasiliense de Luis Carlos Guimarães da Costa. É verbete do Dicionário de Escritores de Brasília de Napoleão Valadares, do Dicionário Biobibliográfico Regional do Brasil de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de Ensaio, no site www.usinadeletras.com.br. Participa das antologias CALIANDRA - poesia em Brasília, 1995, CRONISTAS DE BRASÍLIA, vol 2, 1996, org. de Aglaia Souza; Poesia de Brasília, 1998, org de Joanyr de Oliveira, 30 anos de poesia (Casa do Poeta Brasileiro) Brasília, 2008. Colabora em periódicos do Brasil e da Bolívia e foi membro do Teatro Experimental Universitario, do Teatro Universitário de San Andrés e do Teatro da Aliança Francesa de La Paz.

Galpão Cine Horto no Centro Cultural Salgado Filho

BarbAzul: Novo espetáculo do Teatro Andante, com direção de Ângela Mourão

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O longa-metragem Bróder!, dirigido por Jeferson De


Jeferson De conversa sobre Bróder! Foto: Divulgação Palmares
O longa-metragem Bróder!, dirigido por Jeferson De, estará na jornada cinematográfica promovida pela Fundação Cultural Palmares para comemorar o Dia Nacional da Cultura, no próximo dia 5 de novembro. A exibição do filme integra a programação do seminário Qual é a face negra da mídia?, que contará também com a exibição dos filmes Trampolim do Forte e Jardim das Folhas Sagradas. Cada uma dessas produções aborda temas estreitamente ligados ao cotidiano dos afro-brasileiros.

Os dramas sociais retratados na tela serão objeto de debate, com a presença de artistas, profissionais ligados à cultura e público em geral. O evento será realizado em Brasília/DF, no Museu Nacional Honestino Guimarães, a partir das 9h. Em entrevista exclusiva ao site da Palmares, Jeferson De falou sobre a questão racial presente no filme; explicou a escolha do local das filmagens; e comentou o tema central do evento, Qual é a face negra da mídia?.

Confira a entrevista na íntegra.

Bróder! é um dos três longas selecionados para a jornada cinematográfica que será promovida pela Fundação Cultural Palmares, para celebrar o Dia Nacional da Cultura. Sob qual perspectiva o longa aborda a questão racial?

Bróder! é uma história de três amigos que nasceram na periferia de São Paulo. Jaiminho (Jonathan Haagensen) é um milionário jogador de futebol na Espanha; Pibe (Silvio Guindane) é um vendedor de seguros que mora num pequeno apartamento no centro de São Paulo; e Macu (Caio Blat) é um jovem sem perpectivas que mora no bairro do Capão Redondo. Os dois primeiros são negros e o personagem de Caio Blat é um jovem que se coloca como negro.

O que o motivou a escolher um ator branco (Caio Blat) para protagonizar o filme?

Minha intenção sempre foi ampliar o debate para além da negritude. Ou seja, passar a discutir a questão racial também sob a perspectiva da branquitude. Uma coisa ruim para nós, artistas, é sermos óbvios. No meu primeiro longa-metragem queria apresentar algo novo, provocador e instigante. Nesse sentido, a escolha de Caio Blat e de Cássia Kiss não poderia ter sido mais acertada. Nossas discussões durante o processo do filme foram intensas e, para mim, foi muito importante saber que a questão racial não se limita somente ao que os artistas negros e negras têm a dizer. Há muitos não-artistas interessados em discutir com profundidade todos os aspectos da questão.

Por que rodar o filme na região do Capão Redondo?

Ali moram vários amigos e profissionais que já estavam pensando o filme comigo, como o escritor Ferréz. Também sempre fui um admirador da arte que se produz na zona sul de São Paulo, uma cultura urbana que se renova a cada dia, na música, nas artes plásticas, na literatura e, agora, com o cinema. Do ponto de vista de locação, é um dos lugares mais belos da cidade.

Na sua avaliação, reproduzindo a questão central do seminário, qual é a face negra da mídia?

A face que me interessa neste momento é a mais oculta. Aquela que se coloca atrás dos palcos, atrás das câmeras, atrás das capas dos livros e das revistas. Ou seja, a face negra que é do roteirista, do produtor, do editor, enfim, do pensador de arte. Por exemplo, no cinema, reconheço o trabalho magnífico de atrizes e atores no cinema e na televisão mas, neste momento, temos urgência em estabelecer e fortificar o trabalho que é elaborado no momento anterior ao trabalho cênico. Num filme, por exemplo, os atores ocupam um espaço muito frágil e, em geral, são os últimos a chegar no projeto. Quando ele escolhe o filme (ou é escolhido) tudo já está definido: história, orçamento, lançamento etc.

Sinopse
O filme Bróder! foi o grande vencedor da 38ª edição do Festival de Cinema de Gramado e levou três Kikitos: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator. O tema central do primeiro longa dirigido por Jefferson De gira em torno do abismo social que caracteriza uma metrópole como São Paulo e trata das diferenças raciais e sociais, da estrutura da família e do sucesso de seus integrantes. O diretor resolveu dar a um ator branco o papel de protagonista da obra com o intuito de questionar o que é ser negro e o que é ser branco em um país em que as riquezas são diferentes, mas miséria ainda é miséria em qualquer lugar.

Focada na amizade, a história retrata o reencontro de três amigos que dividiram a infância no Capão Redondo, região da periferia paulistana. Um é jogador de futebol em ascensão no exterior; o outro é um recém-formado em Direito que trabalha como corretor de imóveis; e o protagonista se mantém no bairro e flerta com a criminalidade. Os amigos tentarão ajudar a resolver os problemas do personagem central com a criminalidade local, enquanto se conscientizam de que, embora separados pela vida, algo muito maior os une.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jeferson De
Roteiristas: Newton Cannito e Jeferson De
Elenco: Caio Blat (Macu), Jonathan Haagensen (Jaiminho), Silvio Guindane (Pibe), Cássia Kiss (Dona Sônia), Ailton Graça (Seu Francisco)
Trailer: http://tv.estadao.com.br/videos,trailer-de-broder,112064,262,0.htm

Inscrições

A Fundação Cultural Palmares oferece 100 vagas gratuitas para participação do público no seminário. Para fazer a inscrição, deve-se seguir a programação abaixo:

Programação 01
Turno da manhã. Seminário Qual é a Face Negra da Mídia? (9h as 12h)

Programação 02
Turno da tarde. Exibição de filmes (14h as 18h)
Filme 01: Bróder (14h30)
Filme 02: Trampolim do Forte (16h30)

Programação 03
Turno noturno. Exibição de filme (19h as 21h)
Filme 03: Jardim das Folhas Sagradas (19h30)

Depois de escolher a programação desejada, o interessado deve enviar uma mensagem para o endereço eletrônico diadacultura@palmares.gov.br, com os seguintes dados:

NOME:
DATA DE NASCIMENTO:
CI:
ATIVIDADE PROFISSIONAL:
PROGRAMAÇÃO QUE DESEJA: (01, 02 OU 03)

Observações importantes: Professores, organizações não-governamentais e grupos culturais podem solicitar inscrição de grupos. As inscrições serão aceitas até o preenchimento das 100 vagas disponíveis e apenas estarão confirmadas com o recebimento, por e-mail, de resposta da coordenação do evento. Na data do seminário haverá, na entrada do Museu Nacional Honestino Guimarães, uma lista com o nome de todos os inscritos.

Serviço
Seminário Qual é a face negra da mídia?
Data: 5 de novembro de 2010
Horário: A partir das 9h
Local: Museu Nacional Honestino Guimarães
Endereço: Conjunto Cultural da República - Esplanada dos Ministérios - Brasília/DF

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Diretor de Trampolim do Forte fala sobre o filme
SEMINÁRIO: "Qual é a face negra da mídia?"

CONVITE

INAUGURAÇÃO DE PAINEL POÉTICO EM MOSAICO NA BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA

A BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA DE BRASÍLIA (W/3-Sul, EQ. 506/7) e os Grupos LOUCOS DE PEDRA e CIRANDA DO MOSAICO convidam para a inauguração do 7º painel poético/artístico em mosaico, no dia 5 de NOVEMBRO (SEXTA-feira), às 19h. Os painéis aliam poesia e arte em mosaico e estão sendo instalados, desde 2008, nas fachadas laterais da Biblioteca.

O prédio da instituição conta, até o momento, com 6 painéis com destaque para os poemas de escritores locais, como Cassiano Nunes, Nicolas Behr ( foto da inauguração do mosaico na BDB), Angélica Torres Lima; Vera Americano; Ana Maria Lopes e do jornalista Carlos Henrique e nesta data o homenageado será o poeta e diplomata CHICO ALVIM. Os painéis são confeccionados por vários artistas dos Grupos Loucos de Pedra e Ciranda do Mosaico. Todos os murais poéticos contém três painéis com poesia e desenhos medindo ao todo 2 metros x 2,50 metro.

Francisco Soares Alvim Neto, ou simplesmente Chico Alvim (Araxá, 1938) poeta e diplomata brasileiro. Iniciou sua carreira no exterior como secretário da representação do Brasil junto à Unesco, em Paris. Foi cônsul-geral do Brasil em Barcelona (1995-1999) e em Roterdão na Holanda (1999-2003). Atualmente é embaixador. Alvim estreou em 1968 com o livro de poema O sol dos cegos, que junto de Antonio Carlos de Brito, o Cacaso, marcava o aparecimento do que José Guilherme Merquior chamou de a primeira geração de poetas “pós-vanguardas”. Entre 1969 e 1971 vive em Paris, onde escreve parte de seu livro Passatempo, lançado em 1974 pela coleção Frenesi, que editou também os livros Grupo Escolar, de Cacaso, Corações veteranos, de Roberto Schwarz, Em busca do sete-estrelo, de Geraldo Carneiro, e Motor, de João Carlos Pádua, livros que compõem a chamada poesia marginal, que ganhou publicidade com a antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda. Em 1978, publica Dia sim, dia não, com Eudoro Augusto, e, em 1981 Festa e lago, montanha, que mantinham a marca da produção independente e artesanal do autor.

Em 1981 a editora Brasiliense reuniu seus livros em Passatempo e outros poemas, com o qual granhou o prêmio Jabuti. Em 1988, lança Poesia reunida, que lhe rendeu outro prêmio Jabuti, e em 2000, Elefante, livros depois reunidos em Poemas (1968-2000).

Esta é mais uma parceria da Biblioteca com o artista plástico e jornalista GOUGON, que já havia doado à Biblioteca um mural do ex-presidente Juscelino Kubitschek, quando das comemorações do seu centenário.

Maiores informações pelos telefones: 3443-5682 e 3244-3015.

Contamos com a sua presença.

Maria da Conceição Moreira Salles

Coordenadora da Biblioteca

Sarau Videoliteromusical Poemação homenageia o poeta Luis Turiba


O poeta e jornalista Luis Turiba é o homenageado da décima quarta edição do Sarau Videoliteromusical Poemação que acontece na próxima terça-feira, 9, às 19h, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (2° andar). A programação do evento terá ainda a presença do grupo OiPoema - formado pelos consagrados poetas Angélica Torres, Cristiane Sobral, Amneres, Bic Prado e Nicolas Behr -, a participação do trio carioca Paulo Cezar Alves Custódio (Paco Cac), Álvaro Marins e Mario Chagas e a performance do Cumpadre Anselmo, com sua poesia "matuta". Outra atração da noite fica por conta da parte musical que ficará a cargo da cantora Célia Porto e do maestro Rênio Quintas. O Sarau é gratuito e aberto à comunidade.

HOMENAGEADO - Pernambucano, criado no Rio de Janeiro e radicado em Brasília, Luis Turiba "milita ativamente" na poesia há mais de 30 anos. Turiba é autor de Kiprokó (1977), seu primeiro livreto, Clube do Ócio (1980), Luminares (1982), Realejos (1988), a antologia Cadê? (1998) e Bala (2005). Em 1985, fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em Brasília.

Durante o Sarau, Turiba, que também é integrante do grupo OiPoema, apresenta Meiaoito (2008), seu livro mais recente com o qual foi vencedor da Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária e que compõe a Coleção OIPoema, lançada no mês de setembro deste ano. A coleção é formada por 7 livros e reúne as obras dos poetas Amneres (Diário da Poesia em combustão), Angélica Torres (Luzidianas), Bic Prado (Poemas de um Livro Verde), Cristiane Sobral (Não Vou Mais Lavar os Pratos), Nicolas Behr (O Bagaço da Laranja II), e Eduardo Resa (Misere Nobis). Todos os poetas estarão no palco da BNB participando desta 14ª edição do Poemação.

O evento traz ainda duas outras atrações: "a poesia matuta" do Cumpadre Anselmo e os poemas do trio carioca Paulo Cezar Alves Custódio (Paco Cac), Álvaro Marins e Mário Chagas, poetas que estiveram à frente das Sextas Poéticas do Museu da República, O Poeta Sai da Gaveta (com Teresa Drummond), no Méier, e O Panorama da Palavra, semanalmente, todos no Rio de Janeiro, no final dos anos 90.

A parte musical terá a participação da cantora Célia Porto e do maestro Rênio Quintas com seu repertório de música popular brasileira. A plateia participa do Sarau na sessão Poesia na Plateia e, ao final, haverá sorteio de livros para os presentes. A coordenação do evento é de Jorge Amâncio e Marcos Freitas.

POEMAÇÃO 14 (Sarau Videoliteromusical) - Homenagem ao poeta e jornalista Luis Turiba. Com o grupo OiPoema, Cumpadre Anselmo, Paulo Cezar Alves Custódio, Álvaro Marins, Mário Chagas, a cantora Célia Porto e o maestro Rênio Quintas. No auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), 9 de novembro, 3ª, às 19h. Coordenação e informações: Marcos Freitas (8129-7116) e Jorge Amâncio (9100-3556). http://poemacao.blogspot.com/. Entrada franca.

Fotos: 1. Blog do poeta Luis Turiba; 2. Grupo OiPoema por Eraldo Peres.

Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/index.php/sala-de-imprensa/item/480-sarau-videoliteromusical-poemação-homenageia-o-poeta-luis-turiba
 
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