domingo, 6 de junho de 2010

Belô Poético 2010, de 15 a 18 de julho


Tema: Poetas unidos em prol do equilíbrio ecológico
“OU A GENTE SE RAONI OU A GENTE SE STING”
(Luiz Turiba)

15 a 18 de julho de 2010
15 de julho – Quinta-feira

Local: SESC LACES JK
Rua Caetés, 603 – Centro – Belo Horizonte

ABERTURA OFICIAL
19h - Homenagem: Personalidades que contribuem com a poesia brasileira:

Marcos Túlio Damascena
Criador da Biblioteca Instituto Cultural Aníbal Machado (Borrachalioteca) em Sabará (MG)

Francisco Assis Mattos (Professor Mattos)
Criador da Biblioteca Comunitária João Rodrigues de Mattos (CE)

Movimento Paz e Poesia
Grupo de poetas - que faz da poesia, instrumento de paz (MG)

Grupo Realistas NPN e Hudson Carlos/Ice Band (Os Sobreviventes), Através do Hip Hop, os grupos realizam trabalhos sócio-educativo-culturais, com crianças e jovens da periferia de Belo Horizonte

APRESENTAÇÕES DE ABERTURA
20h - Roda Poética: Luiz Turiba, Nicolas Behr, Antônio Miranda, Ricardo Bezerra e Rômulo Carlos.

20h30 - Performance: “Ou a gente se Raoni ou a gente se Sting” com Babilak Bah (MG)

21h - Coquetel e Exposição: “Aspectos Urbanos” da artista plástica Iara Abreu (MG)
16 de julho – Sexta-feira

9h - Exercício Poético de Cidadania
Local: Centro de Referência da População de Rua

Articuladores: Deomídio Macedo (BA), Mané do Café (SP), Mavot Sirc (SP), Régis D´Almeida (MG), Rogério Salgado (MG), Virgilene Araújo (MG) e demais interessados.

12 às 14h - Intervalo para o almoço

14 às 16h - Oficina: Produção de papel artesanal e produtos recicláveis
Local: SESC LACES JK

Oficineiros: Rômulo Ferreira, artista plástico, poeta e escritor (RJ) e Bárbara Barroso, artista plástica e recreadora (RJ).

16 às 16h30 - Chá da tarde

16h30 às 18h - Relatos de experiências poéticas: Todos os poetas presentes poderão partilhar suas atividades mais interessantes, desde o Belô Poético anterior.
Local: SESC LACES JK

Em seguida - Dinâmica de grupo: Lúdica Poesia e Recital Poético.

Coordenadores: Luiz Carlos de Oliveira Cerqueira (DF), Inêz Alves (MG), Walnélia Pederneiras (SC) e Marta Reis (MG)

18 às 19h - Intervalo para o jantar

19h30 - Sarau Lítero Musical
Local: Status Café Cultura e Arte

Apresentadores: Carlos Farias e Márcia Araújo (MG)
Participação dos “Poetas En/Cena 4” com mostras de performances Instantâneas. (vide nomes, fotos e poemas dos Poetas En/Cena 4 no blog - inserido no site do Belô: www.poetasencena.blogspot.com).

Participações especiais:
1º Momento: Carlos Farias, cantor e compositor (MG)
2º Momento: Lívia Tucci, em jazz e blues (MG)
3º Momento: Grupo Pasárgada (MG)
17 de julho – Sábado

8 às 12h - Lançamento de livros: Poetas inscritos no Belô Poético
(chamada por sorteio)

Microfone aberto aos autores com momento dos autógrafos seguido de leilão literário e feirão de livros*.

Articuladores: Bilá Bernardes (MG), Léa Lu (MG), Heleide O. Santos (MG) e Rogério Salgado (MG)
*Venda de livros, somente, de poetas inscritos no Belô Poético.

12h30 às 15h - Intervalo para almoço

15 às 18h - Circuito de opiniões e conhecimentos:
Poetas unidos em prol do equilíbrio ecológico
"OU A GENTE SE RAONI OU A GENTE SE STING”

Mediador: Tanussi Cardoso, poeta e presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro

Formadores de opinião: Fernando Aguiar, poeta, criador do Soneto Ecológico em Matosinhos (Portugal); Nicolas Behr, poeta e um dos criadores do MOVE: Primeira ONG ambientalista do Distrito Federal;
Luiz Turiba, poeta e jornalista (DF); Antônio Miranda, poeta, diretor da Biblioteca Nacional de Brasília e coordenador da Bienal Internacional de Poesia de Brasília (DF); Ricardo Bezerra, poeta, escritor e advogado (PB); Inêz Alves, jornalista, terapeuta holística e ativista do grupo Preservealagoa de Lagoa Santa (MG).

18 às 19h - Intervalo para o jantar

19h30 - Teia Poética: Intervenções poéticas e performáticas para poetas inscritos no Encontro.
Informações sobre participação na Teia Poética:
Serão 10 participantes escolhidos por sorteio, durante o Sarau Lítero Musical (16/07 - sexta-feira - às 19h30). Haverás brindes literários para todos os participantes. O regulamento será entregue pela equipe de apoio após o sorteio.

Apresentação: Graça Faisão (MG)
Performance de Abertura: Queijo Mineiro com Wagner Torres(MG) e Ricardo Moraes (MG)

Mesa de Jurados: Fernando Aguiar (Portugal); Maria Clara Segobia (RS); Rodrigo Starling (MG); Arlindo Nóbrega (SP); Aroldo Pereira (MG); Maria Morais (MG); Deomídio Macedo (BA).
18 de julho - Domingo

Passeio Turístico (Atividade Extra Programação)
Local: Instituto Inhotim – (Brumadinho/MG – há 51km de BH)

complexo museológico original, constituído por uma sequência não linear de pavilhões em meio a um parque ambiental.

São 45 hectares de uma das maiores coleções botânicas do mundo, 5 lagos ornamentais e um importante acervo de arte contemporânea com mais de 500 obras de mais de 100 artistas.

Suas ações incluem, além da arte contemporânea e do meio ambiente, iniciativas nas áreas de pesquisa e de educação. É um lugar de produção de conhecimento, gerado a partir do acervo artístico e botânico.

Saída às 9h: concentração no SESC Laces JK.
Taxa de entrada: vide valor no site: www.inhotim.org.br.

Anand Rao musica poemas, recados, tudo no palco acústico do SALIPI


Neste sábado, o morador de Teresina terá chance de ver, às 19:30 h, no Coreto Acústico da Praça D. Pedro II o músico Anand Rao em ação. Anand Rao compõe tudo no palco e diz que seu estilo não é rap nem repente. É sim MPBJazz. Ele musica poemas, textos, recados, falas, espirros, silencios, uma loucura que tem viajado por todo o país e se intitula Projeto MúsicaPoética. Em julho, a música de Anand Rao ganhará os palcos do Festival de Montreux na Suiça bem como, em setembro estará no 55 Bar do Village em Nova York.

Já ouvimos falar que para se compor uma música alguns bebem, outros só compõem quando estão extremamente tristes, outros são profissionais, compõem mediante encomenda, outros acham que há inspiração mas, 90 % é transpiração. Enfim... Anand Rao acha que é uma diversão compor e há que se ter muita harmonia, melodia e ritmo no coração, no infinito da alma.

Conta que ao se separar, pesava 150 quilos, e como voltou para o “mercado”, ou seja, para a arte da comquista em bares e etc, começo a utilizar na conquista com a mulheres o processo da composição feita na hora. Lembra que os olhos femininos brilhavam com este processo e ele se emociona muito, pois, tudo em Anand, é emoção. Vendo que tinha esta facilidade começou a estudar harmonia sem parar, seus solos são vocais utilizando muito percussão de boca a la João Bosco mas, sua guitarra semi-acustica é harmônica. Ao estudar viu que tinha facilidade ritmica, e por ter publicado 20 livros de poesia e ler uma pagina do dicionário como Manhatma Gandhi, tinha facilidade de letrar a melodia, aí surgiu o MPBJazz já citado.

Daí prá frente, começou a fazer músicas diversas sobre diversos temas. Em determinado dia estava num show no Rio, quando um poeta apresentou-lhe um poema e ele musicou na hora sem ler. Aí não parou mais começou a musicar receita de médico, petição judicial, e-mails de namorados para namoradas, tudo no palco. Ele costuma dizer que compor para ele é infinitamente fácil agora interpretar suas canções é infinitamente chato, gosta do novo, do que está por vir, ou seja, de compor e gravar as composições todo dia e toda hora.

É essa figura que vem se apresentar no SALIPI. Segundo Feliciano Bezerra, organizador da parte musical do SALIPI e um dos poetas que será musicado, Anand Rao ligou para a organização do SALIPI e ofereceu o projeto MúsicaPoética. Feliciano recebeu a proposta, foi ao You Tube e disse “este será o diferencial do SALIPI”. Já o Professor Romero, organizador geral, disse que gostou do MúsicaPoética, viu que o mesmo havia sido aprovado quando de sua passagem pelas feiras do livro de Palmas e Joinville, viu a agenda nacional e internacional do músico e resolveu apostar tudo na apresentação do mesmo, achando que deve ser algo inovador e potencialmente rico.

Até agora, por convite de Feliciano, confirmaram presença e serão musicados no show os seguintes poetas: Elio Ferreira, a Companhia Lírica de Poetas, o poeta Kilito, Mário Felipe e até sábado outros serão contactados. Anand Rao inclusive convida toda a comunidade, não só de poetas, mas, todos que gostam de escrever e garante que todos vão virar compositores na noite de 05 de junho às 19:30 h no palco do SALIPI Acústico na praça D. Pedro II.

Outra informação importante é que todas as composições são gravadas digitalmente em MP 3 e os parceiros recebem as composições no dia posterior ao show via e-mail. Se aprovadas a mesma é escrita pela empresa Rodrigo partituras que faz partituração de músicas no Rio e são registradas. Anand tem mais de 1.000 composições registradas

Todos podem acessar e assistir os trabalhos de Anand Rao no Portal Cultural Anand Rao (www.anandraobr.com) cujo o e-mail é producaoanandrao@gmail.com e e ele reforça o convite “leitor venha e virará compositor e se não vier como está chegando o dia dos namorados envei o recado, poema ou etc para sua namorada que virará canção e você poderá presentear a mesma no seu dia”.

Fonte: http://www.anandraobr.com/noticiasler.asp?id=7674

sábado, 5 de junho de 2010

Urdidura de Sonhos e Assombros: Poemas Escolhidos (2003-2007), de Marcos Freitas, no 8º SALIPI

APRESENTAÇÃO

Marcos Freiras chega, precocemente, à primeira antologia de poemas (2003-2007), num percurso de produção intensa e constante. Engenheiro como o nosso Joaquim Cardoso (calculista das obras de Niemeyer, na mesma Brasília em que agora, no ano de seu cinquentenário de fundação, vive Marcos Freitas). Cientista e poeta, uma combinação que vem das origens da poesia, quando o verso era também o curso e o discurso do saber científico, da poiesofia, da techné. Também o grande João Cabral de Melo Neto reclamava ser a poesia um exercício de engenharia, de engenho e arte. Marcos Freitas também é nordestino e atua na criação poética com suor e destreza, como queria o modernista Cassiano Ricardo:

POÉTICA

1
Que é a Poesia?

uma ilha
cercada
de palavras
por todos
os lados.

2

Que é o Poeta?

um homem
que trabalha o poema
com o suor do seu rosto.
Um homem
que tem fome
como qualquer outro
homem.


(De Jeremias Sem-Chorar. São Paulo: José Olympio, 1964)

Marcos Freitas, no entanto, é um poeta lírico, mas também tem raízes sociais, e em versilibrismo avança no domínio de sua técnica, reconhecendo "um poema / tão denso e pequeno / que não cabe em si", que é o desafio. Síntese, amálgama, fusão de idéias e sentidos, e — por que não? — de mementos e sentimentos.

Poesia como um exercício de vida. Poesia e vida: "em letras garrafais/ te sinto/ e / te desejo/ como a uma botelha de absinto." Botelha, com origem no francês (bouteille), mas em português seleto, como o próprio absinto que o poeta evoca. Poesia é também estas coisas que vem das coisas, mas que são outras coisas, coisas que só existem na poesia, e que o leitor também aprecia, no caso, da própria garrafa-poema lançada ao universo.

Não é um poeta narcisista e ensimesmado. É um poeta da noite, das relações, dos acasalamentos. "Um jeito meio assim", casual, jovem, de um propósito construído na circunstância. Tátil. Verso solto, que é contido, mas também desprendido e sutil, que é um registro sensorial e ao mesmo tempo mental, recursivo, pois o poeta sempre volta à solidão e ao espelho. Os tais "momentos-intantes" de que nos fala Marcos em um de seus poemas.

Nordestino desterrado, levado a terras distantes. A outras línguas e experiências, guarda um tanto a aparência de um passado que ele mantém vivo —não apenas porque conserva a vasta cabeleira dos rebeldes, mas por manter uma dialética questão com o tempo: "o tempo passado,/ passado sem os meus. /o tempo futuro/ futuro para os seus?", diz no poema da Irreversibilidade.

Queiramos ou não, a poesia nos remete sempre à autobiografia, ao memorialismo, que não é apenas do poeta, mas sobretudo do leitor, que se identifica e se reconhece.

FOTO TABOCA
Quem não deixou
sua alma aprisionada
em 3X4
no lambe-lambe
do Seu Chiquinho
na Praça da Bandeira?

A poesia de Marcos flui e reflui. É relicário e é ofertório, como a sua/nossa Cajuina que é "pura, cristalina/ do Piauí, genuína". Ah, Marcos viveu na Alemanha, escreve seus poemas em várias línguas, mas tem um retrato ovalado na parede que ele trouxe do seu Piauí, naquela "difusa fronteira de tua (dele, nossa) verve fantasia."
De carne e sonho, de beijos e coices de amor, como queria Oswald de Andrade.

Antonio Miranda

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Lília Diniz no 8º SALIPI


Lilia Diniz mistura poesia, música e teatro num só balaio. Irreverente, criativa e, sobretudo, original, fez o público cantar, dançar e sorrir à custa do seu “Miolo de pote em cantigas e versos”, livro da artista que já está em sua 4ª edição.
Fonte: http://www.tvcanal13.com.br/colunas/vila-nova-no-salipio-show-de-lilia-diniz-7226.asp

Fazimento de pouco

Os versos
que se achegam a mim
têm sabedoria de jabuti
não me poupam de nada
nem da aspereza
das metáforas lerdas
que passeiam
em palavras rasteiras
senhoras de si

Ignorando
minha incapacidade
dão o mote
e se vão

Lilia Diniz.
http://lilia-diniz.blog.uol.com.br/

8º SALIPI - Salão do Livro do Piauí

terça-feira, 1 de junho de 2010

BEIRUTE – BAR QUE INVENTAMOS

Quem conhece esse experiente “rapaz” não consegue deixá-lo de lado. Por isso, brasilienses e visitantes que tiveram contato com “ele” alimentam recordações, causos, poesia e saudade. O quarentão mais famoso da cidade acaba de ganhar, digamos, a sua Barsa. O felizardo biografado: o bar Beirute, que nasceu em 1966, na 109 Sul, e hoje já tem “filho” em outra esquina, na 107 Norte. Organizado por Fernando Oliveira Fonseca, Beirute – Bar que inventamos é uma obra que surgiu de um processo colaborativo, com a participação de 100 autores – jornalistas, poetas, fotógrafos, ilustradores, professores e, claro, frequentadores do Beira, como é conhecido na intimidade.

O título faz alusão à frase “Brasília, cidade que inventei”, dita por Lucio Costa. “O Beirute foi uma invenção nossa. Nós, os brasilienses que viemos ocupar efetivamente o projeto urbanístico criado por ele, acabamos criando o Beirute”, brinca Fernando Fonseca. Segundo ele, que em 1994 lançou o livro Beirute, final de século, o retorno ao tema se deve aos muitos pedidos da renovada “nação beirutiana” por uma segunda edição.

Fonseca acrescenta outro motivo para a nova publicação. “No primeiro livro, lançado há 16 anos, alguns nomes atrelados à história do Beirute, infelizmente, ficaram de fora. Tive a chance de resgatar essas pessoas”, justifica, referindo-se a nomes como o poeta Nicolas Behr e o jornalista Tuca Pinheiro, que se tornou conselheiro, especialmente nos momentos de crise vividos pelo estabelecimento. Os dois estão entre os que escreveram os 10 textos do abre-alas do livro, “Ausências imperdoáveis”.

Todos sabem que a vida segue seu curso, não para nada nem ninguém. Muito menos o bom Beira, que, com 44 anos de estrada, continua lá na sua quadra (ou “esquina”), registrando fatos, histórias e segredos. “Vidas que seguem” dá continuidade à saga. Nesse segundo capítulo, com 116 páginas recheadas de textos e fotos, os acontecimentos ocorridos de 1994 em diante são as cerejas do bolo.

Saiba mais…

Trechos do livro Beirute – Bar que Inventamos Nada passa despercebido pela lente beirutiana. Ela capta todas as idas e vindas de seus frequentadores. Um caso “filmado”foi o do artista Nanche Las Casas, que deu início a dois relacionamentos no local e os dois acabaram em casamento. Outro foi quando colocaram televisores no local, o que acabou despertando a ira dos frequentadores “fundamentalistas”. O fato virou assunto de uma crônica de Conceição Freitas, publicada no Correio em agosto de 2003 e agora reproduzida entre as 404 páginas do livro. Afinal, quem imaginaria que o bar de freguesia militante pararia para assistir a uma cena da novela das oito? E a vida, ou melhor, o Beira continuou.

“Beirute: uma invasão tombada”, título do terceiro capítulo (que traz Luis Turiba e Graça Ramos entre os seis autores), refere-se, segundo Fernando, a uma expressão que teria sido dita no bar pela ex-vice-governadora Arlete Sampaio. E, na defesa do tombamento deste patrimônio, Alfredo Gastal, superintendente do Iphan no DF, aposta na tradição do lugar: “Mas falando-se do imaterial, do pensamento, da liberdade de expressão, da cultura culta e inculta, este bem, um boteco chamado Beirute, é um patrimônio inestimável para a cidade”.

Para aqueles que pediram bis, o quarto e último capítulo, “O resgate da história”, é a reedição do Beirute final de século, o livro lançado por Fernando Fonseca em 1994. Beirute – Bar que inventamos também traz encartado o DVD do documentário Nove, de César Henrique Arrais, Krishna Aum de Faria, Michel de Oliveira Gomes e Otto Guimarães.

BEIRUTE – BAR QUE INVENTAMOS

Livro organizado por Fernando Oliveira Fonseca, 404 páginas. Preço: R$ 20. À venda no Beirute da 109 Sul e no da 107 Norte.

Fonte: Correio Braziliense
 
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